Modo Meu

Categoria: Cinema e TV

09/08/2016 - Categoria: Filmes - Autor(a): Dyego Cruz

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Depois de ter dado uma chance a The Fundamentals of Caring. E após tanto ver a divulgação do trailer enquanto assistia as antigas temporadas de Gilmore Girls, finalmente resolvemos assistir a mais uma das produções cinematográficas do Netflix, o filme Tallulah.

Primeiramente vamos começar com a sinopse oficial, para que ninguém saia por aí reclamando que estou dando spoilers e blá blá blá…

Sinopse: Tallulah (Ellen Page), uma garota pobre e extremamente independente vivendo em um furgão. Após o namorado abandoná-la, ela vai para a cidade. Ao impulsivamente “resgatar” o bebê de uma mãe negligente, ela recorre ao único adulto responsável que conhece: Margo (Allison Janney), que é levada a acreditar ser avó da criança.

Tallulah

Logo de início já somos apresentados a Tallulah e seu namorado Nico (Evan Jonigkeit) “vivendo suas vidas adoidado” dentro de um furgão. Vida qual ela defende ter escolhido pra si e por isso não pensa em mudar. Assim começa o primeiro arco para desenvolvimento da trama, um começo bem previsível, com algumas cenas inusitadas que a princípio parecem sonhos.

Após o abandono de Nico, a garota tenta ir atrás do namorado no único lugar onde ela poderia esperar encontrá-lo, na casa da mãe dele, qual ela nunca chegou a conhecer. Com um primeiro encontro bem estranho as duas personagens, Tallulah acaba saindo do prédio de Margo e chegando ao nosso arco principal da trama, quando encontra Carolyn (Tammy Blanchard), uma mãe problemática que torna a vida da garota bem mais estranha do que ela já achava que poderia ficar.

Ao passar uma tarde vendo como Carolyn tratava a filha pequena, desde beber na frente da criança, deixar a menina perambular pelo quarto, deixando a garota correr riscos, e principalmente insistir para que Luh fosse a babá da criança, por mais que ela fosse uma completa desconhecida e não possuísse nenhuma ligação com o hotel. Tais atitudes fazem com que Tallulah haja instintivamente e acabe levando a filha de Carolyn, por ter a certeza de que a mãe não teria condições de cuidar da criança.

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A trama parece um pouco confusa em vários momentos, pois ela não desenvolve muito os personagens coadjuvantes, centralizando em algumas visões de Luh e sempre colocando algumas cenas poderiam ser facilmente descartadas e deixando algumas informações de lado.

Não é uma das melhores produções do Netflix, mas no geral é um bom filme que tenta abordar a temática de pessoas que preferem viver “livres” e também de mulheres que se casam e tem filhos por puro interesse, mas que de alguma forma encontram sua redenção e acabam por dar mais valor as coisas que não dava antes. Porém o mais interessante é ver o lado da “sequestradora”, o que a personagem pensou quando fez aquilo, se ela pensou, quais as motivações, e ligação da sequestradora e da criança e como foi a investigação que envolveu o crime.


04/08/2016 - Categoria: Filmes - Autor(a): Mariana Fernandes

Esquadão Suicida - Modo Meu

Nesta quarta, dia 03 de agosto, eu e Dyego fomos a aguardada e polêmica estréia de um dos filmes mais esperados de 2016. O majestoso Esquadrão Suicida, que começou a semana com excesso de críticas negativas/regulares nunca vistas antes na historia dos filmes de hq (mentira, lembrei do Lanterna Verde). Após filme assistido, logo eu que não sou muito fã da DC, eu recebi a missão de dizer o que achei, então vamos lá!

Primeiramente tenho que ressaltar o quanto uma crítica negativa hoje em dia afeta o filme, pois enquanto antes críticas eram apena coisa de chato que pagava de entendedor, hoje ela faz com que aqueles fãs de carteirinha cogitem não ver o filme e ainda xingar sem ao menos ter visto. Absurdo? Sim ou com certeza?

Mas vamos ao que interessa, o filme. Depois de um ano de fotos vazadas, trailers pra que te quero, entrevistas, análises e tudo mais, enfrentei dois dias de críticas pesadas e fui para sala do cinema sem nenhuma expectativa, tanto por conta das opiniões negativas, quando por eu querer analisar mais para poder apresentar o máximo de pontos aqui.

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De ante mão vou logo falando que o filme não é ruim, porém tem falhas, e qual não tem!!?? Vamos ser sinceros, um filme de super-herói é tipo essas roupinhas de – como dizem a blogueiras de moda – fast fashion (C&A, Zara, Riachuelo), bonita, legal, agrada, mas não vai durar muito. Mas como assim? Oras, o Esquadrão Suicida foi feito simplesmente para vender, distrair e entreter, não espere um Oscar dele!

Achei o filme bem divertido pra falar a verdade. Visual bacana, bons atores, personagens legais e tiradas hilárias (pelo menos no caso do dublado, já que não consigo ver 3D legendado), tem mais o que esperar?

Claro que sempre tem o lado negativo, então vamos a ele. Juguei um roteiro muito rápido, se assim posso dizer. Sabe aquela sensação de não ter conseguido respirar de tanta informação? Era personagem para apresentar, que por sinal houve um foco maior em somente dois, história para contextualizar, luta para mostrar que meu Deus é muita coisa pra colocar em um filme só. Sei que os personagens não são conhecidos ao ponto de usar a estrategia Marvel de apresentar em filmes individuais, mas não dá pra negar que ficou muita coisa para 2h 10min.

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O que eu mais gostei/amei/isso me fez gostar? Bem, achei a estética de apresentação dos personagens bem divertida e condizente, e dessa vez, dessa única vez o 3D valeu a pena, das atuações em especial da Margot Robbie (Arlequina) que ficou muito no estilo da personagem dos desenhos, e a trilha sonora ma-ra-vi-lho-sa e me fez vibrar cada vez que uma música tocava!

Para concluir, acho que deu a entender que Esquadrão Suicida não é o melhor filme de quadrinhos já feito, mas que diverte, disso não tenha dúvidas.

Bom filme!


01/08/2016 - Categoria: Séries - Autor(a): Mariana Fernandes

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Que Girmore Girls está prevista para estrear uma nova temporada dia 25 de Novembro de 2016, todo mundo já sabe! Mas você já parou para assistir as temporadas passadas?

Se você é que nem eu e conheceu Gilmore Girls como “Tal Mãe, Tal Filha“, uma das séries que passava na maratona de séries do SBT, todo sábado, depois de séries como The O.C. – Um Estranho no Paraíso, Smallville, entre outras, e pretende ver o retorno de Lorelai Gilmore (Lauren Graham) e Rory Gilmore (Alexis Bledel), deve saber que fazer uma maratona das temporadas passadas é necessário, não é mesmo?

Partindo do pressuposto que o senhor amado e idolatrado Silvio Santos, não cumpria muito da linha do tempo da série, e nem tudo foi passado na tv aberta, é bom aproveitar que o Netflix já liberou as 7 temporadas com versão dublada, para os saudosistas, e legendadas para quem gosta de ver os áudios originais.

Mas vamos lá! Fui assistir, tanto para lembrar, quanto ver se passava naquele regra dos 15 anos, por mais que eu já soubesse que passava. O que posso dizer é que me surpreendi o quão atemporal os episódios são e quão divertido é ver a vida de Lorelai e Rory. Não sei você mas eu sou daquele tipo de pessoa que ama personagens sarcásticos, divertidos e que não deixa nenhuma pergunta boba passar impune, então ver as maravilhosas tiradas de mãe e filha quase me levam ao delírio, além dos personagens secundários serem muito bem trabalhados e cheios de particularidades que os fazem essenciais a história.

Lorelai Gilmore e Hory Gilmore

Vamos aos pontos que mais amo!

1 – Uma série que começou em 2000 e fala sobre feminismo de forma leve, um assunto que nunca deixou de ser falado, mas que atualmente está tão forte, que ainda nos traz aquela identificação com as personagens.

2Melissa Mccarthy que a algum tempo está bombando com os seus filmes bem humorados, qual particularmente eu não gostava muito, me fez reconsiderar ao lembrar da personagem Sookie, a chef de cozinha do hotel Independence Inn e melhor amiga de Lorelai.

3 – Lane Kim é aquela típica garota reprimida pelos pais, mas que consegue se safar de uma criação maluca e antiga, com compartimentos secretos em seu quarto que escondem revistas, livros e principalmente CDs que seus pais não aprovam. Porém não é aquela rebelde chata que todo adolescente é.

4 –  Os personagens/situações típicas de toda cidade pequena, a fofoqueira (a professora de dança), o “dono da cidade” (o dono do mercado), o cara maluco, o fato de todo mundo saber tudo da vida de todo mundo e todos se importarem com todos.

5 – Por fim, a quantidade absurda de episódios por temporada. Já percebeu que só a primeira temporada tem 21 episódios?

Enfim, por mais que eu esteja bem no começo da maratona, já posso dizer que Gilmore Girls é aquele tipo de série atemporal, fascinante e que vale muito a pena reassistir. :)


22/07/2016 - Categoria: Filmes - Autor(a): Dyego Cruz

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A algum tempo atrás, tipo assim uns 4 anos, fiz um post aqui no blog sobre o filme O Tigre e o Dragão, lembrando deste clássico de 2001, resolvemos fazer alguns posts temáticos falando sobre os variados filmes com a produção e temática oriental, e hoje iremos começar com o menos fantasioso e real que já assisti até hoje.

Bem diferente dos demais filmes orientais, Memórias de Uma Gueixa é um filme que se passa nos anos, antes, durante e depois da segunda guerra mundial, focando na história de uma garota chamada Chiyo (Suzuka Ohgo), que é vendida pelo pai para uma casa de Gueixas, onde cresce sendo mal tratada e sempre invejada por Hatsumomo, a Gueixa número um da cidade que se sente ameaçada pela beleza da linda garotinha dos olhos claros. Após algum tempo sem saber ao certo o rumo de sua vida, Chiyo conhece o presidente de uma companhia (Ken Watanabe) e decide se esforçar para se tornar uma Gueixa sob a tutela de Mameha (Michelle Yeoh, de O tigre e o dragão), que escolhe um novo nome para a garota e faz dela se tornar Sayuri (Zhang Ziyi, de O tigre e o dragão) a gueixa mais cobiçada da região (não é spoiler, é apenas sinopse).

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Por mais que a maioria das filmagens tenham sido feitas em sets de gravação construídos na Califórnia, a beleza do cenário e de toda a cultura consegue lhe envolver e te imergir completamente dentro daquele universo e de toda a criação de uma Gueixa e dentro de uma okiya (casa de Gueixas), que consiste basicamente em treinar garotas para serem submissas, aprender a fazer coisas como tocar o shamisen (espécie de banjo), dançar, servir chá, desenhar ideogramas, etc.

O objetivo principal das gueixas, que é como elas conseguem dinheiro para suas okiyas, são estar ao lado de figurões do alto-escalão, que pagam por sua companhia para obter um status maior pela beleza, graciosidade e habilidades de entreter de sua acompanhante. Infelizmente por causa do mizuage, um lendário leilão de virgindade enfatizado no filme e no livro de mesmo nome em que foi baseado, as gueixas acabam caindo no conceito de serem prostitutas, algo que tentam se desvencilhar. Pois após a segunda guerra mundial, durante a ocupação americana no Japão, muitas mulheres se vestiam de gueixa e vendiam seus corpos para os estrangeiros, passando assim a misturar a figura das gueixas reais com prostitutas para o Ocidente.

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Aproveitando essa última polêmica, na época ocorreram algumas indignações tanto chinesas, por verem suas melhores atrizes representarem o papel de japonesas, quando japonesas, ao verem atrizes chinesas interpretarem algo que é intimamente ligada a cultura local.

Maaasss, tirando toda essa discussão, além de toda a beleza que rendeu ao filme o prêmio de melhor direção de arte, melhor fotografia e melhor figurino e indicação de melhor trilha sonora, melhor som e melhor edição de som, do Oscar, temos aqui a trilha sonora composta por praticamente quem faz a música no cinema, John Williams, aumentando ainda mais a sua imersão em todo o drama vivido por Saiury. Resumindo, um filme para te deixar muito por dentro da cultura das gueixas e também de alguns acontecimentos da segunda guerra mundial.


11/07/2016 - Categoria: Filmes - Autor(a): Victória Duarte

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Recentemente foi lançado, muito humildemente, mais um filme produzido pela Netflix em seu catálogo, e sinceramente não vi nenhuma grande divulgação da produção, mesmo contando com um ótimo ator como Paul Rudd, e a diva “dos pop” Selena GomezThe Fundamentals of Caring é um filme maravilhoso que com certeza vale a pena assistir.

Quando um ex-escritor falido (Paul Rudd) e que se recusa assinar os papéis do divórcio há dois anos e meio, se forma em um curso de acompanhante, ele vai atrás de seu primeiro trabalho, encontrando em seu primeiro serviço um adolescente (Craig Roberts) afetado por uma síndrome que o deixa de cadeira de rodas e com poucos movimentos corporais, e que também é muito ranzinza e metódico.

O melhor desse filme é como ele constrói a relação entre os dois. Primeiramente tem aquele “draminha” de quando dois personagens de personalidades tão diferentes, e que carregam consigo traumas tão diferentes, se divergem e discutem, contando sempre com o cinismo maravilhoso do personagem de Craig Roberts, que nos faz esquecer de ter empatia por seu personagem ser um cadeirante e ainda no primeiro ato do filme nos dá vontade de dar umas boas chineladas nele, de tão chato e mimado que o menino é. Também a construção do personagem do Paul Rudd é muito boa. O porém é que no decorrer do filme, ele cresce e nos mostra ser um cara com traumas mais complexos do que ele apresenta no início.

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O filme nos fala muito sobre enfrentar nossos medos e tentar deixar para atrás marcas que nos neutralizam, mas com um toque sempre leve, e por muitas vezes bem-humorados. Também nos mostra um pouco de como é construída a famosa “broderagem” entre homens, nos mostrando com piadas e brincadeiras entre os dois personagens principais, como é louca essa amizade que os homens têm entre eles.

A personagem da Selena Gomez é introduzida de forma meio clichê, quando Rudd e Roberts partem para uma viagem em busca do maior buraco do mundo. De cara a gente sabe que ela vai ser aquela menina durona que sai em busca de seu sonho e blá blá blá. A sua atuação é meio forçada, lembra o papel que ela fazia em Os Feiticeiros de Waverly Place ((((((( sim eu assistia #OnlyGodCanJugdeMe))))))))), mas é inegável como é fofa a relação entre os personagens dela e do Craig Roberts, em que o personagem Roberts tenta de todos os modos “se mostrar” pra ela, e ela corresponde de um jeito irônico, mas corresponde.

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Também durante essa viagem é apresentada outra personagem que vai ser por onde o personagem de Rudd, já no último ato do filme, vai encontrar uma “redenção”, e se perdoar passando por cima de todos os traumas de seu passado.

O filme é leve e divertido, e que só pelo personagem chato de Craig já vai valer a pena, dá uma olhada no trailer e diz se não é fofo?

OBRIGADA NETFLIX!