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Posts da autoria de: Rodrigo Emannuel

03/07/2015 - Categoria: Cinema e TV - Autor(a): Rodrigo Emannuel

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O post contém alguns Spoilers, mas se assim como eu, você não estiver interessado em decepção, garanto que pode continuar a leitura sem medo de ser feliz!

Aaaaah os protagonistas! Como não odiar amar esses seres extraORDINÁRIOS? Eles são os queridinhos da galera, o centro das atenções, o “erro” do escritor e com certeza, não são de forma alguma, a última bolacha do pacote.

Nessa minha longa vida de 19 anos e 172176236721837 zilhões de séries, livros e filmes, eu sempre tive um pé atrás com os protagonistas. Não que eu seja do contra ou algo assim, até admito que existem protagonistas sensacionais em que não ousaria colocar defeitos, mas tem alguns outros em que é simplesmente impossível de se gostar, e mais impossível ainda de deixar o “rancor pós final” de lado.

Além do mais, como escritor, ainda que iniciante, eu me posiciono de forma totalmente contrária a centralização dos acontecimentos importantes em um só personagem, é uma receita que desanda, e com tantos bons e originais “Chefs” por aí, eu acho uma perca de tempo seguir “receita clássica” só por ser o caminho mais seguro.

E para provar que existem protagonistas capazes de estragar/atrapalhar o desenvolvimento de uma boa história, vou listar quatro dessa espécie nem tão rara:

1 – Tom Mason (Falling Skies)

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Ele é o mocinho, o “Professor” de Falling Skies, sempre com sua independência, ética e amor a Terra, luta contra alienígenas a 5 temporadas e já passou por diversas situações de quase morte, sobrevivendo a encontros face a face com diversos aliens, sinucas de bico com seus piores inimigos, explosões e tiros que matariam até o Batman, e até mesmo uma ida á lua com um retorno totalmente duvidoso. É conhecido por suas façanhas na Second Mass, e até mesmo ganhou o respeito do povo Volm, que dispõem de uma tecnologia muito mais avançada, mas insistem ainda assim em ser os “cães do exército” de Tom Mason.

Como se já não bastasse tudo isso, os Espheni, vilões e responsáveis por exterminar grande parte da humanidade, não conseguem de jeito nenhum (É intervenção Divina, só pode) destruir um bando de soldados e alguns civis, que estão é claro, com Tom Mason.

2 – Ablon (A Batalha do Apocalipse)

Vamos falar do anjo renegado, o “Primeiro general” da ordem dos querubins: Ablon. Ele é o protagonista de “A Batalha do Apocalipse”, um livro do brasileiro Eduardo Spohr, que tinha tudo para ter um final fantástico.

Não que Ablon seja um personagem insuportável, ele é um guerreiro nato e participou de grandes acontecimentos no Céu, mas as situações em torno desse anjo guerreiro são tão surreais em contraste com o poder de seus oponentes, os arcanjos Miguel e Lúcifer, tudo que você espera é um desfecho honesto, e não é isso que acontece. Não fosse o poder do protagonismo, A Batalha do Apocalipse seria aquele livro que eu, em outras circunstâncias te indicaria e diria: “Wow, esse livro é do caralho!”. Mas para a minha própria frustração, existe Ablon.

3 – Clarke Griffin (The 100)

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Ela é uma daquelas adolescentes rebeldes e incontroláveis, teve que amadurecer mais cedo graças a diversas situações enfrentadas, dentre elas, a execução de seu pai. Como uma dos “100”, ela não demora a se mostrar como uma possível líder, seria um ótimo posicionamento, se a liderança dela não fosse singular, uma característica nada apreciada para alguém liderando diversas vidas que estão por um fio.

Clarke é uma personagem ao melhor estilo Tom Mason, não morre nem fodendo! Além disso, tem a admiração de todos os outros, mesmo tratando-os mal a todo momento. Ela já recusou ordens diretas de Chanceleres, que executaram muitas pessoas por menos, e saiu impune. Parou a revolta de um povo sedento por sangue, e ainda ganhou uns beijos da comandante do exercito rival. Clarke Griffin é pra mim, – 100.

4 – Seiya de Pégaso (Saint Seiya)

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Tá, eu sei que quase todo mundo curte os Cavaleiros do Zodíaco, e muita gente gosta dos cavaleiros de bronze, mas convenhamos que o Cavaleiro de Pégaso as vezes tira qualquer um do sério. Seiya é o queridinho de Atena, sua ligação forte com Saori já o tirou de boas enrascadas, e junto de seus companheiros, do protagonismo, e com uma mãozinha da armadura de sagitário, ele venceu batalhas impossíveis.

Apesar de carregar o apelido de matador de Deuses graças a sua ligação histórica com seus antepassados, Seiya não convence que é forte o suficiente para ser merecedor de tal alcunha, ele é do tipo que apanha de montão pra ganhar de forma heroica e sofrida no final.

Com tantos cavaleiros fortes e interessantes como seus quatro companheiros de bronze, os 12 de ouro, e até mesmo alguns de prata, jogar tudo nas costas de Seiya é um desperdício, além do mais, Tenma de Pégaso, da saga Lost Canvas, coloca Seiya no bolso e honra o apelido.


24/06/2015 - Categoria: Séries - Autor(a): Rodrigo Emannuel

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Você conhece o “Pied Piper” ? Não ? Então chegou a hora de conhecer.

O “Pied Piper” ou “Flautista“, na tradução,  é uma nova companhia do ramo tecnológico, criada por Richard Hendricks, a partir da descoberta feita pelo mesmo, de um novo algorítimo de “compressão sem perdas”, ou seja, algo que pode diminuir os dados de um arquivo consideravelmente, com a qualidade sendo mantida intacta. Você pode conhecer mais do “Flautista”, clicando na imagem abaixo:

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Ou você pode ficar largadão no sofá, e assistir as duas temporadas inteirinhas dessa série incrível da HBO, Silicon Valley.

Silicon Valley é uma série que aborda com humor e inteligência, um dos temas mais legais (ao meu ver) da atualidade: A Tecnologia. A série, assim como alguns filmes bibliográficos recentes, como “A Rede Social” e “Jobs – Get Inspiredapresenta algumas das polêmicas em torno da originalidade das ideias milionárias e da compressão mal feita, com o perdão do trocadilho, que as grandes empresas realizam sobre as companhias emergentes. Além disso, outro ponto chave é a rivalidade entre os concorrentes e a difícil decisão de optar pelo “Caminho da mão esquerda”.

O protagonista é Richard Hendricks, que pouco tempo antes de se tornar CEO do Flautista, trabalhava na grandiosa Hooli, companhia do “Cantor, Modelo e Atriz” Gavin Belson. Richard estava se sentido cansado, cansado da maneira como a companhia em que trabalhava agia, cansado da convivência com os temíveis “Brogramadores”, e cansado do seu papel no mundo como um todo, e num golpe de sorte, viu toda a sua vida mudar da noite para o dia.

Richard morava numa “incubadora”, com o único propósito de ter foco para desenvolver seu site, o “Flautista”, a incubadora localizada no Vale do Silício (local conhecido por ser onde grandes companhias foram iniciadas) abrigava outras quatro pessoas, quatro amigos, que desenvolviam seus próprios trabalhos paralelamente, entre esses amigos estavam: O canadense, irônico e satanista, Bertram Gilfoyle; O Paquistanês, que rivaliza com Gilfoyle, Dinesh Chugtay; O dono da incubadora, egocêntrico, chapado e mal sucedido Erlich Bachman; E o gênio, ou melhor, o nem tão gênio assim, Nelson Bighett A.K.A “Big Head“.

Dos aplicativos, sites e afins desenvolvidos por todos eles, o único que prestava, era o que tinha o nome mais merda de todos, o Flautista. O grande porém, era que nem Richard tinha consciência desse fato, muito menos Erlich, que como dono da incubadora, tinha contrato em vigor com todos os seus colegas, e sendo assim, tinha seu pedaço do bolo. Erlich como sempre faz escolhas erradas, estava prestes a descartar o Flautista, quando por acaso, os “Brogramadores”, que zombaram de Richard ao ver o Flautista, descobriram pouco tempo após que aquilo era o futuro acontecendo.

Não tardou, até que Gavin Belson, e outras mil e uma personalidades do mundo da tecnologia, estivessem atrás de Richard, que num suspiro de independência, decidiu que queria mudar o mundo com as próprias mãos, e fazer a merda legal que quisesse ao lado de seus amigos, aquilo definitivamente não seria uma nova Hooli.

Silicon Valley tem só duas temporadas e alguns momentos inesquecíveis e impagáveis, entre eles eu posso destacar o grande dilema de saber quantas pessoas um individuo consegue masturbar ao mesmo tempo; A grande observação de Gavin Belson ao dizer que os grupos “Geek” são sempre compostos por um cara gordo com um rabo de cavalo estranho, alguém magrelo, um asiático e um cara indiano ou coisa do tipo; A genialidade de Richard ao explicar seu algorítimo para seus concorrentes; Erlich Bachman chapado, ou fazendo qualquer coisa que só Erlich Bachman faria; Os diálogos entre Gilfoyle e Dinesh; A ascensão de Nelson Bigheti o “Big Head”; A transparência de Jared; E claro, os feitos do Flautista.

A HBO acertou muito em Silicon Valley, e essa série, é facilmente uma das melhores que pude assistir nos últimos tempos, tem de tudo, e nada é forçado, seu humor é realmente engraçado, sem aquele lance de só rir por dentro, a sua ironia é de alguma forma espontânea, tudo é feito de forma inteligente e o mais importante, tem momentos chave em que você fica vidrado querendo saber o que vem a seguir.

Eu trato o Flautista como algo real no texto, pois desejaria que assim fosse, não a companhia em si, mas o lance de querer mudar o mundo de verdade, e não só embolsar os milhões sem saber o que fazer no dia seguinte.  Deve ser incrível ter algo do tipo, deve ser frustrante também, mas no final, o que é mostrado no Vale do Silício, vale a pena.

Bônus – Cinco “Grandes” Frases ditas em Silicon Valley em Gifs:

Erlich Bachman

Dinesh

Big Head

Jared

Richard sendo Richard, o gif não tem uma frase, mas como disse o sábio Erlich uma vez: Don’t Be a Slut!


11/06/2015 - Categoria: Mobile - Autor(a): Rodrigo Emannuel

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Não me pergunte o porque de eu estar escrevendo sobre esse joguinho extremamente bobo, eu apenas quero compartilhar a experiência de soltar pipa pelo celular (POIS É!) com mais alguém.

Estava com alguns amigos debatendo sobre o Cartola Fc, aquele fantasy game maldito onde toda rodada eu me ferro, e finalmente estou convicto de que não sou um bom técnico, maaaas sofrimento a parte… durante a conversa, um amigo meu começou a mexer no celular e um funk chato iniciou ao mesmo tempo, eu ri, porque sempre que tem funk, alguma merda vem a seguir, é lei da vida, ou não, só sei que sempre tem alguma merda.

Depois do funk, vieram uns gritos ao fundo e eu percebi que esse meu amigo estava jogando, e ele me disse que estava soltando pipa, nesse momento eu só pude pensar: “Que viagem é essa?”.

 

Caralho, ele tava soltando pipa no celular, foi o sedentarismo falando alto, lembrei de quando passávamos o dia fazendo cerol e arrumando briga por causa de pipa, quando você é criança isso é emocionante!

Mas nostalgia a parte,  o jogo é até bem legalzinho, você tem a opção de escolher suas pipas, seu tipo de linha, o cenário e o modo de jogo, depois que tudo estiver devidamente escolhido, é só partir e dar vários rélos nos trouxas, é só se divertir! huehue

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O ruim do jogo é que infelizmente não tem multiplayer, nem mesmo um modo online, o que seria extremamente maneiro de se ter, além disso não tem como cortar a rabiola, comer linha, ou xingar a mãe do amigo, o lado bom é que você pode relembrar um pouquinho da sua infância e zoar com seus amigos assim como eu fiz, e se você não for ruim como eu sou em jogos de celular, talvez consiga vencer a máquina!

Você pode baixar o jogo para Android, e depois me dizer se curtiu o jogo, ou dizer que foi um post bobo mesmo, você que sabe, e até um próximo post mais relevante (rs).


01/06/2015 - Categoria: Animes - Autor(a): Rodrigo Emannuel

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Fala galera, hoje o papo aqui é até certo ponto nostálgico, mas vai com calma, sem muita sede ao pote, que não vamos só relembrar o passado, mas sim colocar um dos pés no presente, e o outro logo ali, num futuro bem próximo.

O ano de 2015 traz consigo a volta de alguns animes mais do que consagrados, entre eles estão Digimon Adventure Tri, Dragon Ball Super e Cavaleiros do Zodíaco Soul of Gould. Os três animes tem uma coisa em comum nessa nova etapa: A difícil missão de resgatar os fãs antigos, e a mais difícil das missões, conquistar também a nova geração.

É claro que isso não é fácil, agradar dois públicos de gostos muito distintos é bem complicado. Mas vamos lá tentar destacar alguns dos pontos que podem tornar essa missão árdua, um grande sucesso. E para começar, vamos é claro, de Digimon Adventure Tri. Alias, juro solenemente (de dedos cruzados), que serei imparcial quanto a esse anime.

Digimon Adventure Tri

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A primeira coisa que agrada, e muito, nessa volta de Digimon Adventure, agora Digimon Adventure Tri, é a presença de todos, eu disse TODOS os personagens que faziam parte do eixo principal, lá no inicio da saga. Quem aí, que assim como eu acompanhou a saga durante toda infância, não sentiu falta de ver a dupla Tai e Agumon se aventurando no DigiMundo ?

Digimon Adventure teve também como um de seus pontos fortes, os laços de amizade que a saga priorizava. Talvez esse fator se torne um atrativo, até mesmo para o público mais jovem, que viu um pouco disso em animes como Naruto, mas não teve a chance de presenciar isso em relações como a de Tai e Agumon, ou Ash e Pikachu em Pokemon.

Outro elemento muito legal, é o fato do anime se passar já com os personagens todos em fase adolescente/adulta, o que com certeza, somado ao fato de eles já conhecerem o DigiMundo, vai render ótimas histórias.

Digimon Adventure Tri chega no dia 21 de Novembro de 2015, e infelizmente será em um formato que não estamos muito acostumados a ver, Toei Filha da Puta, o que viria a ser uma série, será um filme dividido em seis partes, POIS É! Tomara que dê pelo menos para matar um pouquinho da saudade, e se ainda não viu o video-promo, confere ae:

Cavaleiros do Zodíaco – Soul of Gould

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Cavaleiros do Zodíaco já está rolando, vai ter ao todo 12 episódios, e na minha opinião está muito, mas muito foda. A série se passa após os acontecimentos da Guerra Santa (Saga de Hades), nas terras geladas de Asgard. Logo após o sacrifício dos Cavaleiros de Ouro na batalha contra Hades, eles são misteriosamente revividos em Asgard, onde um homem chamado Andreas, está no comando no lugar de Hilda (aquela mesma da Saga de Asgard), overdose de Asgard até aqui.

Os adversários são os novos Guerreiros Deuses, que tem como aliado, um estranho poder desconhecido. Os Cavaleiros de Ouro, todos os 12, utilizam armaduras divinas em Soul of Gold, e finalmente tem a chance de mostrar de fato o seu verdadeiro poder.

A série já está sendo um sucesso, e diferente de Cavaleiros do Zodíaco Ômega, que ao meu ver não agradava tanto os antigos fãs, Soul of Gold tem se mostrado muito interessante, principalmente por explorar muito mais os Cavaleiros de Ouro, coisa que a infelizmente interrompida Lost Canvas vinha fazendo muito bem. E como eu não sou de dar spoilers, quem ainda não viu, fica só com o video-promo:

Dragon Ball Super

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SIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM, EU SEI QUE MUITO PROVAVELMENTE JÁ TA SABENDO DESSE LANÇAMENTO, mas cara, como não querer falar um pouquinho disso também ?

Dragon Ball vai ganhar uma nova saga, intitulada Super, a saga vai se passar logo após os acontecimentos da Saga Boo, e muito provavelmente, após os acontecimentos do último filme, O Renascimento de Freeza. Apesar das poucas informações em torno da série até aqui, já sabemos que o lançamento está muito próximo de ser feito, logo ali no mês de Julho.

Dragon Ball Super, diferente de Dragon Ball GT, tem o roteiro escrito pelo criador original da saga, Akira Toryiama. Além do anime, será lançado também o mangá, e finalmente vamos poder esquecer a existência de Dragon Ball GT.

Se você assim como eu está cheio de dúvidas, deixo aqui um vídeo maneírissimo do canal Casa do Kame, cheio de teorias do que está por vir:

Agora, cá entre nós, é duvidosa a opinião daquele que dizer que nunca, eu repito, nunca, passou nem uma manhãzinha sequer assistindo a uma dessas grandes sagas. E minha pergunta para você é, qual te deixou mais ansioso para assistir?