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A genialidade de Silicon Valley (Vale do Silício)

24/06/2015 - Categoria: Séries - Autor(a): Rodrigo Emannuel

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Você conhece o “Pied Piper” ? Não ? Então chegou a hora de conhecer.

O “Pied Piper” ou “Flautista“, na tradução,  é uma nova companhia do ramo tecnológico, criada por Richard Hendricks, a partir da descoberta feita pelo mesmo, de um novo algorítimo de “compressão sem perdas”, ou seja, algo que pode diminuir os dados de um arquivo consideravelmente, com a qualidade sendo mantida intacta. Você pode conhecer mais do “Flautista”, clicando na imagem abaixo:

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Ou você pode ficar largadão no sofá, e assistir as duas temporadas inteirinhas dessa série incrível da HBO, Silicon Valley.

Silicon Valley é uma série que aborda com humor e inteligência, um dos temas mais legais (ao meu ver) da atualidade: A Tecnologia. A série, assim como alguns filmes bibliográficos recentes, como “A Rede Social” e “Jobs – Get Inspiredapresenta algumas das polêmicas em torno da originalidade das ideias milionárias e da compressão mal feita, com o perdão do trocadilho, que as grandes empresas realizam sobre as companhias emergentes. Além disso, outro ponto chave é a rivalidade entre os concorrentes e a difícil decisão de optar pelo “Caminho da mão esquerda”.

O protagonista é Richard Hendricks, que pouco tempo antes de se tornar CEO do Flautista, trabalhava na grandiosa Hooli, companhia do “Cantor, Modelo e Atriz” Gavin Belson. Richard estava se sentido cansado, cansado da maneira como a companhia em que trabalhava agia, cansado da convivência com os temíveis “Brogramadores”, e cansado do seu papel no mundo como um todo, e num golpe de sorte, viu toda a sua vida mudar da noite para o dia.

Richard morava numa “incubadora”, com o único propósito de ter foco para desenvolver seu site, o “Flautista”, a incubadora localizada no Vale do Silício (local conhecido por ser onde grandes companhias foram iniciadas) abrigava outras quatro pessoas, quatro amigos, que desenvolviam seus próprios trabalhos paralelamente, entre esses amigos estavam: O canadense, irônico e satanista, Bertram Gilfoyle; O Paquistanês, que rivaliza com Gilfoyle, Dinesh Chugtay; O dono da incubadora, egocêntrico, chapado e mal sucedido Erlich Bachman; E o gênio, ou melhor, o nem tão gênio assim, Nelson Bighett A.K.A “Big Head“.

Dos aplicativos, sites e afins desenvolvidos por todos eles, o único que prestava, era o que tinha o nome mais merda de todos, o Flautista. O grande porém, era que nem Richard tinha consciência desse fato, muito menos Erlich, que como dono da incubadora, tinha contrato em vigor com todos os seus colegas, e sendo assim, tinha seu pedaço do bolo. Erlich como sempre faz escolhas erradas, estava prestes a descartar o Flautista, quando por acaso, os “Brogramadores”, que zombaram de Richard ao ver o Flautista, descobriram pouco tempo após que aquilo era o futuro acontecendo.

Não tardou, até que Gavin Belson, e outras mil e uma personalidades do mundo da tecnologia, estivessem atrás de Richard, que num suspiro de independência, decidiu que queria mudar o mundo com as próprias mãos, e fazer a merda legal que quisesse ao lado de seus amigos, aquilo definitivamente não seria uma nova Hooli.

Silicon Valley tem só duas temporadas e alguns momentos inesquecíveis e impagáveis, entre eles eu posso destacar o grande dilema de saber quantas pessoas um individuo consegue masturbar ao mesmo tempo; A grande observação de Gavin Belson ao dizer que os grupos “Geek” são sempre compostos por um cara gordo com um rabo de cavalo estranho, alguém magrelo, um asiático e um cara indiano ou coisa do tipo; A genialidade de Richard ao explicar seu algorítimo para seus concorrentes; Erlich Bachman chapado, ou fazendo qualquer coisa que só Erlich Bachman faria; Os diálogos entre Gilfoyle e Dinesh; A ascensão de Nelson Bigheti o “Big Head”; A transparência de Jared; E claro, os feitos do Flautista.

A HBO acertou muito em Silicon Valley, e essa série, é facilmente uma das melhores que pude assistir nos últimos tempos, tem de tudo, e nada é forçado, seu humor é realmente engraçado, sem aquele lance de só rir por dentro, a sua ironia é de alguma forma espontânea, tudo é feito de forma inteligente e o mais importante, tem momentos chave em que você fica vidrado querendo saber o que vem a seguir.

Eu trato o Flautista como algo real no texto, pois desejaria que assim fosse, não a companhia em si, mas o lance de querer mudar o mundo de verdade, e não só embolsar os milhões sem saber o que fazer no dia seguinte.  Deve ser incrível ter algo do tipo, deve ser frustrante também, mas no final, o que é mostrado no Vale do Silício, vale a pena.

Bônus – Cinco “Grandes” Frases ditas em Silicon Valley em Gifs:

Erlich Bachman

Dinesh

Big Head

Jared

Richard sendo Richard, o gif não tem uma frase, mas como disse o sábio Erlich uma vez: Don’t Be a Slut!


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