Modo Meu

Pan Am – liberdade feminina nos anos 60

24/03/2015 - Categoria: Séries - Autor(a): Mariana Fernandes

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Sabe quando uma pessoa tem dedo podre para encontrar séries que já foram canceladas? Se alguém é assim, já vou avisando que entrei para o clube com força total, e se você não acredita, dá uma olhada nas minha últimas resenhas e diz que eu não tenho talento pra isso. A cancelada da vez, que mesmo assim vale a pena assistir, é a série Pan Am, uma produção da Sony que tentou acompanhar o hype de Mad Men, mas infelizmente não teve sorte.

Pan Am é uma série baseada em acontecimentos históricos da década de 60 e em uma das empresas aéreas mais famosas do período, que dá nome a obra. Se você procurar no Google imagens de aeromoças desse período, provavelmente encontrará uma garota Pan Am, devido a forte referência que essas mulheres torceram a essa profissão. A empresa que começou em 1927, se baseou em estudos que afirmavam que funcionárias semelhantes a enfermeiras trariam maior tranquilidade ao passageiros, que naquele período, tinham muito medo de viajar de avião. Assim, só em 1944 a profissão de aeromoça foi criada, com a finalidade de servir e trazer maior conforto aos clientes e com outras diversas exigências as mulheres que seriam a nova cara da empresa.

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A garotas Pan Am ganharam uma maior independência devido a profissão cobiçadíssima pelas mulheres, afinal quem não sonhava de conhecer o mundo, sem falar na posição de independência que essas mulheres apresentavam. Mas para se encaixar nesses sonho, haviam regras e padrões que iam desde fardamento a peso, idade, corte de cabelo e principalmente estado civil, qual a série faz questão de apresentar logo no primeiro episódio quando uma das personagens diz: Garotas Pan Am podem exercer sua profissão até o casamento ou até completarem 32 anos, após isso precisam deixar os seus cargos.

O elenco principal é constituído pela equipe do vôo inaugural do Clipper 707, as aeromoças: Maggie (Christina Ricci), opiniosa e ambiciosa que não tem medo de quebrar as regas, Colette (Karine Vanasse), uma vítima da segunda guerra que se apresenta confidente e sonha encontrar um amor, Laura (Margot Robbie), a novata ingênua que fugiu do casamento em busca da independência, e Kate (Kelli Garner), irmã mais velha de Laura, que desde cedo seguiu seus sonhos de conhecer o mundo e ajudar o seu país; e os pilotos: Dean (Mike Vogel) e Ted (Michael Mosley). Uma equipe bem unida quando se trata de homens e mulheres, pois todos parecem se defenderem e se respeitarem, o que é bem incomum quando pensamos no sexismo dos anos 60.

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A série ainda apresentam situações do período, como a Guerra Fria, espiões americanos, as eleições de Kennedy, a revista Life, qual Laura acaba aparecendo na capa e se tornando uma pequena celebridade logo em seu primeiro dia de trabalho, entre outras situações, sempre apresentadas envolvendo uma das personagens femininas.

Devido a estética da série e o período de lançamento, ela é super comparada com Mad Men que é um sucesso, porém, não sei se foi a minha obrigação profissional de assistir que me deixou meio incomodada ou se foi outra coisa, mas até hoje eu me arrasto por ela e não consigo ter tanto interesse; e The Playboy Club que também aborda um lado feminino, mas com suas diferenças, o que confesso que me despertou um certo interesse.

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Infelizmente a série foi cancelada após o término na primeira temporada, por alegações de queda de audiência, contudo, porém, entretanto, ainda recomendo Pan Am (é bom né, pois se não fosse pra recomendar esse post não faria sentido), pois me encantou bastante ver o lado feminino dessa época sem ser aquelas donas de casa padrão e os preconceito em cima de mulheres diferentes desse estilo, como eu vi em Mad Men. Bem, fique com o trailer e divirta-se! Ahhhhh, quase ia me esquecendo, tem no Netflix.


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