Modo Meu

Categoria: Séries

25/04/2017 - Categoria: Séries - Autor(a): Mariana Fernandes

A gente nasce, passa uns três anos aprendendo a viver, e começam as obrigações. Vem escola, aprender a pegar no lápis, cobrir o pontilhado, pintar sem passar da linha, depois ler e escrever, provas, apresentação de trabalho, seminário e feira de ciências. Chega o tenebroso vestibular, as adaptações na faculdade, estágios e trabalho. Mas não chega por aí, ainda tem a pós graduação, o mestrado, o doutorado, o emprego renomado, os prêmios, convites para palestras, casar, ter filhos e mais um turbilhão de obrigações que essa sociedade nos impõe. Mais se alguma vez você foi incentivado a sair desse ciclo, parabéns, você é uma pessoa de sorte! É pensando dessa forma que começa Girlboss, a nova série do Netflix baseada na história de Sophia Amoruso, criadora da marca Nasty Gal e do best seller de empreendedorismo de mesmo nome do seriado.

A série começa com Sophia, em meados de 2006, olhando direto para a câmera com aqueles discursos de como somos obrigados a entrar na vida adulta, e como esta consiste em uma tediosa rotina de fazer o que a sociedade nos obriga e nada a mais. Nesse início, a personagem também comenta que não precisa de faculdade, pois tudo pode ser aprendido no Google e logo de cara se mostra como uma jovem bem prepotente que vive sem muitos objetivos, já que ela mesma diz que ainda não sabe o que quer. Situação essa que muitos jovens acabam passando por não se encaixaram neste ciclo social tedioso.

Mas vem cá, o que é essa tal de Nasty Gal e por que tanta gente vangloria esta mulher e o livro dela? Era isso que eu pensava antes de ver a série, pois a internet está cansada de valorizar coisas que muitas vezes não são tão incríveis quanto ela prega. Mas vamos lá a resposta:

Nasty Gal foi a marca criada por Sophia, por volta 2006 no Ebay, que inicialmente revendia roupas vintages de brechós e tinha como diferencial a visão de moda da criadora e produção de fotos que gerou muito sucesso no site. Por conta de problemas na conta do Ebay, a marca começou um site de vendas que lucrou milhões em menos de 6 anos e por isso virou referência de empreendedorismo e feminismo principalmente para jovens.

A série do Netflix, lançada dia 21 de abril, conta um pouco da história do inicio da empresa e as dificuldades que a criadora enfrentou nos primeiros anos, de forma simples e bem divertida. Mas se você que leu o livro ou sabe do que ele se trata, está esperando a mesma pegada de motivação para empreendedores, esqueça! A série é muito boa, cheia de partes divertidas, emotivas e dramáticas, mas definitivamente não passa o grau de seriedade que o livro traz, porém, contudo, entretanto traz interesse em conhecer mais sobre este caso, ou seja, ler o livro.

Uma curiosidade sobre a série, é que ela é uma parceria da Netflix com a produtora executiva Charlize Theron (sim, a Furiosa de Mad Max), que comentou em entrevistas a importância do seriado para os jovens, que o seu propósito é passar que não existe só um caminho a ser seguido e fracassar é comum, o que importa é seguir tentando. Então, para quem ainda não leu o livro, recomendo fazer a habitual maratona no fim de semana, já que são os clássicos 13 episódios, com 30 minutinhos cada e depois se aprofundar com a leitura. E quem já leu, é só curtir.


19/09/2016 - Categoria: Séries - Autor(a): Mariana Fernandes

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Depois de mais uma cobertura ao Emmy – que se você não conhece, nos dedicamos a cobrir e divulgar em tempo real os ganhadores de cada classificação de grandes premiações como o Emmy, Oscar e Globo de Ouro -, paramos para conferir os nossos erros e acertos no “Modo Meu Premiações”, a nossa ferramenta de “aposta” dos indicados.

Confesso que não fui muito pela técnica ou probabilidade nas minhas escolhas, deve ser por isso que eu acertei 8 de 21 opções que votei. Mas fui muito por gosto, pela eliminação de ganhadores dos anos anteriores e pelas séries que assisti, que infelizmente não foram todas. As grandes surpresas da noite foram o prêmio de melhor atriz de série dramática para Tatiana Maslany, de Orphan Black, a valorização de uma série atual como Mr. Robot e a discussão sobre as minorias como em Masters of None.

Fique com os ganhadores do Emmy 2016:

Melhor série dramática

The Americans
Better Call Saul
Downton Abbey
Game of Thrones (aposta do Dyego)
Homeland
House of Cards
Mr. Robot (aposta da Mary)

Melhor série cômica

Black-ish
Master of None (aposta da Mary)
Modern Family
Silicon Valley
Transparent
Unbreakable Kimmy Schmidt
Veep (aposta do Dyego)

Melhor atriz em série dramática

Claire Danes – Homeland
Viola Davis – How To Get Away With Murder (aposta do Dyego)
Taraji P. Henson – Empire
Tatiana Maslany – Orphan Black (aposta da Mary)
Keri Russell – The Americans
Robin Wright – House of Cards

Melhor ator em série dramática

Kyle Chandler – Bloodline
Rami Malek – Mr. Robot (aposta da Mary e do Dyego)
Bob Odenkirk – Better Call Saul
Matthew Rhys – The Americans
Liev Schreiber – Ray Donovan
Kevin Spacey – House of Cards

Melhor ator coadjuvante em série dramática

Jonathan Banks – Better Call Saul
Ben Mendelsohn – Bloodline
Peter Dinklage -Game of Thrones
Kit Harington – Game of Thrones (aposta da Mary e do Dyego)
Michael Kelly – House of Cards
Jon Voight – Ray Donovan

Melhor direção em série dramática

Michael Engler por Episódio 9 – Downton Abbey
Miguel Sapochnik por “Battle Of The Bastards” – Game of Thrones (aposta do Dyego)
Jack Bender por “The Door” – Game of Thrones (aposta da Mary)
Lesli Linka Glatter por “The Tradition Of Hospitality” – Homeland
Steven Soderbergh por “This is All We Are” – The Knick
David Hollander por “Exsuscito” – Ray Donovan

Melhor atriz coadjuvante em série dramática

Maura Tierney – The Affair
Maggie Smith – Downton Abbey (aposta da Mary)
Lena Headey – Game of Thrones (aposta do Dyego)
Emilia Clarke – Game of Thrones
Maisie Williams – Game of Thrones
Constance Zimmer – UnREAL

Melhor roteiro em série dramática

Joel Fields e Joe Weisberg por “Persona Non Grata” – The Americans
Julian Fellowes por Episódio 8 – Downton Abbey
David Beniof e D.B. Weiss por “Battle Of The Bastards” – Game of Thrones (aposta do Dyego)
Robert King e Michelle King por “End” – The Good Wife
Sam Esmail por “eps1.0_hellofriend.mov (Pilot)” – Mr. Robot (aposta da Mary)
Marti Noxon e Sarah Gertrude Shapiro por “Return” – UnREAL

Melhor atriz convidada em série dramática

Margo Martindale – The Americans
Carrie Preston – The Good Wife
Laurie Metcalf – Horace And Pete
Ellen Burstyn – House of Cards
Molly Parker – House of Cards
Allison Janney – Masters of Sex

Melhor ator convidado em série dramática

Max von Sydow – Game of Thrones
Michael J. Fox – The Good Wife
Reg E. Cathey – House of Cards
Mahershala Ali – House of Cards
Paul Sparks – House of Cards
Hank Azaria – Ray Donovan

Melhor programa de esquete e variedades

Documentary Now!
Drunk History
Inside Amy Schumer
Key & Peele
Portlandia
Saturday Night Live

Melhor talk show e variedades

Comedians In Cars Getting Coffee
Jimmy Kimmel Live
Last Week Tonight With John Oliver
The Late Late Show With James Corden (aposta da Mary)
Real Time With Bill Maher
The Tonight Show Starring Jimmy Fallon

Melhor minissérie

Fargo
The Night Manager
The People v. O.J. Simpson: American Crime Story (aposta da Mary)
Roots
American Crime

Melhor filme feito para TV

All The Way
Confirmation
Luther
Sherlock: The Abominable Bride (aposta da Mary)
A Very Murray Christmas

Melhor ator em minissérie ou filme feito para TV

Bryan Cranston – All The Way
Benedict Cumberbatch – Sherlock: The Abominable Bride
Idris Elba – Luther
Cuba Gooding Jr. – The People v. O.J. Simpson: American Crime Story (aposta da Mary)
Tom Hiddleston – The Night Manager
Courtney B. Vance – The People v. O.J. Simpson: American Crime Story

Melhor atriz em minissérie ou filme feito para TV

Sarah Paulson – The People v. O.J. Simpson: American Crime Story (aposta da Mary)
Kerry Washington – Confirmation
Kirsten Dunst – Fargo
Felicity Huffman – American Crime
Audra McDonald – Lady Day at Emerson’s Bar & Grill
Lili Taylor – American Crime

Melhor ator coadjuvante em minissérie ou filme feito para TV

Jesse Plemons – Fargo
Bokeem Woodbine – Fargo
Hugh Laurie – The Night Manager (aposta da Mary)
Sterling K. Brown – The People v. O.J. Simpson: American Crime Story
David Schwimmer – The People v. O.J. Simpson: American Crime Story
John Travolta – The People v. O.J. Simpson: American Crime Story

Melhor direção em minissérie ou filme feito para a TV

Jay Roach por All The Way
Noah Hawley por “Before The Law” – Fargo
Susanne Bier por The Night Manager
Ryan Murphy por “From The Ashes Of Tragedy” – The People v. O.J. Simpson: American Crime Story
Anthony Hemingway por “Manna From Heaven” – The People v. O.J. Simpson: American Crime Story
John Singleton por “The Race Card” – The People v. O.J. Simpson: American Crime Story

Melhor atriz coadjuvante em minissérie ou filme feito para TV

Melissa Leo – All The Way
Regina King – American Crime
Sarah Paulson – American Horror Story: Hotel
Kathy Bates – American Horror Story: Hotel
Jean Smart – Fargo
Olivia Colman – The Night Manager

Melhor roteiro em minissérie ou filme feito para a TV

Bob DeLaurentis por “Loplop” – Fargo
Noah Hawley por “Palindrome” – Fargo
David Farr por The Night Manager
Scott Alexander e Larry Karaszewski por “From The Ashes Of Tragedy” – The People v. O.J. Simpson: American Crime Story
D.V. DeVincentis por “Marcia, Marcia, Marcia” – The People v. O.J. Simpson: American Crime Story
Joe Robert Cole por “The Race Card” – The People v. O.J. Simpson: American Crime Story

Melhor reality show ou programa de competição

The Amazing Race
American Ninja Warrior
Dancing With The Stars
Project Runway
Top Chef
The Voice (aposta da Mary)

Melhor ator em série cômica

Anthony Anderson – Black-ish
Aziz Ansari – Master of None (aposta da Mary e do Dyego)
Will Forte – The Last Man on Earth
William H. Macy – Shameless
Thomas Middleditch – Silicon Valley
Jeffrey Tambor – Transparent

Melhor atriz em série cômica

Julia Louis-Dreyfus – Veep (aposta do Dyego)
Amy Schumer – Inside Amy Schumer
Lily Tomlin – Grace And Frankie (aposta da Mary)
Ellie Kemper – Unbreakable Kimmy Schmidt
Tracee Ellis Ross – black-ish
Laurie Metcalf – Getting On

Melhor direção série cômica

Aziz Ansari por “Parents” – Master of None (aposta da Mary)
Alec Berg por “Daily Active Users” – Silicon Valley
Mike Judge por “Founder Friendly” – Silicon Valley
Jill Soloway por “Man On The Land” – Transparent
Dave Mandel por “Kissing Your Sister” – Veep
Chris Addison por “Morning After” – Veep
Dale Stern por “Mother” – Veep

Melhor atriz coadjuvante em série cômica

Niecy Nash – Getting On
Allison Janney – Mom (aposta do Dyego)
Kate McKinnon – Saturday Night Live
Judith Light – Transparent
Gaby Hoffmann – Transparent
Anna Chlumsky – Veep (aposta da Mary)

Melhor roteiro em série cômica

Rob Delaney e Sharon Horgan por Episódio 1 – Catastrophe
Aziz Ansari e Alan Yang por “Parents” – Master of None (aposta da Mary)
Dan O’Keef por “Founder Friendly” – Silicon Valley
Alec Berg por “The Uptick” – Silicon Valley
David Mandel por “Morning After” – Veep
Alex Gregory e Peter Huyck por “Mother” – Veep

Melhor ator coadjuvante em série cômica

Louie Anderson – Baskets
Andre Braugher – Brooklyn Nine-Nine
Keegan-Michael Key – Key & Peele
Ty Burrell – Modern Family
Tituss Burgess – Unbreakable Kimmy Schmidt (aposta da Mary)
Tony Hale – Veep
Matt Walsh – Veep


01/08/2016 - Categoria: Séries - Autor(a): Mariana Fernandes

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Que Girmore Girls está prevista para estrear uma nova temporada dia 25 de Novembro de 2016, todo mundo já sabe! Mas você já parou para assistir as temporadas passadas?

Se você é que nem eu e conheceu Gilmore Girls como “Tal Mãe, Tal Filha“, uma das séries que passava na maratona de séries do SBT, todo sábado, depois de séries como The O.C. – Um Estranho no Paraíso, Smallville, entre outras, e pretende ver o retorno de Lorelai Gilmore (Lauren Graham) e Rory Gilmore (Alexis Bledel), deve saber que fazer uma maratona das temporadas passadas é necessário, não é mesmo?

Partindo do pressuposto que o senhor amado e idolatrado Silvio Santos, não cumpria muito da linha do tempo da série, e nem tudo foi passado na tv aberta, é bom aproveitar que o Netflix já liberou as 7 temporadas com versão dublada, para os saudosistas, e legendadas para quem gosta de ver os áudios originais.

Mas vamos lá! Fui assistir, tanto para lembrar, quanto ver se passava naquele regra dos 15 anos, por mais que eu já soubesse que passava. O que posso dizer é que me surpreendi o quão atemporal os episódios são e quão divertido é ver a vida de Lorelai e Rory. Não sei você mas eu sou daquele tipo de pessoa que ama personagens sarcásticos, divertidos e que não deixa nenhuma pergunta boba passar impune, então ver as maravilhosas tiradas de mãe e filha quase me levam ao delírio, além dos personagens secundários serem muito bem trabalhados e cheios de particularidades que os fazem essenciais a história.

Lorelai Gilmore e Hory Gilmore

Vamos aos pontos que mais amo!

1 – Uma série que começou em 2000 e fala sobre feminismo de forma leve, um assunto que nunca deixou de ser falado, mas que atualmente está tão forte, que ainda nos traz aquela identificação com as personagens.

2Melissa Mccarthy que a algum tempo está bombando com os seus filmes bem humorados, qual particularmente eu não gostava muito, me fez reconsiderar ao lembrar da personagem Sookie, a chef de cozinha do hotel Independence Inn e melhor amiga de Lorelai.

3 – Lane Kim é aquela típica garota reprimida pelos pais, mas que consegue se safar de uma criação maluca e antiga, com compartimentos secretos em seu quarto que escondem revistas, livros e principalmente CDs que seus pais não aprovam. Porém não é aquela rebelde chata que todo adolescente é.

4 –  Os personagens/situações típicas de toda cidade pequena, a fofoqueira (a professora de dança), o “dono da cidade” (o dono do mercado), o cara maluco, o fato de todo mundo saber tudo da vida de todo mundo e todos se importarem com todos.

5 – Por fim, a quantidade absurda de episódios por temporada. Já percebeu que só a primeira temporada tem 21 episódios?

Enfim, por mais que eu esteja bem no começo da maratona, já posso dizer que Gilmore Girls é aquele tipo de série atemporal, fascinante e que vale muito a pena reassistir. :)


24/06/2016 - Categoria: Séries - Autor(a): Dyego Cruz

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Depois da grande decepção que grande maioria do público teve com o episódio 6.08 “No One”, desta vez não há o que reclamar, pois se tem uma coisa que já ouvi e li praticamente todos comentarem, é que este foi com certeza o melhor e mais emocionantes episódio da série Game of Thrones e foi muito além das expectativas de muitos por aí. Com excessão dos mimizentos que agora resolveram ficar reclamando que as pessoas só falam disso, mas aí já é assunto pra outro post.

O episódio 6.09 de Game of Thrones, denominado “Battle of the Bastards” e dirigido por Miguel Sapochnik, nos trouxe inúmeras novidades e emoções, tanto que fiquei com o coração acelerado e até com falta de ar em alguns momentos. E mais uma vez nos deixou cada vez mais encaminhados para os acontecimentos que estão por vir. Principalmente com relação ao futuro dos Starks e quanto ao futuro da sumida Daenerys e os senhores por direito das Ilhas de Ferro, Yara (Gemma Whelan) e Theon Greyjoy (Alfie Owen-Allen).

Só para o caso de você não gostar de spoilers, esse post é para falar do episódio que se passou, por tanto prossiga por sua conta e risco.

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Logo de início já temos de cara o arco de Daenerys (Emilia Clarke), de olho o circo e na confusão que Meereen se tornou durante sua ausência não programada e um diálogo bem interessante entre ela e Tyrion (Peter Dinklage), que tenta se desculpar pelo que aconteceu e ao mesmo tempo tenta aconselhar a rainha sobre o que fazer agora. Mas dessa vez Daenerys está cansada de ser boazinha e finalmente pudemos ver os três dragões em ação com muito fogo e explosões a mil. E claro, também tem aquele monte de Dothraki chegando pra abalar os tais Filhos da Harpia que estavam passando a espada em todos da cidade.

Isso mostra que finalmente ela percebeu que deve para de ser tão boazinha e que sangue deve ser derramado para que ela consiga a paz que tanto quer e tomar o Trono de Ferro, que é dela por direito.

Depois de tanta emoção, paramos de cara com o primeiro encontro entre os bastardos Jon Snow (Kit Harington) e Ramsay [Snow] Bolton (Iwan Rheon) e também a primeira vez que Sansa (Sophie Turner) revê seu “marido”, com mais um diálogo em que Ramsay mostra o quanto está disposto a acabar com os Starks e o quanto ele sabe mexer com os nervos de qualquer um. Logo após temos mais um diálogo marcante, em que Sansa se diz indignada de não ser consultada em nada, pois ela pode não conhecer de guerra, mas conhece o suficiente de Ramsay para saber o tipo de jogo que ele irá jogar para ganhar.

Voltando para Meereen, onde Daenerys está com um semblante bem mais tranquilo, finalmente temos o que esperávamos, que é o retorno de Yara e Theon Greyjoy fechando o acordo de ajudar a rainha em troca de ter de volta as Ilhas de Ferro. Mais um diálogo interessante, afinal os quatro são todos filhos de grandes reis e senhores que deixaram apenas muita bagunça para eles arrumarem ou só mesmo tomarem de conta.

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Chegando na tão esperada batalha dos bastardos, encaramos momentos de muita tensão do início ao fim, pois assim como era de se esperar, Ramsay faz uma brincadeira com Jon e Rickon (Art Parkinson) que fará seu coração pular mesmo sabendo o fim que terá o jogo. A batalha entrou para a história da televisão devido ao estilo de filmagem que te coloca lá no meio e te deixa confuso e sem ar ao mesmo tempo, muita confusão, sangue e morte. MUITO MASSA!!!

Mas assim como Sansa havia previsto, Jon caiu na armadilha de Ramsay, que não participou da batalha e apenas ficou mandando atirar flechas mesmo que acertasse seus próprios homens. Então aquela cartinha que você deve ter visto ela escrever no episódio 6.07 “High Sparrow”, se transformou na cara de bunda do babaca [Snow] Bolton e a salvação de Jon Snow, que eu já achava que ia morrer de novo.

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Enfim chegamos ao grande momento de Sansa, que cresceu bastante nessa temporada e finalmente teve sua chance de escolher alguma coisa, como a forma que seu “marido” iria morrer por tudo que ele fez e com direito a sorrizinho maroto no final.

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Com uma mistura de diálogos inteligentes , que conseguiram preencher cada segundo sem chatice, e uma batalha excepcional com direito a coração acelerado e momentos sufocantes, estamos sendo preparados para algo que deve ser mega emocionante no episódio 06.10 “The Winds of Winter”, que já começa com um pássaro que indica a chegada do inverno.


15/06/2016 - Categoria: Séries - Autor(a): Dyego Cruz

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Deixando vários telespectadores decepcionados com a falta de eventos “mais importantes” ou mais emocionantes e impactantes, o episódio 6.08 de Game of Thrones, denominado “No One”, dirigido por Mark Mylod e escrito por David Benioff & D. B. Weiss. Nele foi iniciado o fechamento de alguns arcos. Mas em compensação também deixou algumas, para não dizer muitas, pontas soltas para os próximos episódios ou até mesmo quem sabe somente para a próxima temporada, pensando no fato de que restam apenas dois episódios para o encerramento da sexta temporada.

Só para o caso de você não gostar de spoilers, esse post é para falar do episódio que se passou, por tanto prossiga por sua conta e risco.

Algo que pode ser visto durante “No One”, que apenas pelo nome fica claro que o foco seria Arya (Maisie Williams), é a volta de alguns personagens desaparecidos, assim como Sandor Clegane (Rory McCann), voltando as suas origens e também Beric Dondarrion (Richard Dormer) e Thoros de Myr (Paul Kaye), que acabam tendo um encontro já esperado com o Cão devido aos últimos acontecimentos e um diálogo bem interessante dos motivos do por quê de tudo que aconteceu e ainda irá acontecer.

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Podemos ver que o reizinho Tommen (Dean-Charles Chapman) está cada vez mais sendo manipulado pelo alto Pardal e mostrando ser o mais sem graça de todos que sentaram no Trono de Ferro desde o início da série, podendo trazer um futuro bem chato e previsível também. Uma das cenas marcantes deste arco é quando Cersei (Lena Headey) é intimada pelos militantes da fé, liderados por seu primo Lancel (Eugene Simon), a ir até o Septo de Baelor para ver o Alto Pardal (Jonathan Pryce) e podemos finalmente ver um pouco do que o novo Montanha é capaz de fazer sem muito esforço.

Já em Meereen, as coisas finalmente começam a ficar mais interessantes depois do desaparecimento de Daenerys (Emilia Clarke), pois os mestres de Yunkai, assim como já era de se esperar, resolveram tomar a cidade de volta. Mas infelizmente, quando o negócio começa esquentar e a rainha retorna, nada mais acontece e fica aquele vazio.

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Estamos também de volta ao arco de Arya, onde muitas teorias foram criadas para o seu futuro e o deus de muitas faces, mas que infelizmente ninguém conseguiu acertar o que iria acontecer com ela. Eu pelo menos jamais esperava que ela fôsse morrer, afinal de contas seria um grande desperdício de tempo e roteiro mostrar a garota sendo treinada por N temporadas e simplesmente morrer sem um propósito maior.

A forma de como ela utilizou sua técnica treinada enquanto estava cega para derrotar a garota sem nome deixou a desejar, mas o momento em que ela volta ao templo do preto e do branco para pagar o deus de muitas faces com o rosto da garota. Essa foi com certeza a melhor parte do episódio, afinal finalmente conseguimos ver Arya mostrando a que veio enquanto desafia Jaqen H’ghar (Tom Wlaschiha), ou melhor dizendo o Homem Gentil, e lhe diz que ela não é ninguém, mas sim Arya Stark de Winterfell e que irá voltar para casa.

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Este com certeza não foi o melhor episódio da série, afinal de contas o que mais deixou todos de cabelo em pé até agora foi a volta de John Snow dos mortos em 6.01: “Home”, ou quando Daenerys queima todos os Khals em 6.04: “Book of the Stranger”,  ou quando todos ficaram arrepiados com o aparecimento do Rei da Noite e sua interação com Bran (o sumido) e muito tristes com a morte de Hodor em 6.05: “The Door”, ou quando houve aquela surpresa após a aparição do Tio Benjen em 6.06: “Blood of My Blood”, ou com a repentina volta do Cão e o esfaqueamento de Arya em 6.06: “The Broken Man”.

O episódio foi ótimo do ponto de vista preparatório para o que virá a acontecer no futuro da trama, e inclusive no trailer do próximo já podemos até ver e sentir a angústia de Jon Snow (Kit Harington), que não apareceu, durante a Batalha dos Bastardos.