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As Sufragistas e a importância desse filme para a atualidade

02/02/2016 - Categoria: Filmes - Autor(a): Victória Duarte

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Desde a separação de Sandy e Júnior, para mim, não surgia um assunto tão importante quanto este que está tão na moda que é o Feminismo. Infelizmente ainda ouço de pessoas próximas a mim, e que até tenho um grande amor e admiração, frases do tipo: “Feminismo é coisa de sapatão que não se depila! ”, “Isso é coisa de mulher que não tem o que fazer! ”. Sim meus caros leitores, mesmo com esse assunto tão discutido, ainda existem pessoas que afirmam que o feminismo não significa, e nunca significou nada. Que não fazem a menor ideia do significado até mesmo da palavra. Pois bem, antes de qualquer coisa vamos dar uma definição sobre o que é feminismo. Segundo o dicionário Michaelis:

fe.mi.nis.mo
sm (lat femina+ismo) 1 Sociol Movimento iniciado na Europa com o intuito de conquistar a equiparação dos direitos políticos e sociais de ambos os sexos.

A partir dessa pequena definição podemos falar da importância desse movimento através do filme As Sufragistas (2015). Esse filme relata uma das histórias, dentre as tantas, de um grupo de mulheres que lutavam pelo direito de voto na Europa do início do século XX. Nesse contexto apresenta-se Maud Watts, uma personagem que consigo identificar entre várias amigas, pois ela era uma mulher totalmente alheia ao movimento, mas dentro de si, mesmo de modo bem singelo, se perguntava o porquê dessa desigualdade entre homens e mulheres, e se indignava aos abusos que lhe ocorrera durante a vida por homens maus. Algo que vejo em muitas mulheres a minha volta, que mesmo que digam que não são “adeptas ao feminismo”, dentro delas existe essa indignação pela desigualdade de gêneros, ou pela falta de respeito, que por muitas vezes são tratadas.

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Confesso que a primeira vez que assisti esse filme, fiquei meio decepcionada, eu queria emoção, queria drama, queria esse tipo de coisa totalmente desnecessária para um filme que relata muito bem a luta de um grupo de pessoas por seus direitos. O mais interessante é que ele faz com que você se indigne com aquela situação de abuso, mas sem te fazer “sentir coisas”, e sim te fazer pensar, usar sua racionalidade para refletir sobre tal assunto, e conseguir entender o porquê daquela desobediência civil retratada pelo filme, contra o estado.

As interpretações de Carey Mulligan, no papel de Maud Watts, e de Helena Bonham Carter, como Edith Ellyn, são impecáveis. Principalmente de Mulligan, que nos faz entender o motivo de cada dor que a sua personagem passa. Devo dizer também que as cenas em que há uma interação entre Mulligan e Brendan Gleeson, que faz o papel do inspetor do estado que luta contra o movimento, são muito boas, pois conseguem expor as posições opostas que cada um se encontra diante do movimento sufragista.

Suffragette

Esse é um filme que exemplifica muito bem a importância do feminismo para a sociedade, que mostra o significado dessa luta, que não acabou quando foi dado o direito de voto às mulheres, mas vem sendo constantemente discutido em favor da igualdade social, política e econômica entre os sexos.

E como diz a frase em que o enredo todo do filme se baseia, não vamos nos render, não vamos desistir da luta, pois como disse o pastor, e líder do movimento pacífico de igualdade entre as raças no EUA, Martin Luther King:
“ É NOSSO DEVER MORAL, E OBRIGAÇÃO, DESOBEDECER LEIS INJUSTAS. ”

P.S.: Me considero feminista e me depilo semanalmente :)


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