Modo Meu

Categoria: Design Gráfico

26/07/2017 - Categoria: Design Gráfico - Autor(a): Mariana Fernandes

Falar em público nerd atualmente é ouvir que ter essas características está na moda, que agora o mundo ama essa galera que curte cultura pop e que consome enlouquecidamente o que os representam. Realmente, encontrar produtos nessa linha ficou bem mais simples. É possível encontrar camisas de super heróis em lojas de departamento, capas de cadernos de filmes de ficção feitas por grandes empresas e adquirir colecionáveis nas livrarias populares. Mas são produtos pensados para esse público ou só possuem o visual que os atraem? Além do que, esse tipo de segmento é facilmente encontrado em todas as áreas de produto? Para os planners, não.

Mas antes disso, o que é planner mesmo? Este produto chegado a pouco tempo no Brasil, tem força no mercado internacional e consiste em uma agenda com foco em organização que serve de ferramenta para usuários que desejam planejar seus meses, semanas e dias. Na sua maioria apresentados em cores rosas, com flores ou grafismos delicados, os atuais produtos possuem um estilo feminino, deixando pessoas que não se encaixam nessa linha sem opções.

Pensando nas pessoas que não conseguem, de alguma forma, se adequar aos produtos já existentes, o Big Plan foi criado baseando-se em datas nerds/geeks/gamers como Star Wars Day, aniversário de Isaac Newton e o dia em que a Nintendo foi criada. Uma agenda com uma proposta de trazer liberdade de uso aos seus usuários, permitindo ser iniciada em qualquer época do ano, por não ser  datada, trazer mais conhecimento, por meio das datas e textos, além de espaços igualitários para serem usados de acordo com a necessidade. Por mais que apresente uma maioria nerd, este item foi desenvolvido para se adequar a qualquer necessidade que envolva organização.

Atualmente, o Big Plan está buscando financiamento coletivo pela ferramenta de crowdfunding Catarse, com que pessoas físicas ou jurídicas possam ajudar na produção em troca de recompensas que vão de nomes nos agradecimentos, até o próprio planner. Neste caso, é possível adquirir a agenda e outros itens presentes nos kits com as recompensas de 90, 100, 120, 140, 160, 170, 200 e 300 reais, ou acima de 1.000 reais para que tiver o interesse de revender. Caso a o objetivo seja ajudar sem necessariamente levar o produto principal, ainda existem opções de 10, 20, 30, 40, 60, 70 reais.

Para saber mais sobre o projeto, basta acessar o link da campanha no Catarse, que possui vídeos explicando o projeto e mostrando em detalhes, e as redes sociais com novidades diárias.


13/10/2016 - Categoria: Design Gráfico - Autor(a): Mariana Fernandes

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Você que acompanha o blog ou nossas redes sociais, já deve estar cansado de saber que esse ano nós vamos para o Pixel Show. É o segundo ano consecutivo que fazemos parceria, mas o primeiro que teremos a experiência de conhecer um dos maiores eventos de criatividade da América Latina. E você também deveria conhecer!

O que mais escuto ou me perguntam por essa Internet é como aprender design. Se faz faculdade, ou não faz, se investe em cursos de programas ou não, se compra o livro, ou só ler umas matérias na internet e por aí vai. E a minha resposta é sempre a mesma: “O mais importante é fazer com que o design sempre esteja presente no seu dia-a-dia“, seja olhando referências, lendo livros, indo pra aula, vendo vídeos de tutoriais, tendo uma conversa com os amigos. Não adianta de nada comprar uma livro e não ler, faltar a aula da faculdade, não prestar atenção e pior, não exercitar.

Uma das coisas que ninguém pergunta é: “E ir para eventos da área, vale a pena?“, pois é, essa é a questão, vale muuuuito a pena INVESTIR em eventos. Ir a palestras, participar de workshops, conhecer outros profissionais é extremamente enriquecedor, pois nos eventos podemos imergir no assunto e ganhar muitas experiencias enriquecedoras. Por isso decidi criar esse post dando dicas de como curtir o Pixel Show sendo pagante ou na faixa.

pixelshow-2015-workshops

Pagante

Você que decidiu gastar o seu rico dinheirinho como o evento (se ainda não, o nosso código de desconto é: MODOMPXS16), tem o direito de ver todas as palestras, ou seja, ter o contato com uma galera monstra da gringa e aprender um pouco o que tem por lá (clique aqui para conhecer os palestrantes).

Porém, contudo, entretanto, todavia, se você decidiu investir ainda mais, vários workshops estão disponíveis. Inclusive  os meus favoritos, quais estou com uma dor no coração por não poder ir. Eles são: Linóleo com Carola Trimano, Carimbo com Miolo Frito, Estamparia com o Estudio Abelha, entre outros que você pode ver aqui.

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Gratuito

Já se você não está com grana o suficiente para investir no ingresso do evento, ou nos workshops, tem problema não, o evento possui o hall de expositores onde você pode perambular gratuitamente, conhecer alguns produtos, comprar umas coisinhas e conversar com a galera que está por lá. Confia em mim, isso já é de um ganho que não dá para contar.

Entre os vários expositores estão: a Banca Tatuí, que possui vários projetos independentes a venda, Kamikaze Publicações, PoscaMoleskine, Pantone, Wacom, Tattoo Festival entre outros, que você pode ver nesse link AQUI.

Bem, é isso! Espero que use essas dicas e quem sabe a gente se vê por lá ou no Youtube, que vai sair muito vídeo legal! :D


23/03/2016 - Categoria: Design Gráfico - Autor(a): Mariana Fernandes

Matérias-públicas

Sabe quando uma marca te dá orgulho só pelo fato dela criar produtos diferentes, de qualidade e ser das terrinhas tupiniquins? Pois bem, hoje vou falar de marcas de papelaria que me fazem pirar a cada lançamento.

Esse ano parei para prestar mais atenção ao cenário de papelaria no país, um dos motivos foi por causa do planner que eu fiz e devido a aceitação de alguns leitores estou pretendendo fabricar para o final desse ano. E outro motivo é por que faço pós em design editorial e tenho que ficar ligadas nessas coisas, por mais que muita gente só pesquise mais sobre revistas, livros e jornais.

Sempre achei que as grandes papelarias brasileiras não se atualizam muito em relação ao design dos seus produtos, é sempre a mesma coisa, se não são lançamentos de desenhos animados, são capas aleatórias que se repetem anos após ano, tipo aquela linha mais baratinha da Tilibra que só me lembra as artes do Windows XP (P.S: Tilibra, desculpa aí, mas continuo amando de ‘cunforça’ as suas pautas azuis, tá?), por isso passei anos e mais anos comprando as linha mais simplonas, já que eu não gostava de nada mesmo.

Durantes as minhas andanças pela Internet a fora, aí sim encontrei o paraíso em quatro marcas que babo… ops, vejo quase que diariamente. Além de ser tudo muito lindo, o que me faz mais amar é que é tudo feito aqui, desde a pauta do caderno, o projeto da capa, o tipo de encadernação, enfim cada detalhe é feito e pensado por brasileiros que provavelmente estavam fartas de ver a mesmice e fizeram alguma coisa sobre isso criando seus projetos independentes. Eles são:

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Meg & Meg – Criada recentemente pela Jessica Blanco, a marca começou lançando uma linha com 3 cadernos, duas duplas de post-is, um post-it de planejamento semanal e marcadores de página, que são as coisas mais fofas desse mundo. O legal dessa marca é que além dos produtos serem muito bem tralhados e  cheios de detalhes, a dona é bem presente nas redes sociais, sempre respondendo todo mundo, mostrando novidades e dicas de organização. P.S: Final de ano, de acordo com a própria Jessica, vai ter lançamento do planner da marca.

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Detail Papelaria – Mais pertinho de mim, a Detail é de Recife e possui uma variedade espantosa de tipos de cardeninhos, agendas, bloquinhos de todos os tamanho repletos de muita cor e estampas lindíssimas. Diferente das demais, ela não possui loja online, só loja física e vende pelo Instagram, o que eu acho um pouquinho mais complicado. Cheguei até a pensar em passar um fim de semana em Recife, já que é tão perto, para poder passar horas e horas olhando cada produto minuciosamente! hehehe

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Donna Dolce – Marca famosa entre as blogueira de moda e os recebidos do mês, ela foi uma das primeiras papelaria a lançar o planner para blog e o planner de organização em parceria com o blog “Morando Sozinha”, seguido do live planner. Além de todos esses organizadores, ela também tem uma coleção de caderninhos bem fofos e uma versão de scrapbook IGUAL o do filme “Up – Altas Aventuras”, me fazendo babar horrores. Ahhhhh e não posso esquecer da Dolce Box, uma caixa surpresa com vários produtos da loja, qual eu acho genial!

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La Pomme – Conheci através do blog “Delineado Gatinho”, que é da irmã da dona, quando era uma marca de produtos personalizados, o que já me fazia pirar, pois assim eu ia poder personalizar TUDOOOOO na vida. Mas aos poucos a marca também foi ganhando força com coleções próprias e os planners lançados no final do ano passado, com a mesma pegada de personalização de capa e tal. Vi alguns unboxings e é impressionante o cuidado que a marca tem em enviar o produto, não dá nem vontade de abrir.

Bem, essas são as minhas 4 marcas xodós de papelaria, se você tiver alguma que ame de paixão, indica nos comentários que eu também quero conhecer! :D


16/09/2015 - Categoria: Design Gráfico - Autor(a): Mariana Fernandes

Não Julgue o livro pela capa e sima a editora

Como alguns já sabem, em agosto comecei uma nova jornada pelo mundo da pós-graduação (se não sabe, segue a gente nas redes sociais pra saber de tudinho), cursando a primeira turma do curso Design Editoral do meu querido Estado. E como perguntei nas redes sociais se alguém gostaria de saber sobre as minha impressões (vou fazer em vídeo e quando tiver é só acessar aqui), vou começar logo por uma pensamento que compartilho desde antes dessa nova jornada.

Não julgue o livro pela capa e sim a editora diz o título do post, mas você consegue pensar o por quê? Bem, na minha primeira disciplina da pós que consiste na “História da edição e do design editorial“, tivemos como avaliação a reflexão do que é um livro e a transferir esses pensamentos para uma manuscrito feito por muá, por causa disso tive que aprender técnicas de proporção áurea, que basicamente é como dividir a página para encaixar os textos (ou como dizemos nas aulas, quando estipulamos uma mancha gráfica), como calcular, cortar, escrever cuidadosamente pensando em todos os espaçamentos e grafismos e finalmente passar pelo julgamento do professor.

não julgue o livro Não julgue o livro pela capa e sim a editora

Além de todos esses processos conversamos muito sobre a importância do livro impresso em uma época extremamente digital, onde existem e-readers e uma guerrinha de preferências, que eu honestamente considero ridícula. Nessas conversas chegamos na conclusão de que o livro impresso atualmente tem que ter um “algo a mais” para que as pessoas encontrem a necessidade de comprá-lo e que o digital ainda não pode ser considerado a melhor opção, porque sinceramente ainda não foi encontrado uma forma que possam ser lidos todos do tipos de livros, por exemplo os de receitas que fazem um grande uso de imagens e grafismos que os e-readers não integram muito bem com o conteúdo, porém esse formato traz uma acessibilidade enorme para novos autores e menos dor nos braços para os leitores de Game of Thrones (hihi).  P.S: eu também tenho uma monte de e-books, não precisa me odiar senhor amante de e-book.

Bem, mas o que isso tem haver com o título? É desse algo a mais que o livro precisa ter que eu quero falar, e isso definitivamente não é culpa do autor ou da história. No mercado atual, zilhares de livros são lançados diariamente não é mesmo? Agora me responde: o que nos vai fazer querer uma determinado título, em vez do outro?  A história? Sim, mas o que vai me fazer achar o livro para ler a sinópse e acabar me interessando? A capa? Também! Mas melhor do que só a capa do livro é o projeto como um todo, os extras, o cuidado com detalhes, a preocupação com a folha e a leitura de quem está comprando, imagens e por aí vai. Afinal, pensa comigo, se a capa foi a única coisa importante, eu posso fazer uma capa “nhê”, colocar no word e mandar imprimir, mas o que isso me impede de comprar o e-book, já que a capa é a mesma do cartaz do filme que saiu mês passado, e não tem nada que me faça querer o impresso?

Não julgue o livro pela capa e sim a editora Não julgue o livro pela capa e sim a editora

Quando olhamos uma pilha de livros na livraria e achamos 80% deles dessa exata forma que eu acabei de descrever, é culpa de quem? Com a capa do filme, com uma diagramação cansativa (sim, isso existe e é bem frequente), como um feito de qualquer jeito tão visível que me deixa abismada, é culpa de quem? Do autor, da história, ou da editora que não teve a mínima preocupação com o projetos, a história e o comprador? Quantas vezes você já parou e pensou, por que a capa desse livro não poderia ser igual a da versão gringa? Será que eles se preocupam com esse algo a mais que eu estou falando? Não, imagina! (ironia alert)

Lógico que eu não estou aqui falando de todas as editoras brasileiras, afinal tem muita coisa ruim espalhada pelo mundo e muitas preciosidades nas terrinhas Tupiniquins, mas acho que isso é bem frequente no nosso Brasilzim de meu Deus e esse meu pensamento compartilhado ajuda com que o público tenha uma visão crítica sobre esse assunto e possa sim, cobrar trabalhos com maior qualidade. Vendo toda essa falta de qualidade por um lado bom, isso ajuda com que pequenas editoras que possuem essa preocupação se destaquem no mercado e nos tragam obras dignas de coleção. Mas e aí, o que você acha desse meu pensamento? Concorda, descorda? Vamos conversar!


12/05/2015 - Categoria: Design Gráfico - Autor(a): Mariana Fernandes

capa_tipografia

Todo designer sabe que o processo de criação se baseia em boas referências visuais e uma boa base para trabalhar, e uma dessas bases é a tipografia, onde podemos criar do zero, aquelo que demanda um conhecimento específico muito grande, ou usar fontes prontas, com a possibilidade de alterar e deixar de acordo com o que desejamos.

As tipografias são algo extremamente importante em uma construção visual, pois se pararmos para observar, podemos notar que existem peças gráficas que só fazem uso do artificio tipográfico, como em alguns logotipos ou peças denominadas “all tipe“. Pensando em toda essa importância e a dificuldade que muita gente tem de encontrar boas famílias tipográficas, é que vou indicar 5 sites gratuitos, ou quase, pra você inovar nas fontes.

Se buscarmos no Google por fontes gratuitas o primeiro site que iremos encontrar é o dafont, que no começo dos meus aprendizados era mais que o suficiente, mas o que eu não sabia na época é que tipografia é coisa séria, uma arte que é preciso de muito trabalho e estudo para fazer uma família (alfabetos tipográficos com variações) como: regular, bold, italico e assim vai. Mas voltando ao assunto, o que esse específico site nos dá são fonte piratas, ou seja, copias de fontes pagas e muitas vezes, ou em todas elas, bem mal feitas, podendo trazer mais dificuldade ao nosso trabalho. Não vou ser hipócrita e dizer que nunca tornarei a usar, pois afinal, sempre existe a hora do desespero, mas com opções legalmente gratuitas acredito que essa será mais do que a minha última opção.

Fontfabric

1. Font Fabric

Um site pequeno que possui cerca de uma centena de tipografias sendo boa parte delas gratuitas. Mas vem cá, como você sabe que elas são legais? Bem, ao baixar esse tipo de fonte, junto com ela vem um pdf que consiste em uma autorização de uso que vai te dar a garantia para usar a fonte.

Font Squerrel

2. Font Squirrel

Com o mesmo esquema do site anterior (na verdade, todos o que eu ou indicar tem esse certificado), o propósito desse site é liberar apenas uma classe da família tipográfica para que você use, goste e tenha certeza da compra das demais classes da família. Uma boa técnica de venda que nos beneficia, pois podemos testar a fonte e ter a certeza da compra.

Freebirsbug

3. Freebiesbug

Uma site não apenas de tipografias, pois possui vetores, mockups, templates e por aí vai. O Freebiesbug traz uma diversa gama de fontes que chega até cansar de buscar.

ten dollar fonte

4. Ten dollar fonts

O único site oficialmente pago, o “Ten dollar fonts” vai bem ao pé da letra, pois todas as fontes ofertadas possui o valor de compra de 10 dolares. Já comprei fontes nesse site e não me arrependo, pois sei que vou ter um pouco mais de exclusividade, por isso indico para a criação de identidades visuais.

google fonts

5. Google fonts

Muita gente não sabe a quantidade de serviços que o Google oferece, e tipografia para web é uma deles. Sites, aplicativos e outros trabalhos que rodeiam a internet necessitam de fontes específicas para a internet. A alguns anos atrás estávamos limitados a fontes específicas do computador, como arial e times, depois desse e outros sites, temos uma melhor possibilidade de customizar nossos trabalhos digitais, além do uso nas demais peças gráficas.

Depois de 5 opções de escolha, com certeza você vai ter um bom e vasto material para coletar! Sei que a maioria é bem atual com um estilo meio hipster, mais com um bom garimpo, você vai encontrar o que procura.