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Chappie, Inteligência Artificial e a Transferência Mental

20/08/2015 - Categoria: Filmes - Autor(a): Dyego Cruz

chappie_movie

Quando se fala em tecnologia e avanços, o que mais se vê atualmente é a construção de robôs e o esforço dos cientistas em criar a mais perfeita inteligência artificial que seja o mais próxima possível do cérebro humano, ou quem sabe até mais rápido e mais inteligente ainda.

O que quero dizer com relação a uma I.A. perfeita, não é do tipo que existem apenas duas possibilidades de resposta para tudo, o Sim (1) ou Não (0), mas sim uma que seja capaz de discernir o que pode ser certo ou errado e que além de ter um poder de decisão (dentre milhares de possibilidades), e também consiga ter a capacidade de aprender e acumular novos conhecimentos e chegar a conclusão de que o melhor para os humanos é a sua destruição. Brincadeira, mas esse é realmente o medo de muitas pessoas (não os cientistas e pesquisadores) ao redor do mundo quando se toca no assunto (principalmente o mais nerds/por dentro da cultura pop).

Chappie

Mas aí você vê o título do post e pensa “mas cadê o Chappie nesse texto?”. O filme Chappie é um exemplo claro de uma I.A que foi desenvolvida para combater o crime no lugar dos humanos, que não estavam conseguindo resolver o problema na cidade de Joanesburgo, África do Sul. Claro que assim como praticamente todos os filmes que abordam o tema, os robôs estão nas ruas fazem apenas o que está na programação.

Mas o criador dos robôs não se conforma e consegue desenvolver a tão sonhada I.A. que consegue pensar sozinha e não tem a necessidade de seguir uma programação pré-existente, pois quando o novo programa é implantando no robô que foi chamado de Chappie, ele meio que é como uma criança que precisa ser educada e “moldada” para viver na sociedade. A diferença de uma criança é que ele é um robô super rápido e bem fortinho.

Chappie

O filme dirigido por Neill Blomkamp (Distrito 9 e Elysium) tem suas falhas, mas é uma ótima mistura de ação, comédia e também um drama que vai te deixar vidrado, ou não.

Sobre todos os temas abordados, o que mais me chamou a atenção, foi a questão da tal “transferência mental“, que se baseia em meio que fazer uma cópia da consciência de um indivíduo e colocar em outro corpo, parece complicado, mas pode confiar, vai ficar ainda mais.

Pensando nessa transferência entre robôs, até que não é tão complicado, afinal é basicamente uma cópia de dados, com se colocasse tudo em um pendrive e levasse para outro dispositivo, colasse o conteúdo lá e o ligasse.

chappie

Mas se você parar pensar nessa transferência da mente de um humano para um robô, ela não vai ser a mesma pessoa, aquele robô será a cópia exata da pessoa até o último momento antes da cópia, mas depois disso, o corpo humano, ou seja, você, já não estará mais nesse mundo, afinal o robô será uma cópia sua, e não você mesmo.

Sei que é um conceito um pouco difícil de entender e que pode até parecer apenas uma coisa da minha cabeça, mas prometo que em breve tentarei dar uma explicação melhor sobre esse assunto. Espero que tenha gostado e que deixe sua opinião tanto sobre o filme quando dessa minha viagem.


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