Modo Meu

Categoria: Séries

06/04/2016 - Categoria: Séries - Autor(a): Mariana Fernandes

the ranch

Abril chegou e com ele o meu sentimento de desamparo televisivo acabou. Sim, minha gente! As nossas séries amadas do Netflix estão voltando e no meio delas, mais lançamentos para deixar nossas agendas lotadas. Na última sexta (01/04), além do anúncio das datas de lançamento de séries que amamos, como Unbreakable Kimmy Schmidt, começou uma nova série do nosso amado serviço de streaming, The Ranch, que me fez largar o preconceito com Ashton Kutcher.

Ok, alguém aí deve estar barbarizado com o meu preconceito bobo, ou não, pode até estar dando razão. Mas sabe quando um profissional acaba dando um selo a obra, pois é, depois das dezenas comédias românticas bobas e principalmente Two and Half Man, quando eu vejo Kutcher em algum produção, acabo pensando: “Aff, mais um besteirol, tipo Cara cadê meu carro?”. Porém, contudo, entretanto não é que The Ranch foi bom!?

Ranch

A série conta a história da família Bennett, em especial Colt Bennett (Ashton Kutcher), um jogador de futebol americano, que após ver sua carreira em decadência, volta para casa 15 anos depois de ter fugido. Ele encontra seu pai, Beau (Sam Elliott), e seu irmão, Jameson “Rooster (Galo)” (Danny Masterson), com dificuldades no rancho, estando perto de perdê-lo. Daí começa a tentativa dos três, mais sua mãe, Maggie (Debra Winger) – que não vive com eles, mas ainda tem um relacionamentos com Beau -, de enfrentar o período difícil para vender o gado no início do inverno.

Como já comentei no começo do texto, fui com total preconceito assistir essa série, não sei se por conta das últimas séries que assisti, qual não gostei nem um pouco (Love e Full House), ou por conta do selo Ashton Kutcher que já citei. Mas eu fui, respirei fundo e aguentei o primeiro episódio, levando em consideração que é normal que o primeiro seja difícil, por conta de toda introdução que tem que ser feita, depois disso foram gargalhadas (Sinceras, hein! Nada de forçar a amizade) para todo lado.

TV-The-Ranch-Netflix-full

Cheia de piadas irônicas feitas por Rooster (Galo) e as brutalidade misturada com teorias da conspiração de Beau, meus dois personagens prediletos, a série fica bem divertida e mostra bem o lado engraçado de ser um cowboy, não só a parte sofrida e drama que estamos acostumados a ver com esse tema.

Mas vem cá, tem Ashton e não tem casalzinho? Claro que tem! Elisha Cuthbert (a atriz de Um Show de Vizinha) faz o papel de Abby, a ex namorada de Colt que tá na cara que vos dois vão ficar juntos, quando que eu não posso dizer!

A parte legal é que foram liberados 10 episódios, quais eu já assisti, mas na verdade a temporada ainda tem mais 10 para serem liberados, agora quando é que ainda não foi divulgados. A ideia é que sejam liberados duas vezes por ano, então, na teoria teremos mais de The Ranch no segundo semestre de 2016. Uma dica! Assista logo pra não acumular nada, pois vem muita coisa pela frente. Boa maratona!

Ps: Olha só o vídeo promocional para o Brasil. hihihi


21/03/2016 - Categoria: Séries - Autor(a): Mariana Fernandes

Master of None x Love

Por anos assistimos na tv, séries que abordam a juventude, seja elas dos anos 80, 90 ou início dos anos 2000. Aprendemos com Friends, How I Met You MotherThe Big Bang Theory, The O.C., Gossip Girls, New Girl, entre outras, como é ser jovem. Que na maioria dessas que eu citei é ter amigos leais qual você sai para berber e discutir sobre os dramas da vida.

Agora chegou a nossa vez de ter a juventude retratada em séries e ter a nossa geração gravada para ensinar crianças e pré-adolescentes como ser jovem! Para falar disso comecei a assistir duas séries recentes do Netflix, que tem como objetivo retratar o jovem atual. Aquela geração que reclama de tudo, que interage mais com as pessoas via smartphone do que pessoalmente e que está demorando para amadurecer e se enxergar como os adultos que nosso pais eram na nossa idade. Elas são: “Master of None” e “Love” que possuem a mesma faixa de idade, porém uma delas não acredito ser tão boa quanto todos estão falando por aí, mas vamos a elas.

Master-of-None

Master of None – retrata a vida de Dev (Aziz Ansari), um ator de 30 anos que vive em Nova York e tem várias ambições profissionais, porém tem diversos medos frequentes da nossa juventude, como: constituir família, desde encontrar alguém “para a vida toda” e ter filhos, e ser parecido com os seus pais quando tinham essa idade. Os dramas da série realmente me trouxe uma identificação como o quanto o personagem principal não se considera um adulto se comparado com os seus pais nessa idade, o quanto ele quer uma aprovação por parte dos mesmos em ralação a sua profissão e o quanto cheio de dúvidas ele é.

love_série

Love – com o objetivo de retratar o amor e sua realidade, a série apresenta os personagens Gus (Paul Rust), um típico cara nerd bonzinho que se deixa influenciar por garotas bonitas, e Mickey (Gillian Jacobs), aquela garota descolada, indie, cool, que consegue tudo o que quer, por ser bonita, porra louca e ardilosa. Conheci a série pelo boca a boca de tanta gente dizendo ser maravilhosa, mas para ser sincera eu que não gosto de largar uma temporada completinha pedindo para ser vista, não consegui aguentar tanto draminha hipster, porra louquisse, mimimi e uma história bem previsível. Sei que minha geração é chata, mas sabe quando você não se sente representando nem no figurante em uma coisa que é pra falar de “você”. Pois é, a falta de ambição, o não tô nem aí para nada, o cara bobo que fica correndo atrás de uma garota bonita, na minha opinião é previsível demais e não mostra a realidade que tantos dizem mostrar.

Vendo essas duas séries parece que vejo mundos opostos e não por ser culturas ou estilos diferentes e sim por um querer mostrar a realidade e outro fingir se importar em mostrar isso, dando a impressão de que os roteiristas tem apenas uma visão superficial do que é a nossa geração, o que me espanta pois um dos criadores é o ator principal, Paul Rust, que faz do seu próprio personagem um nerd caricato “maria vai com as outras”.  Peço até desculpas pelo sincerão sobre a série “Love“, mas sabe quando você não entende o que todo mundo está vendo em um coisa e não tem como desabafar com ninguém?! Pois é, desabafei!

Se você é um dos meus que também não viu muita coisa nessa série Love (segura na minha mão e me diz que você existe aqui nos comentários), mas está com aquele desejo desse estilo de série, “Master of None” está sendo tudo que os outros falam sobre a outra série e um pouco mais.


08/01/2016 - Categoria: Séries - Autor(a): Mariana Fernandes

How_get_away_with_murder-Modo Meu

A primeira sexta útil do mês começou e a gente já vai dando o aviso que aqueles posts temáticos do mês voltaram! E para voltar com tudo nesse mês de férias, por que não falar de séries viciantes que vão te deixar sair da frente da TV?

Quando falo de séries viciantes, em qual você pensa primeiro? Pelo que já falei em vídeo e podcast é claro que vou começar com “How To Get Away With Murder“, que com certeza foi uma das séries que mais me deixou vidrada no ano que passou, a ponto de me fazer ver a primeira temporada em um dia.

* Dica: Na data de lançamento desse post a segunda temporada acabou de ser lançada pelo Canal Sony, se você já assistiu a primeira temporada e está naquela loucura pra saber a continuação, fica a dica!

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Pra você que não conhecer a série, How To Get Away With Murder é uma série da ABC, lançada no final de 2014 e é conhecida como mais um dos sucessos da produtora Shonda Rhimes. Se você não conhece a Shonda e o seus sucessos, ela também é responsável por Scandal (qual eu estou maluca para ver) e o tesouro antigo das séries  Grey’s Anatomy, que já possui 12 temporadas.

Mas enfim, vamos falar de HGAWM, a série que demorou mais tempo para eu aprender o nome do que assistir a primeira temporada, tem com protagonista a advogada de sucesso e professora de direto Annalise Keating, interpretada pela a atriz Viola Davis, que foi super requisitada para fazer esse papel, pois os produtores acreditavam que ela seria perfeita para interpretar a personagem. Vários prêmios depois, só posso dizer que eles estavam corretos!

How_get_away_with_murder-presonagens

Annalise é uma daquelas professoras que você morre de medo e admira ao mesmo tempo, que ensina a cadeira de Direito Penal, qual gosta de chamar de “Como se livrar de um assassinato” e em todo semestre escolhe um grupo de alunos para estagiar em sua empresa, uma oportunidade que todo aluno faria de um tudo para conseguir, e os da vez são: Wes Gibbins (Alfred Enoch), Michaela Pratt (Aja Naomi King), Connor Walsh (Jack Falahee), Laurel Castillo (Karla Souza) e Asher Millstone (Matt McGorry).

O estilo da série faz com que as temporadas sejam envolvidas por um caso central que vai se desenvolvendo ao longo dos episódios enquanto outros casos se iniciam e são concluídos,  sempre liderados por Annalise, fazendo com que a gente fique naquela curiosidade de saber mais e mais sobre o caso. Vale ressaltar que para a professora não existem lado bom ou ruim, existe caso ganho e não importa o que é feito para ganhar, por isso é comum ver trapaças e ilegalidades por parte do grupo que tenta a todo custo conseguir provas para os casos.

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Mas o que dizer sobre a série? O que eu achei? Sinceramente, achei extremamente realista, pois vamos cair na real, a justiça é mais controversa do que acreditamos e é isso que HTGAWM nos apresenta. Enfim, série boa, segunda temporada chegando e primeira no Netflix, tem coisa melhor para as férias?


24/11/2015 - Categoria: Séries - Autor(a): Mariana Fernandes

Capa_Jessica Jones

Grandes poderes exigem grandes responsabilidades, não é mesmo? Então, todos que possuem algum “dom” superior a maioria, deveriam sim combater os crimes da cidade?! Mas e se fosse com você? Vestiria uma roupa colorida com uma máscara e sairia por aí ajudando pessoas que muitas vezes vão te culpar depois? Será que as pessoas são realmente dignas de serem salvas? É isso que Jessica Jones se pergunta no primeiros capítulos da nova série da Marvel para o Netflix.

Se você anda acompanhando o vídeos de Review Semanal no canal do site já deve saber que Jessica Jones foi uma das séries do segundo semestre mais esperadas não só por mim, mas por todos do meu convívio pelo mesmo, já que foram meses com zilhares de informações sobre a série.

marvel-jessica-jones-carrie-anne-moss-krysten-ritter

Mas bem, você quer saber o que eu achei da série né? Vamos lá: Primeiramente, já vou assumindo que assisti os 13 episódio em menos de 24 horas, o que já indica ser extremamente viciante ou eu tenho probleminhas. Bem, a história se passa na mesma área no nosso querido amigo Demolidor, o que dá aquela impressão de vamos ver alguma referência a qualquer momento, mas eu não estou aqui para dar spoiler e não vou revelar nada sobre isso.

Um das características principais da nova fase da Marvel é a mistura da fantasia com a realidade, afinal a série se passa na nossa realidade só que com alguns acontecimentos fantásticos, como o ocorrido em os Vingadores: Era de Ultron, mencionado na série como o incidente com os ET’s. Dá para perceber também que existem “classes” de super heróis como os que estão mais acima no caso dos Vingadores, que cuidam de grandes problemas, e os “dotados“, que vivem nas ruas fingindo serem pessoas comuns e cuidando de pequenos crimes. No caso do Demolidor combatendo a máfia e Jessica Jonnes, de acordo com muitos pela Internet a fora, combatendo um dos melhores vilões da Marvel, o psicopata/serial killer Killgrave, mais conhecido como Homem Púrpura (The Purple Man) nos quadrinhos.

MARVEL'S JESSICA JONES Luke Cage e Jessica Jones

Talvez você não saiba, mas nos quadrinhos Jessica usa um macacão branco e azul, e Killgrave é realmente todo roxo, o que não está presente na série, já que não combinaria com essa nova fase da Marvel, porém existem algumas referências a esse lado, o que é bem interessante para quem gosta de um lado mais fiel das histórias.

Falando de atores, eu vi uma verdadeira heroína em Krysten Ritter, que interpretou Jessica com uma mistura de garota durona e sentimental mostrando um lado humano e normal na protagonista, afinal nem só de combater crimes vive um herói. E gente, como eu tenho medo de David Tennant (Killgrave), que definitivamente serve muito bem para papeis de vilões.

Jessica Jones e Kilgrave

Enfim, acho que a única coisa que me incomoda em Jessica Jones é o fato de eu ter que esperar um ano para a nova temporada e dela sempre usar o mesmo jeans, o que não me parece muito limpo. hihihi

PS1: Trinity (Carrie-Anne Moss) que saudade!

PS2: Sei que não falei do Luke Cage (Mike Colter), mas isso não quer dizer que o ator não arrasou.

PS3: Assiste logo e me diz o que achou!


20/10/2015 - Categoria: Séries - Autor(a): Mariana Fernandes

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Encontrar séries sem nenhuma indicação é um dos meus hobbies favoritos, quem lê as minha resenhas de série à algum tempo, sabe que a maioria das que eu indico acabam sendo mais por achado do que por indicação. Tem vezes que passo horas e horas zapiando o bendito Netflix até encontrar uma preciosidade, como o caso de “Smash” ou “Não Confie na Vadia do 23”, e outras que simplesmente me aparecem de mão beijada como “Unbreakable Kimmy Schmidt” e o meu novo amor “Grace and Frankie” (p.s.: será coincidência as duas serem do Netflix?), que eu vou contar mais pre você agora!

Como comentei logo acima, “Grace and Frankie” é uma das mais novas séries originais do Netflix, lançada em maio de 2015, que veio para sambar na cara de sociedade. Pois por mais que seu gênero seja comédia, temas super atuais são lançados na nossa cara de uma forma que nos faz parar para pensar o básico: “E se fosse eu?”.

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O seriado conta a história de duas senhoras muito bem casadas a 40 anos, Grace (Jane Fonda) e Frankie (Lily Tomlin), que se odeiam por terem estilos bem diferentes e passam por uma situação bem peculiar. Seus respectivos maridos, Robert (Martin Sheen) e Sol (Sam Waterston), sócios de uma empresa de advocacia, assumem estarem apaixonados e namorando há 20 anos e agora querem se reparar para poderem casar.

Uma situação ótima para aquela música da Maísa: “Meu mundo caiiiu”, já que depois de 40 anos da casadas as duas já tinham mais do que certeza que o “Até que a morte nos separe” era válido para os seus relacionamentos. Aí vem as dores de cabeça de ter que explicar para os filhos, amigos e família uma coisa que as duas nem sabiam por onde começar. Além de que só elas, que se detestavam, poderiam entender uma a outra e a melhor maneira de superar era juntas.

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Em relação a diferença que eu já falei mais acima, Frankie e Sol eram um casal mais hippie, acolhedor, amante de arte e super apoiadores do natural, com dois filhos adotados de nomes estranhíssimos, já Grace e Robert viviam de aparências, luxo, um estilo de vida bem “ricos esnobes” e tinham duas filhas “perfeitas”. Essa diferença faz com que a história fique cada vez mais interessante, pois além das duas mulheres terem que se aturar para superar juntas a separação, os homens passam a se conhecer melhor e entender que nem tudo são flores.

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Ok, você me contou a história, mas o que garante que vai ser boa? Bem, além dos atores magníficos e ser uma produção do nosso amado e idolatrado Netflix, a séria é uma criação de Marta Kauffman a criadora de nada mais nada menos que “Friends” e Howard J. Morris o criador de “Eu, a Patroa e as Crianças”, ou seja, não pode sair ruim (confie que eu já assisti). Além do que, só são 13 episódios de 25 minutos, ou seja, dá para ver tudo em um dia sem ser muito asilado, como eu.

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O que mais me impressionou é que por mais tempo que “Grace and Frankie” tenham desde seu lançamento e a nota alta no IMDB, a série tem poucas críticas brasileiras, mas parte boa é que com isso não tem spoilers para lidar pela Internet afora. Ahhh, eu quase ia me esquecendo, a segunda temporada já foi confirmada! Veja o trailer. Espero que goste, me diga o que achou e se acontecesse com fosse, o que faria, ok?!