Modo Meu

Categoria: Filmes

11/07/2016 - Categoria: Filmes - Autor(a): Victória Duarte

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Recentemente foi lançado, muito humildemente, mais um filme produzido pela Netflix em seu catálogo, e sinceramente não vi nenhuma grande divulgação da produção, mesmo contando com um ótimo ator como Paul Rudd, e a diva “dos pop” Selena GomezThe Fundamentals of Caring é um filme maravilhoso que com certeza vale a pena assistir.

Quando um ex-escritor falido (Paul Rudd) e que se recusa assinar os papéis do divórcio há dois anos e meio, se forma em um curso de acompanhante, ele vai atrás de seu primeiro trabalho, encontrando em seu primeiro serviço um adolescente (Craig Roberts) afetado por uma síndrome que o deixa de cadeira de rodas e com poucos movimentos corporais, e que também é muito ranzinza e metódico.

O melhor desse filme é como ele constrói a relação entre os dois. Primeiramente tem aquele “draminha” de quando dois personagens de personalidades tão diferentes, e que carregam consigo traumas tão diferentes, se divergem e discutem, contando sempre com o cinismo maravilhoso do personagem de Craig Roberts, que nos faz esquecer de ter empatia por seu personagem ser um cadeirante e ainda no primeiro ato do filme nos dá vontade de dar umas boas chineladas nele, de tão chato e mimado que o menino é. Também a construção do personagem do Paul Rudd é muito boa. O porém é que no decorrer do filme, ele cresce e nos mostra ser um cara com traumas mais complexos do que ele apresenta no início.

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O filme nos fala muito sobre enfrentar nossos medos e tentar deixar para atrás marcas que nos neutralizam, mas com um toque sempre leve, e por muitas vezes bem-humorados. Também nos mostra um pouco de como é construída a famosa “broderagem” entre homens, nos mostrando com piadas e brincadeiras entre os dois personagens principais, como é louca essa amizade que os homens têm entre eles.

A personagem da Selena Gomez é introduzida de forma meio clichê, quando Rudd e Roberts partem para uma viagem em busca do maior buraco do mundo. De cara a gente sabe que ela vai ser aquela menina durona que sai em busca de seu sonho e blá blá blá. A sua atuação é meio forçada, lembra o papel que ela fazia em Os Feiticeiros de Waverly Place ((((((( sim eu assistia #OnlyGodCanJugdeMe))))))))), mas é inegável como é fofa a relação entre os personagens dela e do Craig Roberts, em que o personagem Roberts tenta de todos os modos “se mostrar” pra ela, e ela corresponde de um jeito irônico, mas corresponde.

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Também durante essa viagem é apresentada outra personagem que vai ser por onde o personagem de Rudd, já no último ato do filme, vai encontrar uma “redenção”, e se perdoar passando por cima de todos os traumas de seu passado.

O filme é leve e divertido, e que só pelo personagem chato de Craig já vai valer a pena, dá uma olhada no trailer e diz se não é fofo?

OBRIGADA NETFLIX!


06/07/2016 - Categoria: Filmes - Autor(a): Victória Duarte

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Pra você entender perfeitamente o título desse post, preciso informar primeiramente que: ESSE POST CONTÉM SPOILER SOBRE O FILME, ENTÃO SE NÃO QUER SPOILER, VÁ LER OUTROS TEXTOS MEUS AQUI NO SITE, hehe…

Mais um filminho pipoca que foi muito esperado durante esse ano e está projetando Jojo Moyes, autora do livro que inspirou o filme, e roteirista do mesmo, na grande mídia. Como eu era antes de você trás o fofíssimo do Sam Claflin e a mocinha dos dragões de Game Of Thrones, Emilia Clarke, numa história que fui esperando ser de amor, mas que pelo menos EU entendi como uma história de amizade (((apesar de rolar uns beijinhos))).

Para quem não sabe, o filme conta a história de uma mocinha, Lou (Emilia Clarke), que por uma necessidade vai trabalhar como acompanhante de um rapaz tetraplégico riquíssimo, Will, porém bem ranzinza. Esse é o básico da história.

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O filme sem dúvida alguma é bastante divertido, com piadas, que pela grande maioria das vezes são de responsabilidade da Lou, são muito engraçadas. A própria personagem torna o filme ainda mais divertido de se assistir devido a fofura misturada com grandes emoções em que a atriz consegue expressar simplesmente com uma careta ou um sorriso.

Porém o grande pecado, que pelo menos pra mim o filme trás, é vender a relação entre Lou e Will como um grande amor, como se a história deles fosse uma grande lição, ou um desses grandes clichês que todo filme de romance trás. Na história Will dá seis meses à mãe dele para ela tentar convencer o rapaz a não fazer a prática da Eutanásia, o suicídio assistido, em que em alguns países é permitida por lei. Daí entra Lou, com seus sorrisos, suas roupas divertidas e seu bom humor. Eles acabam criando uma relação de amizade, e pelo que era pra ser, “se apaixonam”, mas quando a gente cria uma expectativa do amor clichê que tem em todos os romances americanos, nos deparamos na decisão de mesmo conseguindo ainda ter momentos felizes com a Lou, Will prefere o suicídio com a justificativa de não “sentir-se” ele mesmo, por estar preso numa cadeira de rodas para sempre. GENTE COMO ASSIM?? O cara abre a mão de viver com o “suposto” amor dele, porque ele não quer viver numa cadeira de rodas!! Gente, me desculpe quem gostou do filme, mas essa mensagem é péssima! É como se ele dissesse que não dá pra se ter uma vida só por ser cadeirante! NÃO, CARA, MIL VEZES NÃO!!!! E por isso o título do post, no mínimo a relação entre Lou e Will foi de uma amizade muito carinhosa de um com o outro, mas cara, pelo menos pelo lado dele, definitivamente não era uma história de amor, até porque fica muito evidente no filme todo que ele não tem dúvidas nenhuma sobre a decisão dele, que foi tomada antes mesmo de conhecer a Lou.

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Enfim, o filme não é de todo ruim, mas o que fez eu não gostar muito dele foi essa mensagem que o filme passou, e a atuação do Sam Caflin não ajudou muito para falar a verdade. Com certeza o melhor do filme é Emilia Clarke e todas suas reações e caretas. Ah, e apesar de ter dado o spoiler “principal” do filme, ainda tem muitos personagens e elementos nele que mesmo com o spoiler ainda vale a pena ir dá uma assistida, e não esquece de me contar o que você achou. ;)


13/06/2016 - Categoria: Filmes - Autor(a): Dyego Cruz

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Sabe quando você está achando que sua vida é uma porcaria e fica pensando como seria bom ter um chance de poder recomeçar para viver tudo de uma maneira bem diferente? Pois é, aqui temos um filme que mostra como seria e também como a vida de uma pessoa pode ser tão horrível quanto a do azarado Charlie.

Zerando a Vida é a segunda produção  da Netflix em parceria com Adam Sandler e aparentemente não está sendo lá tão “aclamada” pelo público ou pelos tão amados críticos de cinema por aí. devido ao grande fracasso do filme Ridiculous 6. Confesso que não consegui passar mais de 10 minutos no pastelão de bang-bang, mas não é por causa de um que não dou chance a outros.

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O longa dirigido por Steve Brill tem como protagonistas Charlie (David Spade), um cara que se deu muito mal as escolhas da vida e vive praticamente um inferno, o que é muito bem interpretado pelo ator devido as caras e bocas de incômodo feitas por ele. O outro é Max (Adam Sandler), um cara que era amigo de Charlie na infância, mas que por escolherem caminhos diferentes na vida acabaram por não se ver mais. Os dois acabem se vendo novamente em um encontro anual da turma de colégio e a partir daí é que se inicia a história de verdade.

A trama tem muitos altos e baixos é claro, e não é das melhores, mas diferente de muitos outros de seus filmes, aqui temos um Adam Sandler bem diferente, menos bobão e mais sério. Não tanto quanto em Trocando os Pés (2015) ou Reine Sobre Mim (2007), que aliás é um filme ótimo. Mas dá para notar que existe algo mais do que aquele cara que é sempre o centro das atenções e fodão, como em Zohan (2008), e nem sempre o perdedor tentando se reerguer Happy Gilmore (1996).

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Existem muitos momentos que vão lembrar besteirol, como piada com masturbação, objetos encontrados dentro de partes íntimas, nudez da terceira idade e por aí vai. Humor negro em geral que realmente tornam o filme algo não muito “assistível” e as vezes, por melhor que seja a piada, acaba se tornando chato.

No geral ele é um filme que sim, tem uma boa produção, mas poderia ser melhor, e não, ele não é horrível, dá para assistir e dar umas boas gargalhadas com muitas de suas cenas, mas deixo bem claro que algumas vão te deixar bem enjoad@/constrangid@.

Para concluir, se você é do tipo que curte humor negro, comédias bem diferentes (INSANAS) e claro, não tem problemas com Adam Sandler, separa um tempinho e vai lá no Netflix dar uma chance pra esse filme. E só para ninguém dizer que eu não avisei, a classificação indicativa do filme é para +18.


22/03/2016 - Categoria: Filmes - Autor(a): Elizabeth Viana

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Eu nunca fiquei tão empolgada para assistir a um filme de comédia estilo paródia besteirol, principalmente no cinema. Não sei se essa empolgação se deve ao fato do filme escolhido para ser parodiado ou ao ator que está envolvido tanto na atuação quanto no roteiro do filme. Se você assistiu “As Branquelas” ou “Todo Mundo em Pânico“, você já deve saber que eu estou falando de Marlon Wayans.

O filme é 50 Tons de Preto, e qualquer semelhança com “50 Tons de ‘besteira’ Cinza”, não é mera coincidência. No filme, os protagonistas Christian Black (Marlon Wayans) e Hannah Steale (Kali Kawk) se encontram e mantém o mesmo relacionamento problemático e doentio do casal do outro filme, afinal 50 Tons de Preto reconta a história nada a ver dos pombinhos do paupérrimo livro de E.L James. Não há muito que contar a respeito da sinopse, por motivos óbvios, né?! Então vamos ao novo… Nem tão novo assim.

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Acho muito complicado fazer graça de um filme que é tão ruim, mas tão ruim que beira a comédia. Mas nunca duvidei da capacidade que esse Wayans tem de tornar tudo ainda mais engraçado, e isso vem desde as primeiras postagens das gravações em seu instagram, eu faltava morrer de rir, e quase morri de rir no cinema… Sim, eu paguei para assistir esse filme… E sim, eu não me arrependo. Não me arrependo mesmo.

O filme é feito todo de piadas prontas, piadas de todo tipo, de todos os sabores e para todos os gostos. Você ri do início ao fim e quando você pensa que acabou e que todas as piadas já foram feitas, lá vem mais piadinhas. Alguns não gostaram do filme porque o filme brinca, a todo instante, com os estereótipos e ressalta toda a negatividade que o livro de E.L James possui. Sem falar nas referências que o filme faz a certos ícones da cultura afro-americana, Kayne West, Jay-Z, Denzel Washington, a família Jackson e até o ator Cuba Gooding Jr. e Lupita Nyong’o são citados no filme.

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Apesar de adorar filmes legendados, eu amo a dublagem brasileira, amo mesmo… Tipo, muito. E eu assisti dublado, por vários motivos além desse meu amor mais do que declarado a dublagem que nós possuímos aqui. E eu adorei. Lógico, tem uma grande maioria falando que a dublagem é muito ruim, que a dublagem não presta e coisas bestas desse tipo. Mas é tão raro assistir um filme onde a versão brasileira foi feita com tanta liberdade que deveria ser até obrigação dos brasileiros assistir a esse filme dublado. E não é só por isso não, é porque nós temos grandes nomes envolvidos nessa dublagem, nomes como os de Samantha Schmutz, Marcelo Marrom e Robson Nunes. A liberdade foi tão grande que até um “Já acabou Jéssica?” rolou.

Bem… Eu não sou crítica de cinema, jamais falaria de um filme que eu não gostei e jamais indicaria um filme para que outras pessoas não assistissem. O cinema para mim é mais para ser divertido do que qualquer outra coisa. E se eu tivesse que dar uma nota pra esse filme eu daria 9, simplesmente por ele ser como é, um filme para rirmos e ponto.

Ah, a melhor cena é a de quando Christian Black vai torturar Hannah no quartinho vermelho e ele lê 50 Tons de Cinza para torturá-la. É uma tortura, de fato.


07/03/2016 - Categoria: Filmes - Autor(a): Mariana Fernandes

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Ai que saudade do meu tempo de escola, quando eu estudava pela manhã, chegava correndo em casa para fazer as tarefas e ver a “Sessão da Tarde“. Principalmente quando era um daqueles filmes que eu amava, aí sim, eu tinha todo um ritual de assistir o filme comendo biscoito Richester (prazeres que só nordestino entende) de floresta negra mergulhado no leite. Dentre essa lista, com certeza o filmes de 2001, Zoolander contribuiu para os meus quilinhos a mais nessa época.

Imagina a surpresa nostálgica que tive em março de 2015, quando Ben Stiller e Owen Wilson, vestidos de Derek Zoolander e Hansel McDonell, invadiram o desfile da marca Valentino, pela Paris Fashion Week, para divulgar Zoolander 2, após 14 anos do lançamento do primeiro longa. Um anos depois desse acontecimento, aqui estou eu para falar o que achei do filme qual a minha criança interior estava esperando ansiosamente com seus biscoitos e leite.

Derek Zoolander e Hansel McDonell_Zoolander 2

A história parte de uma série de assassinatos a pop stars, incluindo Justin Bieber, que deixaram uma última expressão como pista que só o super modelo Derek Zoolander (Ben Stiller) pode decifrar. O problema é que o mesmo não é visto a anos, por conta da sua escolha de reclusão após o acidente do seu instituto, dois dias depois de ser lançado (o que aparece no fim do primeiro filme) e o afastamento do seu filho.

O modelo volta a cena por conta do convite de um desfile em Roma feito por Alexanya Atoz (Kristen Wiig), dona de uma das marcas mais famosas da atualidade, e a possibilidade de encontrar seu filho. Mas uma trama bem maligna elaborada pelo seu arqui-inimigo no antigo filme, Mugatu, estava por vir. Na chegada a Roma, Derek enfim encontra como o seu amigo Hansel McDonell (Owen Wilson) qual irá acompanha-lo durante toda a trama junto com a ex-modelo de maiô e agente da Interpol da Moda, Valentina Valencia (Penélope Cruz).

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Não posso entregar mais sobre o filme, mas o que posso dizer é que Zoolander 2 está repleto de participações especiais e com a presença de todos os integrantes do antigo longa, o que é bem surpreendente, já que muitas continuações com esse grande intervalo de tempo não contam muito com isso, como o Independence Day, que demorou tanto para acontecer que infelizmente não vai contar com a presença de Will Smith.

Ok, mas o que foi que eu achei? Bem, fui para o cinema com com aquela vontade de ver os antigos personagens, aquelas piadas galhofas e principalmente aquelas pequenas críticas envoltas de muita bobagem. Claro que não fui esperando uma coisa com extremas críticas sociais, estudos antropológicos e afins, como parece que alguns críticos foram aos cinemas, pois foi cada coisa que eu li por aí que me fazia pensar: “Mas não era isso mesmo que filme deveria passar?! Será que eles lembram do antigo filme?”.

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Outra coisa que me deixou impressionada é que em pleno domingo a tarde eu e mais 4 pessoas assistimos o filme em uma sala que comporta umas 200 pessoas! Não sei se era por conta de ser a primeira sessão do dia que tem a característica de ser bem vazia, ou se a bilheteria do filme realmente está fraca, mas não vejo motivos para tal ocorrido. Sinceramente, Zoolander 2 é uma daqueles filmes para rir por besteiras, relaxar e relevar os filmes cabeças que tanto assistimos no período de loucura do Oscar.

Indico sem pensar duas vezes, massss não vai esperando algo sério não, se não você pode acabar como essas críticas cheias de mimimi por aí! P.S.: A única coisa que não gostei foi não estar com o meus Richester de floresta negra e o meu leite geladinho para assistir o filme. hihihi Bom filme!