Modo Meu

05/02/2016 - Categoria: Filme - Autor(a): Victória Duarte

apocalipse_carnaval

Se você prefere ficar em casa do que ir à praias, e a companhia da sua cama do que a de amigos bêbados nesse fim de semana de carnaval, você está lendo o post certo, no site certo!

E que tal para esse feriado um pouco de otimismo com alguns… Apocalipses? Sim, o mundo está acabando e só nos resta querer adivinhar como ele vai acabar, então por que não termos o prazer de conhecer três possibilidades para o caos vindouro? Hahaha, um pouco sombrio isso que escrevi, mas as dicas desses três filmes para aproveitar a “festa da carne” são muito boas!

O primeiro filme que vou indicar tem um dos atores mais charmosos de Hollywood como protagonista, Clive Owen. Filhos da Esperança (2006), nos faz refletir de como seria nossa sociedade se de repente, ninguém mais no mundo pudesse ter filhos, no caso do filme, se nenhuma mulher pudesse engravidar. Seria a extinção da nossa raça? O filme também é permeado de discussões políticas e boas cenas de ação. Filhos da esperança é do diretor Alfonso Cuarón, que há uns dois anos estava bem na moda, por causa do filme Gravidade. Quer mais uma referência? Ele dirigiu o filme Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban. Preciso falar mais? Dá uma olhada no trailer do filme Filhos da Esperança e me diz como não dá uma vontadezinha de ver esse filme:

Agora pronto, o mundo acabou. Imagina se o caos climático que nós provocamos tivesse tomado a Terra, e agora ela estivesse em uma baixa temperatura, tão baixa que não pudéssemos mais viver nela? Então, segundo o filme Expresso do amanhã (2015), a única oportunidade de vida seria passar o resto desse caos em um trem dando voltas e mais voltas em um percurso que nunca acabaria, já que isso é o que produziria calor para vivermos. Como se não bastasse passar o resto de sua vida dentro de um trem, o filme protagonizado pelo Cap. Chris Evans, dentro dele ainda há uma terrível luta de classes, onde os ricos ficam na parte frontal do trem, com tudo do bom e do melhor, enquanto os pobres, aqueles que compraram as passagens econômicas, ficam na parte de trás, comendo o pão que o diabo amassou. Esse, sem dúvidas, é um filme de tirar o fôlego de tantas cenas tensas… E o final é muito surpreendente! Não tem como você não assistir ele e não sentir a agonia dos personagens.

Detalhe, esse é um filminho coreano viu!

Por último, porém não menos apocalíptico, temos o maravilhoso, e homenageado desse ano no globo de ouro, Denzel Washington, no filme O Livro de Eli (2010). Mais uma vez o mundo acabou, já era, mal tem comida na terra, e os que sobreviveram ao apocalipse não tem mais esperança em nada. Quando o “dono” de um resto de cidade, interpretado SÓ por Gary Oldman, descobre que Eli leva consigo uma “arma poderosíssima” que pode dar esperanças ao povo, ele começa uma caçada por esse homem, que acredita ter um propósito aqui na Terra, mesmo depois de tanta desgraça ter assolado o planeta inteiro. Esse é um filme de ação, porém muito bonitinho, e que realmente nos dá um gostinho de esperança. Um ótimo filme que alia um bom enredo, com muitas balas!


04/02/2016 - Categoria: 513 design - Autor(a): Mariana Fernandes

Processo Criativo_513 Design

No vídeo dessa semana falei sobre um dos assuntos mais perguntados aqui no blog desde que eu comecei a falar de design. A tal da criatividade, essa bandida que é o objeto de desejo de muitos designers e principalmente pessoas que não trabalham com isso. Dessa vez falei como exercitar a criatividade e o que acho sobre algumas polêmicas no mercado de design.

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02/02/2016 - Categoria: Filme - Autor(a): Victória Duarte

as sufragistas 01

Desde a separação de Sandy e Júnior, para mim, não surgia um assunto tão importante quanto este que está tão na moda que é o Feminismo. Infelizmente ainda ouço de pessoas próximas a mim, e que até tenho um grande amor e admiração, frases do tipo: “Feminismo é coisa de sapatão que não se depila! ”, “Isso é coisa de mulher que não tem o que fazer! ”. Sim meus caros leitores, mesmo com esse assunto tão discutido, ainda existem pessoas que afirmam que o feminismo não significa, e nunca significou nada. Que não fazem a menor ideia do significado até mesmo da palavra. Pois bem, antes de qualquer coisa vamos dar uma definição sobre o que é feminismo. Segundo o dicionário Michaelis:

fe.mi.nis.mo
sm (lat femina+ismo) 1 Sociol Movimento iniciado na Europa com o intuito de conquistar a equiparação dos direitos políticos e sociais de ambos os sexos.

A partir dessa pequena definição podemos falar da importância desse movimento através do filme As Sufragistas (2015). Esse filme relata uma das histórias, dentre as tantas, de um grupo de mulheres que lutavam pelo direito de voto na Europa do início do século XX. Nesse contexto apresenta-se Maud Watts, uma personagem que consigo identificar entre várias amigas, pois ela era uma mulher totalmente alheia ao movimento, mas dentro de si, mesmo de modo bem singelo, se perguntava o porquê dessa desigualdade entre homens e mulheres, e se indignava aos abusos que lhe ocorrera durante a vida por homens maus. Algo que vejo em muitas mulheres a minha volta, que mesmo que digam que não são “adeptas ao feminismo”, dentro delas existe essa indignação pela desigualdade de gêneros, ou pela falta de respeito, que por muitas vezes são tratadas.

as sufragistas 02-persons

Confesso que a primeira vez que assisti esse filme, fiquei meio decepcionada, eu queria emoção, queria drama, queria esse tipo de coisa totalmente desnecessária para um filme que relata muito bem a luta de um grupo de pessoas por seus direitos. O mais interessante é que ele faz com que você se indigne com aquela situação de abuso, mas sem te fazer “sentir coisas”, e sim te fazer pensar, usar sua racionalidade para refletir sobre tal assunto, e conseguir entender o porquê daquela desobediência civil retratada pelo filme, contra o estado.

As interpretações de Carey Mulligan, no papel de Maud Watts, e de Helena Bonham Carter, como Edith Ellyn, são impecáveis. Principalmente de Mulligan, que nos faz entender o motivo de cada dor que a sua personagem passa. Devo dizer também que as cenas em que há uma interação entre Mulligan e Brendan Gleeson, que faz o papel do inspetor do estado que luta contra o movimento, são muito boas, pois conseguem expor as posições opostas que cada um se encontra diante do movimento sufragista.

Suffragette

Esse é um filme que exemplifica muito bem a importância do feminismo para a sociedade, que mostra o significado dessa luta, que não acabou quando foi dado o direito de voto às mulheres, mas vem sendo constantemente discutido em favor da igualdade social, política e econômica entre os sexos.

E como diz a frase em que o enredo todo do filme se baseia, não vamos nos render, não vamos desistir da luta, pois como disse o pastor, e líder do movimento pacífico de igualdade entre as raças no EUA, Martin Luther King:
“ É NOSSO DEVER MORAL, E OBRIGAÇÃO, DESOBEDECER LEIS INJUSTAS. ”

P.S.: Me considero feminista e me depilo semanalmente :)


02/02/2016 - Categoria: Livro - Autor(a): Israel Del Duque

Capa_Alien_Modo Meu - Editora Aleph

É indiscutível que Alien é uma das franquias mais adoradas da cultura pop. E a novelização do filme serve muito para justificar o porquê disso.

Primeiramente, se você não assistiu ao filme, recomendo que faça o processo inverso e leia o livro primeiro. (Até porque em que mundo você vive que ainda não assistiu Alien? Ninguém nunca mandou você consertar essa falha de caráter?) E digo isso porque parece que o autor, Alan Dean Foster, utilizou roteiros anteriores ao final, como base para escrever o livro, e, portanto, cenas extras – mas que são extremamente pertinentes à historia – são encontradas. Afinal, trata-se de uma adaptação de um filme, então nada mais normal do que ter algumas mudanças com relação ao original. Quem aí nunca viu um filme que adapta um livro ou jogo e encontrou diferenças?

A história é basicamente a mesma do filme: um grupo de tripulantes é despertado pelo computador de bordo da nave rebocadora Nostromo, chamado de Mãe, pois receberam um sinal de SOS vindo de um planeta próximo. Logo após descobrirem que ainda estão longe da Terra, resolvem atender ao chamado, e pousam no planeta, sem encontrar nada a não ser alguns ovos estranhos. Um dos tripulantes sofre ataque de uma criatura que salta de dentro de um dos ovos, e é então levado de volta para a nave, para conferência. É então que a criatura escapa, e a ameaça toma conta da nave.

Interna_Alien_Modo Meu - Editora Aleph

Apesar de no filme a história se focar na Subtenente Ripley, interpretada pela então estreante Sigourney Weaver, no livro é possível ver bastante o ponto de vista dos outros personagens, como o do Capitão Dallas, por exemplo. Aqui o clima de claustrofobia e sensação de sufoco é sentido a todo momento, diferente do filme, em que o tom é mais próximo do suspense. Diversas são as vezes em que o gato de estimação, Jones, aparece e dá um susto nos tripulantes da Nostromo – e no leitor, por que não? – enquanto que na versão cinematográfica ele aparece umas poucas vezes. O tempo todo você fica esperando a criatura aparecer e fazer mais uma vitima, então surge o gato, fazendo barulho entre o maquinário da nave, ou mesmo correndo assustado do próprio Alien.

Algumas cenas, como a clássica do Alien saindo de dentro do Oficial Kane, são descritas de forma a fazer o leitor sentir certo nojo e repugnância, fazendo jus ao filme, que tão bem faz esse trabalho de impressionar o espectador.

Uma única ressalva sobre o texto é a forma como ocorrem as transições de cenas. Não consigo entender se vem do autor, da edição, ou mesmo da proposta de se adaptar um filme, mas as vezes eu me pegava lendo um dialogo entre dois personagens e na linha seguinte já vinha outro dialogo de outros personagens não presentes na cena anterior. Confesso que isso me incomodou um pouco, pois fazia os capítulos parecerem um pouco longos, e teria sido bem menos confuso se houvessem quebras de texto, delimitando melhor as cenas. Eu particularmente gosto de texto que tem pausas pra você respirar um pouco e processar o que leu antes de prosseguir, além de funcionarem como ponto para parar a leitura, e facilitar na hora de voltar de onde você parou.

Costas_Alien_Modo Meu - Editora Aleph

Sobre a edição, nada mais podia se esperar da Editora Aleph, do que senão um trabalho bem caprichado no quesito design – a tipografia utilizada pra emular textos de computador trazem uma imersão maior – , além dos extras inclusos. O livro começa com as páginas apresentando o titulo exatamente da mesma forma que o filme faz (algo que foi repetido, em clara referência, no recente Perdido em Marte, que também é do mesmo diretor de Alien), e logo em seguida traz uma nota do autor exclusiva à edição brasileira. Ao final, uma entrevista com Sigourney Weaver e outra com Ridley Scott, o diretor, que trazem algumas curiosidades sobre a produção do filme e complementam mais ainda a obra – e que me fizeram acreditar na base utilizada para o livro, que eu disse lá em cima.

Por fim, a fantástica capa que na minha opinião é uma das melhores da editora no ano de 2015, com uma textura emborrachada e laminada, provando mais uma vez que, apesar de estarmos na era do digital, ainda faz sentido comprar um livro físico.


01/02/2016 - Categoria: Filme - Autor(a): Victória Duarte

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Dos filmes dos anos 70/80/90 que estão sendo ressuscitados por esses tempos, o que sou mais fã é de Rocky. Sim, nem meu estimado Mad Max era meu predileto, antes de ressuscitar. Assisti várias e várias vezes no corujão da Globo a história do “garanhão italiano”, Rocky Balboa, interpretado pelo Stallone, que para mim não fazia há muito tempo filmes tão bons, quanto ele fez nas décadas de 70/80/90.

Daí vem Creed: Nascido para lutar. E baaaaammm, um nocaute no meu coraçãozinho fã de Rocky. Que filme maravilhoso! Tudo na dose certa! Tudo novo, mas com a mesma essência que tinha Rocky, Um Lutador (1977)! Não é à toa que este filme vem sendo tão aclamado pela crítica, e que rendeu a Sylvester Stallone prêmios de melhor ator coadjuvante.

creed nascido para lutar

Um drama de primeira linha, que conta a história do filho bastardo de Apollo Creed, Adonis Johnson, em busca de seu sonho. O Ator que interpreta o protagonista Adonis, é Michael B. Jordan, e sinceramente, que rapazinho talentoso esse moço, viu! Uma das cenas iniciais desse filme já é com uma luta de Adonis, que mostra que tem realmente o sangue do pai para luta, mas também mostra toda a carga dramática que esse personagem carrega, quando ele larga o emprego em um banco para ir atrás do seu sonho, esses elementos estão na medida certa para que a gente construa uma empatia com a marra desse personagem, que ao passo que tem tanta certeza do caminho que quer trilhar, é cheio de questões dentro de si que não consegue lidar.

Sylvester Stallone, merece MESMO cada um dos prêmios vem ganhando. Rocky nesse filme é coisa mais fofa da vida, pode ser o homem mais macho que for, ainda assim é impossível qualquer criatura não se emocionar com ele no filme. Ele te faz rir, te faz chorar, te motiva… Dá até vontade de ter um vovô Rocky para chamar de seu! Só assistindo para entender (já que não quero dar spoilers aqui).

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Uma das minhas cenas preferidas desse filme está quase no final, em que Adonis em uma de suas corridas de treino percorre as ruas do bairro onde vive chamando aquele pessoal das ruas, para saudar Rocky em sua janela. Aquelas cenas de filmes em que você gostaria de estar lá, junto, participando e vibrando com os personagens.

Creed realmente é um filme que vale a pena assistir com a cabeça aberta para o novo, porém com aquela saudadezinha do antigo. E o melhor, o filme deixa algumas ótimas pontas para sua continuação, que do fundo meu coraçãozinho espero que seja tão bom quanto este. Um ótimo “início de fim” de uma era Balboa, para um “início de início” de uma nova era Creed.

creed nascilo para lutar - rocky

E olha que falei isso tudo nem citei a cena de luta em plano sequência que tem no filme que é coisa DE LOKO, MEU! Cara, essa cena não tem CORTE, UMA CENA DE LUTA NUM RINGUE QUE NÃO TEM CORTE! Meu Deus!! NÃO TEM CORTE!!

Assista o trailer e corra AGORA para os cinemas para assistir um dos melhores filmes da atualidade: