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Peter antes do Pan, uma crítica do novo Peter Pan

23/10/2015 - Categoria: Filmes - Autor(a): Elizabeth Viana

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Olá pessoas?! Ó eu aqui de novo… Dessa vez com um filme que eu adorei ter assistido, e que eu já sabia que iria gostar só de assistir o trailer, não por causa do trailer, afinal, desde sempre que eu tenho uma quedinha por essas criaturinhas e por esse mundo. Como é que os jovens dizem hoje em dia? Ah sim… James Gancho e Peter Pan são meus eternos “crush”?!Enfim… Amo essa Neverland e seus habitantes.

Para quem ainda não assistiu eu recomendo manter a cabeça aberta e sempre lembrar que a proposta do filme é meio a de dar uma repaginada na história, tipo o que a Disney tem feito com os seus clássicos. Está tudo lá, como deveria, mas não exatamente como a gente conhece. Mas também não desaponta em nada. Muito pelo contrário.

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O filme começa com uma mulher (Amanda Seyfried) aflita deixando um bebê na porta de um orfanato em Londres, junto do bebê ela deixa um bilhete e um cordão cujo pingente é a flauta de pan. E aí que ficamos sabendo que o bebê é o menino Peter (Levi Miller).

O menino cresce e deve estar com seus doze anos e já conseguimos identificar nele os traços do brincalhão e atrevido Peter Pan do livro e da animação da Disney. Mas ele ainda não é o Pan, pelo menos não que ele saiba. Em determinada noite, ele e os outros órfãos são seqüestrados por piratas em um navio que voa. Navio esse que logo é perseguido por caças do exército britânico, e é claro que o navio escapa. E é óbvio que o destino do navio é a segunda estrela à direita e então direto até o amanhecer. E caso você ainda não saiba é esse o caminho para a Terra do Nunca Nunca ou só Terra do Nunca mesmo. Chegando lá, Peter e as outras crianças são obrigados a trabalhar em minas a fim de encontrar uma coisinha muito especial, o pixum, que é uma pedra preciosa que concentra o pixie dust, ou pó de pirlimpimpim ou ainda o famoso pó de fada. Isso tudo porque o pirata mais temido entre todos os piratas, o Barba Negra (Hugh Jackman) anseia pela imortalidade.

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Em um determinado momento, depois de Peter ter achado e “perdido” um pixum, o Barba Negra conta que existe uma profecia sobre um garoto que pode voar e que quando esse garoto retornasse a Terra do Nunca ele iria acabar com o reinado de maldade do Barba Negra.

No meio do garimpo Peter conhece o mentiroso James Gancho (Garreth Hedlund), que tem planos de fugir das minas. E conhece também o Smee, que embarca junto na aventura de sair das minas. Na fuga eles acabam caindo nas terras tribais e é aqui que ele conhece a princesa Tigrinha e fica sabendo um pouco mais sobre a profecia e sobre seus pais.

Sim, Peter Pan tem um pai, ele não é filho de chocadeira não. E é o seu pai a explicação dele poder voar. E a partir daqui eu não posso mais dizer muita coisa, pois na minha empolgação eu posso sair escrevendo que nem doida todas as coisas, e todo mundo deve estar careca de saber que a pessoa aqui não é muito fã de spoiler.

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Antes de escrever sobre esse filme eu li várias críticas a respeito. E para quem gosta do mundo e dos personagens que J.M.Barrie criou como eu gosto, eu não gostei muito do que eu li não. A maioria das pessoas que resolveram resenhar essa história esqueceram de entender que de certa forma é uma nova história, e que ela não mudou em nada o universo Neverland. Esqueceram que a proposta é de mostrar o menino Peter antes de ele se tornar o Pan, que dentro do enredo é o melhor guerreiro que uma tribo pode ter.

O filme trata as questões pessoais de todo mundo que é reconhecido por ser o salvador de mundos e de pessoas, as dúvidas, os medos… Todas essas aflições que carrega o coração de alguém cuja missão é ser o herói. Eu li muita gente achando ruim porque o Peter tem medo de altura, e eu não entendi. Só porque o Peter Pan é capaz de voar ele não pode ter tido medo de altura alguma vez na vida? Qual o problema?! Um salvador, um herói se faz dessa maneira, não?! O que te faz ser corajoso é o fato de mesmo tendo medo não recuar.

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Acho que no fim das contas esse filme não é pra todo mundo. Há tanta nostalgia, há tanto no que prestar atenção além de questões que eu julgo irrelevante para o entendimento da história que está sendo contada. Eu vibrei com todas as frases que eu ouvi sendo ditas por outras pessoas, frases que eu cansei de ouvir Peter Pan dizer. Em determinada cena, o Barba Negra diz para o Peter ter pensamentos felizes e logo em seguida Peter descobre que pode voar. Em outra cena, Peter escondido ouve o velhinho da tribo dizer, ao ser ameaçado de morte, que morrer seria uma enorme aventura. E me apaixonei ainda mais pelo James Gancho.

E eu acho que é isso minha gente… Vai assistir? Que bom. Não vai? Que bom também.


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