Modo Meu

25/08/2015 - Categoria: Série - Autor(a): Victória Duarte

shameless (us) - capa

Quando assistimos séries americanas temos a ilusão de que os Estados Unidos e o povo americano são de certa forma mais bem educados, chiques e elegantes que nós. Seriados como Gossip girl, House of Cards e até mesmo Friends acabam, mesmo com temáticas tão diferentes, construindo nossa imagem do povo americano como pessoas limpas e “centradas”, até mesmo divertidas, em que mesmo nas dificuldades eles não passam dificuldade (saca?), por justamente ser o contrário disso tudo que Shameless (US) é uma série muito boa!

Shameless US é a versão americana do Shameless UK, que vem sendo exibida pela Showtime e já vem sendo filmada sua 6ª temporada para estreia em janeiro de 2016. Uma série de dramédia ambientada no subúrbio de Chicago, que se você assistir vai ver que equivale a nossa amada favela brasileira, ou seja, Shameless retrata a favela americana.

shameless (us) - together

No início dessa série ela conta a relação de uma família, formada do jeito menos convencional possível, no período de crise que o EUA passou em 2008, em que de início é a justificativa do pai dessa família, Frank Gallagher, nunca arranjar um emprego e viver bêbado pelos cantos da cidade fazendo idiotices. Essa família é formada por 6 filhos, Fiona, Lip, Ian, Debbie, Carl e Liam, que são obrigados a viver com o que tem, quee é pouco, e cuidarem de si próprios. A mãe deles os abandona para fugir com outra mulher e acaba deixando a responsabilidade da criação toda em cima de Fiona, que é uma jovem de 19 anos que vai se virando com bicos que faz, mas também é ajudada pelos irmãos Lip e Ian e seus vizinhos viciados em sexo Veronia e Kevin, que sempre arranjam um jeito de sair das dificuldades tanto financeiras quanto familiares da forma mais inusitada possível.

shameless (us) - family

Essa série é cheia de discussões sobre família, drogas, homossexualidade e permeadas com muitas cenas de sexo no meio disso tudo, mostrando como uma família americana se vira na pobreza. E o mais interessante dessa família é a união desses irmãos para cuidar uns dos outros, e até mesmo do pai que só procura a família para se aproveitar dela. Shameless é rodeada de toques de comédia sarcástica (e as vezes absurdas) que põe em dúvida nosso conceito do certo ou errado na hora da necessidade, e isso sempre com um “quê” de drama na medida certa.

E outra coisa que faz a série ser muito boa é o amadurecimento e escolhas que cada personagem faz durante as temporadas, que faz você rir, chorar e ficar com raiva tudo ao mesmo tempo.

Se você quer se divertir com uma boa comédia dramática realista, Shameless é uma boa pedida, e até mesmo se você quer só conhecer como é a favela americana também! Dá uma olhada na promo da primeira temporada e sente só o gostinho:


25/08/2015 - Categoria: 513 podcast - Autor(a): Dyego Cruz

513 podcast 47 - Manias que nos deixam mais próximos da loucura

E nesse 513 podcast, Mariana Fernandes, Dyego Cruz, Pedro Farias e Angelo Fonseca falam sobre as suas várias manias e de quebra também falam sobre as manias dos outros que deixam eles loucos.

Créditos:

  • Capa: Mariana Fernandes
  • Trilha de começo e fim: Pedro de Farias
  • Edição: Dyego Cruz

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21/08/2015 - Categoria: HQ - Autor(a): Mariana Fernandes

Dath vader e Filho

Saber que Darth Vader é o pai de Luck Skywalker hoje em dia é mais do que básico. O grande vilão de Star Wars que fez nossas cabeças explodirem ao contar que Luck era seu filho, nunca teve a experiência de criá-lo e passar por diversas situações que os pais normalmente passam. Por mais que isso não tenha acontecido, Jeffrey Brown acabou criando um mundo totalmente paralelo em que Darth teve a oportunidade de passar por todas essas situações na série de livros “Darth Vader e Filho” e “A Princesinha de Vader”.

A parte curiosa dessa história é que Jeffrey só teve essa ideia devido a demanda de fazer um doodle do Google para o dia dos pais. Infelizmente a sua opção foi recusada, mas o autor decidiu seguir com o trabalho e lançou a versão americana em 2013 de “Darth Vader e Filho”, e em 2014 “A Princesinha de Vader”.

Darth e filho e a pricesinha 01

Esse ano a Editora Aleph decidiu trazer o coleção de quadrinhos em homenagem ao dia dos pais, o que foi uma ótima ideia para os pais nerds de plantão e uma opção barata para os filhos.

Enquanto o livro “Darth Vader e Filho” mostra situações de Vader e Luck quando criança, passando por fases de curiosidade, repetições, mal criações, entre outras coisas, a obra “A Princesinha de Vader” retrata a vivência do pai com uma adolescente rebelde e seu namoradinho, o Han Solo.

A princesinha de VaderDarth Vader e filho

Com uma leitura rápida e um humor bem simples, a série diverte bastante e faz até quem não é pai se identificar com algumas situações, como a que Darth diz a Leia que ele não vai sair com a roupa que está vestida. Bem, meu pai nunca fez isso, mas já perguntou o que eu tinha na cabeça por sair com determinada roupa e disse que eu sentiria vergonha no futuro. hihihi

Enfim, ainda estamos em agosto e um presente baratinho cai muito bem, seja pra você ou para o seu pai. Se ficou interessado e quiser compra os livros pode clicar nos links que vou deixar aqui no final. Boa leitura!


20/08/2015 - Categoria: Filme - Autor(a): Dyego Cruz

chappie_movie

Quando se fala em tecnologia e avanços, o que mais se vê atualmente é a construção de robôs e o esforço dos cientistas em criar a mais perfeita inteligência artificial que seja o mais próxima possível do cérebro humano, ou quem sabe até mais rápido e mais inteligente ainda.

O que quero dizer com relação a uma I.A. perfeita, não é do tipo que existem apenas duas possibilidades de resposta para tudo, o Sim (1) ou Não (0), mas sim uma que seja capaz de discernir o que pode ser certo ou errado e que além de ter um poder de decisão (dentre milhares de possibilidades), e também consiga ter a capacidade de aprender e acumular novos conhecimentos e chegar a conclusão de que o melhor para os humanos é a sua destruição. Brincadeira, mas esse é realmente o medo de muitas pessoas (não os cientistas e pesquisadores) ao redor do mundo quando se toca no assunto (principalmente o mais nerds/por dentro da cultura pop).

Chappie

Mas aí você vê o título do post e pensa “mas cadê o Chappie nesse texto?”. O filme Chappie é um exemplo claro de uma I.A que foi desenvolvida para combater o crime no lugar dos humanos, que não estavam conseguindo resolver o problema na cidade de Joanesburgo, África do Sul. Claro que assim como praticamente todos os filmes que abordam o tema, os robôs estão nas ruas fazem apenas o que está na programação.

Mas o criador dos robôs não se conforma e consegue desenvolver a tão sonhada I.A. que consegue pensar sozinha e não tem a necessidade de seguir uma programação pré-existente, pois quando o novo programa é implantando no robô que foi chamado de Chappie, ele meio que é como uma criança que precisa ser educada e “moldada” para viver na sociedade. A diferença de uma criança é que ele é um robô super rápido e bem fortinho.

Chappie

O filme dirigido por Neill Blomkamp (Distrito 9 e Elysium) tem suas falhas, mas é uma ótima mistura de ação, comédia e também um drama que vai te deixar vidrado, ou não.

Sobre todos os temas abordados, o que mais me chamou a atenção, foi a questão da tal “transferência mental”, que se baseia em meio que fazer uma cópia da consciência de um indivíduo e colocar em outro corpo, parece complicado, mas pode confiar, vai ficar ainda mais.

Pensando nessa transferência entre robôs, até que não é tão complicado, afinal é basicamente uma cópia de dados, com se colocasse tudo em um pendrive e levasse para outro dispositivo, colasse o conteúdo lá e o ligasse.

chappie

Mas se você parar pensar nessa transferência da mente de um humano para um robô, ela não vai ser a mesma pessoa, aquele robô será a cópia exata da pessoa até o último momento antes da cópia, mas depois disso, o corpo humano, ou seja, você, já não estará mais nesse mundo, afinal o robô será uma cópia sua, e não você mesmo.

Sei que é um conceito um pouco difícil de entender e que pode até parecer apenas uma coisa da minha cabeça, mas prometo que em breve tentarei dar uma explicação melhor sobre esse assunto. Espero que tenha gostado e que deixe sua opinião tanto sobre o filme quando dessa minha viagem.


19/08/2015 - Categoria: Filme - Autor(a): Mariana Fernandes

O pequeno principe

É tão bom quando algo nos faz relembrar a nossa infância, parece que por um instante todos os problemas vão embora, as preocupações não existem mais e tudo deixa de ser cinza. Quando somos crianças não existem cores o bastante para representar tanta criatividade, nem as as palavras que nos faça pensar no impossível. Essa semana tive a oportunidade de conferir o filme “O Pequeno Principe” e relembrar cada um desses sentimentos.

Dirigido por Mark Osborne, mesmo diretor da franquia Kung Fu Panda, o filme faz uma junção da história do famoso livro francês “Le Petit Prince” com a crítica da infância atual, apresentando uma protagonista cheia de obrigações e expectativas de uma vida que mal começou.

Cena O pequeno principe

A protagonista do filme é uma garota que possui a vida completamente traçada por sua mãe, repleta de estudos, obrigações e afazeres, sem o mínimo de chance para a diversão e amigos. Ao mudar-se para uma casa que lhe proporcionaria a escola perfeita, a menina encontra em seus dias solitários um amigo que lhe contará a história do Pequeno Principe, fazendo com que a menina encontre as cores em sua infância.

Esse amigo é retratado por uma velhinho que não se encaixa na sociedade séria e cheia de ocupações apresentada no filme, como ele mesmo diz: “Os adultos esquecem de como é ser criança, mas eu não esqueci”.

Petit Prince

Falando em produção, uma das coisas mais encantadoras da obra é a atenção nos pequenos detalhes, com a citação da famosa frase “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” e a mudança na forma de diálogos em flashs da história contada pelo velhinho. Além da forma verbal, a visual foi muito bem trabalhada para diferenciar os mesmos flashs, sendo usadas técnicas de stop motion nessas cenas, qual possui uma textura tão encantadora que nem uma animação digital poderia retratar.

Toda essa beleza não seria a mesma sem o trabalho de trilha sonora de Hanz Zimmer, o responsável pelas trilhas de O Rei Leão, Piratas do Caribe, Gladiador, entre outras, e Richard Harvey, que me fizeram conectar no mundo apresentado. Além de tudo que lhe falei aqui, uma das maiores vantagens da animação é que é tão incrível para os adultos quanto para as crianças! Relembrar essa história me parece mais do que mágico.

O filme terá estréia no dia 22/08 (amanhã), e acho que já deu para perceber o quanto amei ter viajado no universo da obra. Bom Filme!