Modo Meu

Categoria: Cinema e TV

15/06/2016 - Categoria: Séries - Autor(a): Dyego Cruz

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Deixando vários telespectadores decepcionados com a falta de eventos “mais importantes” ou mais emocionantes e impactantes, o episódio 6.08 de Game of Thrones, denominado “No One”, dirigido por Mark Mylod e escrito por David Benioff & D. B. Weiss. Nele foi iniciado o fechamento de alguns arcos. Mas em compensação também deixou algumas, para não dizer muitas, pontas soltas para os próximos episódios ou até mesmo quem sabe somente para a próxima temporada, pensando no fato de que restam apenas dois episódios para o encerramento da sexta temporada.

Só para o caso de você não gostar de spoilers, esse post é para falar do episódio que se passou, por tanto prossiga por sua conta e risco.

Algo que pode ser visto durante “No One”, que apenas pelo nome fica claro que o foco seria Arya (Maisie Williams), é a volta de alguns personagens desaparecidos, assim como Sandor Clegane (Rory McCann), voltando as suas origens e também Beric Dondarrion (Richard Dormer) e Thoros de Myr (Paul Kaye), que acabam tendo um encontro já esperado com o Cão devido aos últimos acontecimentos e um diálogo bem interessante dos motivos do por quê de tudo que aconteceu e ainda irá acontecer.

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Podemos ver que o reizinho Tommen (Dean-Charles Chapman) está cada vez mais sendo manipulado pelo alto Pardal e mostrando ser o mais sem graça de todos que sentaram no Trono de Ferro desde o início da série, podendo trazer um futuro bem chato e previsível também. Uma das cenas marcantes deste arco é quando Cersei (Lena Headey) é intimada pelos militantes da fé, liderados por seu primo Lancel (Eugene Simon), a ir até o Septo de Baelor para ver o Alto Pardal (Jonathan Pryce) e podemos finalmente ver um pouco do que o novo Montanha é capaz de fazer sem muito esforço.

Já em Meereen, as coisas finalmente começam a ficar mais interessantes depois do desaparecimento de Daenerys (Emilia Clarke), pois os mestres de Yunkai, assim como já era de se esperar, resolveram tomar a cidade de volta. Mas infelizmente, quando o negócio começa esquentar e a rainha retorna, nada mais acontece e fica aquele vazio.

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Estamos também de volta ao arco de Arya, onde muitas teorias foram criadas para o seu futuro e o deus de muitas faces, mas que infelizmente ninguém conseguiu acertar o que iria acontecer com ela. Eu pelo menos jamais esperava que ela fôsse morrer, afinal de contas seria um grande desperdício de tempo e roteiro mostrar a garota sendo treinada por N temporadas e simplesmente morrer sem um propósito maior.

A forma de como ela utilizou sua técnica treinada enquanto estava cega para derrotar a garota sem nome deixou a desejar, mas o momento em que ela volta ao templo do preto e do branco para pagar o deus de muitas faces com o rosto da garota. Essa foi com certeza a melhor parte do episódio, afinal finalmente conseguimos ver Arya mostrando a que veio enquanto desafia Jaqen H’ghar (Tom Wlaschiha), ou melhor dizendo o Homem Gentil, e lhe diz que ela não é ninguém, mas sim Arya Stark de Winterfell e que irá voltar para casa.

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Este com certeza não foi o melhor episódio da série, afinal de contas o que mais deixou todos de cabelo em pé até agora foi a volta de John Snow dos mortos em 6.01: “Home”, ou quando Daenerys queima todos os Khals em 6.04: “Book of the Stranger”,  ou quando todos ficaram arrepiados com o aparecimento do Rei da Noite e sua interação com Bran (o sumido) e muito tristes com a morte de Hodor em 6.05: “The Door”, ou quando houve aquela surpresa após a aparição do Tio Benjen em 6.06: “Blood of My Blood”, ou com a repentina volta do Cão e o esfaqueamento de Arya em 6.06: “The Broken Man”.

O episódio foi ótimo do ponto de vista preparatório para o que virá a acontecer no futuro da trama, e inclusive no trailer do próximo já podemos até ver e sentir a angústia de Jon Snow (Kit Harington), que não apareceu, durante a Batalha dos Bastardos.


13/06/2016 - Categoria: Filmes - Autor(a): Dyego Cruz

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Sabe quando você está achando que sua vida é uma porcaria e fica pensando como seria bom ter um chance de poder recomeçar para viver tudo de uma maneira bem diferente? Pois é, aqui temos um filme que mostra como seria e também como a vida de uma pessoa pode ser tão horrível quanto a do azarado Charlie.

Zerando a Vida é a segunda produção  da Netflix em parceria com Adam Sandler e aparentemente não está sendo lá tão “aclamada” pelo público ou pelos tão amados críticos de cinema por aí. devido ao grande fracasso do filme Ridiculous 6. Confesso que não consegui passar mais de 10 minutos no pastelão de bang-bang, mas não é por causa de um que não dou chance a outros.

THE DO OVER

O longa dirigido por Steve Brill tem como protagonistas Charlie (David Spade), um cara que se deu muito mal as escolhas da vida e vive praticamente um inferno, o que é muito bem interpretado pelo ator devido as caras e bocas de incômodo feitas por ele. O outro é Max (Adam Sandler), um cara que era amigo de Charlie na infância, mas que por escolherem caminhos diferentes na vida acabaram por não se ver mais. Os dois acabem se vendo novamente em um encontro anual da turma de colégio e a partir daí é que se inicia a história de verdade.

A trama tem muitos altos e baixos é claro, e não é das melhores, mas diferente de muitos outros de seus filmes, aqui temos um Adam Sandler bem diferente, menos bobão e mais sério. Não tanto quanto em Trocando os Pés (2015) ou Reine Sobre Mim (2007), que aliás é um filme ótimo. Mas dá para notar que existe algo mais do que aquele cara que é sempre o centro das atenções e fodão, como em Zohan (2008), e nem sempre o perdedor tentando se reerguer Happy Gilmore (1996).

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Existem muitos momentos que vão lembrar besteirol, como piada com masturbação, objetos encontrados dentro de partes íntimas, nudez da terceira idade e por aí vai. Humor negro em geral que realmente tornam o filme algo não muito “assistível” e as vezes, por melhor que seja a piada, acaba se tornando chato.

No geral ele é um filme que sim, tem uma boa produção, mas poderia ser melhor, e não, ele não é horrível, dá para assistir e dar umas boas gargalhadas com muitas de suas cenas, mas deixo bem claro que algumas vão te deixar bem enjoad@/constrangid@.

Para concluir, se você é do tipo que curte humor negro, comédias bem diferentes (INSANAS) e claro, não tem problemas com Adam Sandler, separa um tempinho e vai lá no Netflix dar uma chance pra esse filme. E só para ninguém dizer que eu não avisei, a classificação indicativa do filme é para +18.


11/04/2016 - Categoria: Animes - Autor(a): Israel Del Duque

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Desde o meu texto recomendando onde assistir animes, eu venho pensando em algo novo para indicar. fora os títulos citados no post em questão (podem confiar, afinal, fui eu quem recomendou Space Dandy. Alguém aí já assistiu? Se sim você deve saber que tenho razão, não é mesmo?)

Pois bem. Como é de praxe eu sempre olho as listas da temporada para escolher o que assistir, mas sempre tem aquele título que acaba passando batido e, vez ou outra eu acabo por ver bastante gente desse meio animístico comentando. Boku Dake ga Inai Machi foi uma dessas gratas surpresas.

Criado por Kei Sanbe, ERASED (nome americano da série/mangá) foi publicado no Japão entre junho de 2012 e março de 2016, totalizando 8 volumes encadernados (e ainda sem previsão pra chegar em terras tupiniquins, embora a galera da internet faça coro nas páginas das editoras de mangás). O anime foi exibido entre janeiro e março deste ano (2016, caso você esteja lendo isso daqui a cinco anos), em uma temporada fechada de 12 episódios.

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A história, que começa no ano de 2006, segue Satoru Fujinuma, um aspirante a mangaká (desenhista de mangá) de 29 anos, que possui um poder chamado por ele mesmo de “Revival“. Poder este que consiste em fazê-lo voltar alguns minutos no tempo quando ele sente que algo ruim está para acontecer, e que, com suas interferências, talvez ele consiga evitar.

Após evitar um acidente, Satoru recebe a visita de sua mãe, Sachiko, com quem tem um relacionamento difícil. E é durante a passagem de sua mãe que o rapaz começa a se lembrar de coisas de um passado um tanto distante. Neste momento, tudo muda e sua mãe é assassinada (e dá uma relaxada  aí na cadeira porque isso acontece logo no primeiro episódio, então não é spoiler). A partir deste acontecimento, Satoru força um Revival para tentar salvá-la da morte e acaba voltando 18 anos no tempo, para o ano de 1988, quando ele era apenas um garotinho de 11 anos.

Nessa época aconteceu uma serie de sequestros terminados em assassinatos envolvendo colegas da escola de Satoru, e, ao que tudo indica, a mãe de Satoru foi morta porque sabia quem era o verdadeiro sequestrador. Assim, o garoto se vê obrigado a impedir que esses sequestros aconteçam novamente, para, quem sabe, conseguir reverter a morte de sua mãe.

Como disse mais acima, apenas pela sinopse (que tinha bem menos palavras do que eu coloquei aí) eu não me interessei pela série, mas acabei assistindo porque muita gente tinha entrado no hype, dizendo que o mangá era muito bom e que seria legal se realmente seguisse o mangá fielmente até o final (como os produtores haviam anunciado previamente), visto que este ainda estava em publicação. O que aconteceu foi que assisti o primeiro episodio e ele acabou tão rápido que eu já queria mais.

A cada episódio você vai entendendo mais ou menos por onde a série vai seguir, sempre deixando ganchos e revelando coisas que faz você ficar na ponta da cadeira de tanto nervosismo e ansiedade. E quando o mistério é revelado e você acha que a história acabou, ainda tem mais coisa pra acontecer e te deixar com os nervos à flor da pele.

Uma coisa interessante é que, em nenhum momento da série é explicado como e nem desde quando Satoru adquiriu esse poder de voltar no tempo. Por outro lado, quando volta a ser criança, ele continua tendo a mesma mente de adulto, e as vezes acaba falando as coisas sem pensar. No começo Satoru tem problemas para lembrar de algumas coisas, como por exemplo “O Esconderijo”, um lugar em que ele e os amigos se reuniam para brincar depois da aula, e graças a isso, Kenya, um de seus amigos, percebe que ele está um pouco diferente.

A animação é muito bem feita, segue o mangá fielmente (pelo menos o começo até onde li) e dá uma boa melhorada no traço do autor. A abertura fica por conta de Asian Kung-Fu Generation (da clássica abertura de Naruto, Haruka Kanata) com a música Re:Re (logo abaixo) e o encerramento é da cantora Saiyuri, com a música Sore wa Chiisa na Hikari no Yō na.

Boku Dake ga Inai Machi (ou ERASED) recebeu uma versão em Live-Action em março passado e em junho próximo ganhará um novo mangá spin-off. A série está disponível por streaming, com legendas em português, pelos serviços Daisuki e Crunchyroll.


06/04/2016 - Categoria: Séries - Autor(a): Mariana Fernandes

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Abril chegou e com ele o meu sentimento de desamparo televisivo acabou. Sim, minha gente! As nossas séries amadas do Netflix estão voltando e no meio delas, mais lançamentos para deixar nossas agendas lotadas. Na última sexta (01/04), além do anúncio das datas de lançamento de séries que amamos, como Unbreakable Kimmy Schmidt, começou uma nova série do nosso amado serviço de streaming, The Ranch, que me fez largar o preconceito com Ashton Kutcher.

Ok, alguém aí deve estar barbarizado com o meu preconceito bobo, ou não, pode até estar dando razão. Mas sabe quando um profissional acaba dando um selo a obra, pois é, depois das dezenas comédias românticas bobas e principalmente Two and Half Man, quando eu vejo Kutcher em algum produção, acabo pensando: “Aff, mais um besteirol, tipo Cara cadê meu carro?”. Porém, contudo, entretanto não é que The Ranch foi bom!?

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A série conta a história da família Bennett, em especial Colt Bennett (Ashton Kutcher), um jogador de futebol americano, que após ver sua carreira em decadência, volta para casa 15 anos depois de ter fugido. Ele encontra seu pai, Beau (Sam Elliott), e seu irmão, Jameson “Rooster (Galo)” (Danny Masterson), com dificuldades no rancho, estando perto de perdê-lo. Daí começa a tentativa dos três, mais sua mãe, Maggie (Debra Winger) – que não vive com eles, mas ainda tem um relacionamentos com Beau -, de enfrentar o período difícil para vender o gado no início do inverno.

Como já comentei no começo do texto, fui com total preconceito assistir essa série, não sei se por conta das últimas séries que assisti, qual não gostei nem um pouco (Love e Full House), ou por conta do selo Ashton Kutcher que já citei. Mas eu fui, respirei fundo e aguentei o primeiro episódio, levando em consideração que é normal que o primeiro seja difícil, por conta de toda introdução que tem que ser feita, depois disso foram gargalhadas (Sinceras, hein! Nada de forçar a amizade) para todo lado.

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Cheia de piadas irônicas feitas por Rooster (Galo) e as brutalidade misturada com teorias da conspiração de Beau, meus dois personagens prediletos, a série fica bem divertida e mostra bem o lado engraçado de ser um cowboy, não só a parte sofrida e drama que estamos acostumados a ver com esse tema.

Mas vem cá, tem Ashton e não tem casalzinho? Claro que tem! Elisha Cuthbert (a atriz de Um Show de Vizinha) faz o papel de Abby, a ex namorada de Colt que tá na cara que vos dois vão ficar juntos, quando que eu não posso dizer!

A parte legal é que foram liberados 10 episódios, quais eu já assisti, mas na verdade a temporada ainda tem mais 10 para serem liberados, agora quando é que ainda não foi divulgados. A ideia é que sejam liberados duas vezes por ano, então, na teoria teremos mais de The Ranch no segundo semestre de 2016. Uma dica! Assista logo pra não acumular nada, pois vem muita coisa pela frente. Boa maratona!

Ps: Olha só o vídeo promocional para o Brasil. hihihi


22/03/2016 - Categoria: Filmes - Autor(a): Elizabeth Viana

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Eu nunca fiquei tão empolgada para assistir a um filme de comédia estilo paródia besteirol, principalmente no cinema. Não sei se essa empolgação se deve ao fato do filme escolhido para ser parodiado ou ao ator que está envolvido tanto na atuação quanto no roteiro do filme. Se você assistiu “As Branquelas” ou “Todo Mundo em Pânico“, você já deve saber que eu estou falando de Marlon Wayans.

O filme é 50 Tons de Preto, e qualquer semelhança com “50 Tons de ‘besteira’ Cinza”, não é mera coincidência. No filme, os protagonistas Christian Black (Marlon Wayans) e Hannah Steale (Kali Kawk) se encontram e mantém o mesmo relacionamento problemático e doentio do casal do outro filme, afinal 50 Tons de Preto reconta a história nada a ver dos pombinhos do paupérrimo livro de E.L James. Não há muito que contar a respeito da sinopse, por motivos óbvios, né?! Então vamos ao novo… Nem tão novo assim.

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Acho muito complicado fazer graça de um filme que é tão ruim, mas tão ruim que beira a comédia. Mas nunca duvidei da capacidade que esse Wayans tem de tornar tudo ainda mais engraçado, e isso vem desde as primeiras postagens das gravações em seu instagram, eu faltava morrer de rir, e quase morri de rir no cinema… Sim, eu paguei para assistir esse filme… E sim, eu não me arrependo. Não me arrependo mesmo.

O filme é feito todo de piadas prontas, piadas de todo tipo, de todos os sabores e para todos os gostos. Você ri do início ao fim e quando você pensa que acabou e que todas as piadas já foram feitas, lá vem mais piadinhas. Alguns não gostaram do filme porque o filme brinca, a todo instante, com os estereótipos e ressalta toda a negatividade que o livro de E.L James possui. Sem falar nas referências que o filme faz a certos ícones da cultura afro-americana, Kayne West, Jay-Z, Denzel Washington, a família Jackson e até o ator Cuba Gooding Jr. e Lupita Nyong’o são citados no filme.

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Apesar de adorar filmes legendados, eu amo a dublagem brasileira, amo mesmo… Tipo, muito. E eu assisti dublado, por vários motivos além desse meu amor mais do que declarado a dublagem que nós possuímos aqui. E eu adorei. Lógico, tem uma grande maioria falando que a dublagem é muito ruim, que a dublagem não presta e coisas bestas desse tipo. Mas é tão raro assistir um filme onde a versão brasileira foi feita com tanta liberdade que deveria ser até obrigação dos brasileiros assistir a esse filme dublado. E não é só por isso não, é porque nós temos grandes nomes envolvidos nessa dublagem, nomes como os de Samantha Schmutz, Marcelo Marrom e Robson Nunes. A liberdade foi tão grande que até um “Já acabou Jéssica?” rolou.

Bem… Eu não sou crítica de cinema, jamais falaria de um filme que eu não gostei e jamais indicaria um filme para que outras pessoas não assistissem. O cinema para mim é mais para ser divertido do que qualquer outra coisa. E se eu tivesse que dar uma nota pra esse filme eu daria 9, simplesmente por ele ser como é, um filme para rirmos e ponto.

Ah, a melhor cena é a de quando Christian Black vai torturar Hannah no quartinho vermelho e ele lê 50 Tons de Cinza para torturá-la. É uma tortura, de fato.