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Jogos Vorazes – A Esperança: O Final | Crítica

19/11/2015 - Categoria: Filmes - Autor(a): Dyego Cruz

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Sabe aquela mistura de tristeza e alegria que bate quando se chega ao final de mais uma saga nos cinemas? Pois é, aconteceu quando chegou ao fim O Hobbit, pois além de saber que não teria mais nada de “relevante” da Terra Média nos cinemas, ainda fizeram o favor de criar aquela música e clipe LINDOS de “The Last Goodbye” interpretado por Billy Boyd. Enfim, essa mistura de sentimentos aconteceu mais uma vez após o término de Jogos Vorazes.

A saga que teve início em 2012, baseada nos livros de Suzanne Collins, mostrou um mundo pós-apocalíptico dividido em distritos que eram controladas por uma capital totalitária presidida por Snow (Donald Sutherland), o idealizador dos jogos que a cada ano sorteava um casal de cada distrito para serem colocados numa “jaula” e lutarem até morte. Tipo um BBB, com todo mundo assistindo, mas que somente um dos “sorteados” vai sair dali vivo.

The Hunger Games - Mockingjay

Cheio de tramas e conspirações, Jogos Vorazes – A Esperança: O Final nos trás muitas cenas emocionantes de batalhas e de muita tensão, decisões realmente difíceis de serem tomadas e muitas dúvidas sobre quem está do lado de quem e o que realmente deve ou não ser feito enquanto todos estão lutando pelo distrito 13 para derrubar a capital e toda a sua tirania.

Mas no meio de todos esses acontecimentos, nossa corajosa Katniss (Jennifer Lawrence), que anteriormente havia sido e ainda é considerada o símbolo de uma revolução e que se mostrou ser tão forte, começa a mostrar que já está cansada daquilo e tudo e de toda aquela manipulação, algo que as vezes chega a impressionar, mas só as vezes mesmo. Com todo esse peso de responsabilidade que ela carrega por ser o “Tordo”, é cada vez mais notável o cansaço e sofrimento da garota que já participou de duas edições dos jogos.

Katniss - The Hunger Games

Claro que esse sofrimento de Katniss poderia ter sido mais bem aprofundado, mas infelizmente o foco no “triângulo amoroso” dela com Gale e Peeta deixou a trama um pouco arrastada, o que chegou a ganhar até algumas comparações com o que acontece na saga Crepúsculo e fazendo quem estava assistindo apreciar mais os elementos visuais do que a própria história em si.

O que mais me intrigou foi a inserção de algumas coisas meio bizarras que resolveram colocar nesse filme, como os tais “bestantes” que não lembro de terem sido mencionados nos filmes anteriores e também uma personagem pra lá de esquisita que aparece.

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Mas mesmo com esses poréns, a guerra travada contra a capital e todas as jogadas publicitárias que foram feitas em torno de Katniss por Alma Coin (Julian Moore) e Plutarch (Philip Seymour Hoffman) foram espetaculares e mostrou o poder que a manipulação das massas pode ter e até onde as pessoas podem ir para conseguir o que querem.

The Hunger Games

O filme teve um desfecho merecido e que vai deixar você bastante pensativo com relação a várias questões que envolvem política, revolução, guerras e principalmente o poder da publicidade. Se você já assistiu fala aí nos comentários o que achou e se ainda não viu, corre que tá massa.


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