Modo Meu

Categoria: Literatura

08/08/2017 - Categoria: Livro - Autor(a): Dyego Cruz

Como já dizia Stan Lee através do Tio Ben, “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades“, mas já parou para pensar se todos os seres que conseguissem poderes sobre-humanos somente se importassem em impor a sua vontade e soberania para dominação de nações?

É exatamente o que Brandon Sanderson passa para nós nesta obra chamada Coração de Aço, Livro I da série Executores, publicada no brasil pela editora Aleph. Com uma narrativa tensa, as vezes eufórica, e com capítulos curtos (ótimo para você que não curte parar a leitura no meio de um capítulo), este livro prende a sua atenção e é tipo assim, MUITO difícil de parar a leitura.

A história segue sem muita enrolação e sempre direto ao ponto que precisamos chegar, até mesmo quando estamos dentro da cabeça do narrador e personagem principal, David. Um garoto que viu seu pai ser morto pelo imponente Coração de Aço, e milagrosamente conseguiu escapar da vista de seu algoz. “Eu já vi Coração de Aço sangrar. E o verei sangrar novamente” é o seu bordão principal, mas é só isso que posso revelar por enquanto hehe.

Pois bem, passando um pouco dessa breve introdução, este é um livro de ficção de uma realidade distópica, formada e dominada pelos que são chamados de Épicos, pessoas que ganharam poderes dignos de heróis e vilões após um evento misterioso chamado Calamidade, que nesse primeiro volume aparentemente não tem lá tanta importância, já que é comentado apenas como uma data e nada mais é detalhado. David dedica sua vida, literalmente, a estudar os Épicos e se juntar aos Executores, um grupo “rebelde” que luta contra a opressão destes seres com poderes misteriosos.

Existem diversos diálogos sobre as motivações de cada integrante do grupo e fica claro qual o papel de cada um e como também não podia faltar, muita coisa não é o que parece ser, e outras parecem ser bem mais do que parecem. Meio complicado de entender, mas se eu começar a explicar então a história vai perder a graça.

Algumas gírias são introduzidas nos diálogos, como “slontze“, “faíscas” e também “calamidade“, cada um deles utilizados de maneira bem colocada ao que se propoem ser, afinal prefiro que cada um interprete da maneira que melhor lhe convir, então não vou dar muito significado caso não tenha lido o livro ainda.

Mas resumindo, este é um livro que você vai terminar bem rápido e ficar com o coração a ponto de explodir durante alguns acontecimentos e partido quandoa história chegar ao fim. Espero que venha logo o próximo da série e que contine tão bom quanto esse primeiro.

Link para compra do livro ;)


13/02/2017 - Categoria: Livro - Autor(a): Israel Del Duque

Se você assistiu a adaptação do livro para cinema, lançada em 1997, esqueça o que viu. Bom, pelo menos em parte.

Após o sucesso de Jurassic Park, não tardou que Steven Spielberg (e claro, os fãs do filme/livro) pressionassem o autor, Michael Crichton, a escrever uma sequência. Assim, no ano de 1995, foi lançado o livro O Mundo Perdido, adaptado para os cinemas com o nome de Jurassic Park: The Lost World.

A história se passa seis anos após os acontecimentos do primeiro livro, e começa com uma expedição para a Ilha Sorna, próxima à Ilha Nublar – onde, no primeiro livro, seria o Parque dos Dinossauros. A Ilha Sorna é basicamente a “central de produção” dos dinossauros que comporiam o Parque, no entanto foi abandonada depois da tragédia ocorrida no primeiro livro.

Em  O Mundo Perdido, o paleontólogo Richard Levine decide explorar a Ilha Sorna com o objetivo de ver de perto o comportamento dos dinossauros quando em grupo. O homem acaba forçando o Dr. Ian Malcom (sim, ele está de volta, assim como no filme!) a fazer uma expedição para a ilha, no entanto acaba indo sozinho antes do combinado. Malcolm, ao descobrir a empreitada de Levine, forma uma nova equipe – contando, inclusive, com as crianças Arby e Kelly, que acabam indo para a Ilha Sorna escondidas no trailer preparado para a expedição – para resgatá-lo, pois diversas vezes avisou dos perigos que paleontólogo correira na ilha – aparentemente a tragédia na Ilha Nublar não tinha sido perigosa o suficiente para convencê-lo do contrário.

Outra expedição – organizada pela empresa Byosin, rival da InGen (responsável pelo Parque) – também vai para a Ilha Sorna, com o objetivo de roubar ovos dos dinossauros que ainda habitam o local. No meio da história, a Dra. Sarah Harding, que havia sido convidada para a expedição de Malcolm, acaba se encontrando com o grupo da Byosin, e vai para a ilha junto com eles, mas é abandonada à própria sorte depois de um acidente no percurso. Com muito custo, consegue se salvar e logo encontra a equipe de Malcom, que não tarda a descobrir os planos da outra expedição e, entre dinossauros perigosos e famintos, tenta os impedir.

Sarah, aliás, é uma das personagens mais importantes do livro, e se faltaram as frases épicas de Ian Malcom – presentes no anterior – , aqui fomos compensados com as excelentes lições da Doutora, que mostra algumas vezes à jovem Kelly Curtis que ela pode ser quem ela quiser, independente do que pensem dela. Para os leitores de Ficção Científica – e para o gênero em si – isso pode ser até uma quebra, uma vez que as mulheres são pouco ou nada presentes neste universo, e, quando aparecem, são representadas por personagens secundárias e sem nenhuma relevância.

“- O que você quis dizer com ‘meninas não são boas em matemática’?

– Bem, é o que todo mundo diz.

– Todo mundo quem?

– Meus professores. (…) E as outras crianças me chamam de crânio. Coisas assim. Sabe como é.

– (…) Se eles dizem isso você deve ser muito boa em matemática, hein?

– Acho que sim. (…) Mas o negócio é que os meninos não gostam de meninas espertas demais.

(…) Ah é?

– Bem, é o que todo mundo diz…

– (…) Kelly, mesmo tão nova, tem algo que você pode aprender agora mesmo. Durante toda a sua vida, as pessoas vão te dizer coisas. E, na maioria do tempo, provavelmente 95% do tempo, o que elas lhe dirão estará errado” (Pg 287)

“- Por toda a sua vida, outras pessoas vão tentar tirar suas realizações de você. Não faça isso consigo mesma.” (Pg. 466)

Diferente de Jurassic Park, O Mundo Perdido tem um tom mais aventuresco. Em grande parte do livro, os dinossauros aparecem sendo observado por Levine e os outros, e vamos nos deparando com um mundo fantástico habitado por essas criaturas e como elas se adaptam e comportam naquele ambiente que parece ser bastante hostil. O real perigo – para os humanos – aparece mais para o final do livro, e não são poucos os momentos em que perdemos o folego e ficamos tensos, torcendo para que os personagens consigam escapar dos espécimes mais perigosos.

Obviamente, os apuros pelos quais passam os personagens principais são causados pelos homens da outra expedição, que provocam alterações no ambiente, e, consequentemente, atiçam o instinto das criaturas mais perigosas presentes na ilha. Novamente a ambição do homem causa estragos – e felizmente (spoiler) eles não se dão bem.

Em linhas gerais, o filme adapta a história base do livro, mas segue por caminhos diferentes. No livro os homens da Byosin sequer chegam a sair da ilha, enquanto que no filme não só eles escapam como levam consigo uma das criaturas para a cidade, e os estragos a gente já imagina. Algumas alterações em relação aos personagens e elenco também são feitas (o garoto Arby sequer existe no filme, por exemplo), mas, como as narrativas divergem, o que é comum em adaptações literárias para o cinema, não faz muita diferença no final.

Por se tratar de uma história diferente da que estamos acostumados (a do filme, no caso), o livro vale o investimento. A edição – mais do que caprichada – da Editora Aleph foi feita tendo como base a inversão das cores utilizadas no primeiro volume, e segue a mesma diagramação deste, além de contar com um mapa da Ilha Sorna que indica os caminhos utilizados pelos personagens e a exata localização dos ninhos das espécies presentes no livro.


18/01/2017 - Categoria: Livro - Autor(a): Mariana Fernandes

Sabe aquela famosa frase que toda pessoa mais velha fala sobre o objetivo universal do ser humano?! Aquela que diz assim: “Escreva um livro, plante uma árvore e tenha um filho.”, não nessa ordem especificamente. Será mesmo que depois dessa nova classificação “Livro de Youtubers”, escrever/publicar um livro é algo tão incrível assim?

Lembro que antigamente ter um livro publicado era coisa de outro mundo. Vivências assim só poderiam ser equiparadas a aparecer em um filme, participar de alguma coisa na tv ou ter um cd lançado, mas nada tinha um status mais intelectual do que um livro publicado.

Na minha família tem uma daquelas pessoas que sempre estão níveis acima de qualquer outra, o meu tio bisavô. E sim, ele ainda está vivo! Pois bem, ele foi o filho dos estudos, aquele filho qual os pais escolheram para focar nos estudos e assim ele fez: dois bacharelados, um mestrado e se tornou professor das duas universidades públicas da cidade, sendo que uma delas está entre as maiores universidades do Brasil. Mais o que eu quero dizer com isso? Depois de anos de mundo acadêmico, lecionando e ganhando respeito na sua área, ele enfim realizou o seu “último objetivo”, publicar um livro. Honra maior do que essa só se ele fôsse convidado a ser um imortal (Academia de Letras).

Uma história – como diz o meu avô – bem dificultosa, hein?

Em épocas de crises editoriais é estranho ver 4 ou 5 livros com a classificação “Youtubers” sendo lançados por mês com uma velocidade astronômicas que só quem trabalha na área consegue perceber. Será que esse conteúdo está sendo realmente bem trabalhado? Bem editado? Passou por um tempo de amadurecimento por parte do autor? Sem querer ser ácida, mas já sendo. Tem deles que nem amadurecimento da vida passou.

O livro de Youtuber aparentemente se tornou uma artifício editorial para vendas certas. Como assim? Se o youtuber X tem 100 mil inscritos, vamos dizer que 20% desse público esteja disposto a adquirir um produto atrelado a imagem daquela pessoa, não importa o que. Isso que dizer que por baixo a editora já tem 20 mil vendas “garantidas”, o que são números bem válidos. Imagine que 100 mil não é nada, quando se trata de personalidades que possuem na casa de milhões.

Esse artifício veio lá de traz, no começo da fama de blogs, quem tinha bons textos e que se destacava na internet, depois de muito trabalho recebia um convite ou conseguia um tempinho com editoras para tentar publicar um livro. Logo de cabeça lembro de Clara Averbuck, que conseguiu lançar vários livros com ótimas críticas, e Cristiana Guerra, que lançou como primeiro livro uma das obras mais emociantes que li, o Para Francisco.

É bem lógico pensar que blogueiros escreveriam bons livros, afinal eles possuem um experiência boa com textos. Pelo menos, como base no que ele escreve já dá pra imaginar o que será publicado não é mesmo?! Mas e um youtuber? Como vamos saber?

Sou meio fanática por coisas que saem da internet, tanto que a minha monografia – que Deus a tenha – foi sobre esses criadores de conteúdo. Acabo comprando livro, revista, camisa, caneca e por aí vai, de quem eu realmente curto. Tenho incontáveis revistas com a cara de webcelebridades, tenho o livro, já comprei aqueles batons dos famoso e utilizo do serviço de outros. Mas tudo que eu tenho é bom? Definitivamente, não!

Certa vez uma youtuber que eu me identificava muuuuuito, hoje nem tanto, anunciou que ia escrever um livro e ia ser de pequenos textos, ou seja crônicas. Poxa, logo fulana que tem profissão ligada a escrita, que de vez enquanto solta uns papos cabeças que eu curto, não tem como não ser bom. Então esperei um ano por isso. O livro lançou! Fui lá, comprei e comecei a ler antes que o famoso “tour de autógrafos chegasse”. Pois bem, na minha humilde opinião, o livro que era chamado de inovador pela própria, foi uma verdadeira enrolação. Não vou dizer porque, pois não quero ser linchada por pessoas que não aceitam opiniões diferentes das delas, mas então será que aquilo deveria ser publicado, ou será que não deveria ter uma publicidade focada em uma classificação no estilo infanto-juvenil/auto-ajuda ou coisa do tipo?

Estou falando que todo livro de youtuber é ruim? Claro que não! Do mesmo jeito que fui “enganada” por esse que contei, me surpreendi com outros. Também não posso criticar o gênero por completo, no final das contas esse novo estilo pode ser a primeira leitura de muitos jovens, como foi Paulo Coelho para mim (sim, eu lia e não vejo nenhum mal nisso). Só questiono se alguns livros mereciam estar no mercado, como o de crianças que jogam Minecraft e possuem muitos seguidores, biografias de pessoas que não chegaram nem perto dos 30 anos e nunca passaram por algo realmente válido para estar em impresso ou conteúdos com o nome de uma pessoa, mas criada por outra. Me parece um conteúdo tão vazio e tão existente por conta do dinheiro que aquilo pode acabar desmerecendo aqueles procuram fazer um bom trabalho.

Mas vem cá, quer muito bem dizer que se houvesse um convite, você não publicaria um livro?! Talvez sim, talvez não. Um livro publicado é o sonho de muita gente, mas cantar também é e isso não significa que  o resultado vai ser bom.


30/10/2016 - Categoria: Livro - Autor(a): Elizabeth Viana

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Olá pessoas?! Olha eu aqui de novo com mais um livro dela que é jornalista e escreveu livros maravilhosos, tais como O Inverno das Fadas, Feérica, O Reino das Vozes Que Não Se Calam (em parceria com a atriz Sophia Abrahão), sim ela que é integrante do Potterish e do podcast Rapaduracast. É ela, a que ganhou o prêmio Jovem Brasileiro de melhor escritora em 2011 e que ganhou ano passado o Vox Populi do prêmio norte-americano Shorty Awards. A senhora Fantástico, que é casada com o senhor Fantástico e Rei dos Dragões, Raphael Draccon, Carolina Munhóz… É, acho que exagerei um pouco, mas tem nada não. Eu sou assim mesmo.

Por Um Toque de Sorte começa exatamente no mesmo ponto em que Por Um Toque de Ouro terminou, Emily O’Connell devastada e perdida com a morte de seus amados pais (Padrigan O’Connell e Claire) e claro, com a perda do seu pote de ouro, que foi roubado pelo seu amor Arron Locky. E assim, depois de ter sido enganada, Emily jura vingança. Quer a todo custo o seu toque de ouro de volta e quer fazer com que Arron pague por ter “supostamente” matado seus pais. Nesse seu processo de vingança e contando sempre com a ajuda de seu GBF e fiel escudeiro Darren, ela descobre que não foi a única vítima do usurpador Arron, que antes de dar o golpe nela, tinha enganado outra pessoa… O lindão britânico Liam, que assim como Emily, também deu uns pegas no Arron, quer dizer, namorou com o Arron por um breve momento e também é herdeiro de uma marca famosa.

Em Por Um Toque de Ouro tudo está centrado na busca implacável por vingança, e juntos, o trio ternura Emily, Darren e Liam seguem suas vidas no estilo pai do Nemo, procurando por qualquer informação ou pista que possam os levar ao paradeiro desse ladino/lindo/pegador que só Arron sabe ser. Nesse processo eles descobrem que Arron está à procura de uma nova vítima e descobrem também que nem tudo está perdido, embora eles não possuam mais os seus toques de ouro, eles vão poder contar com um pouquinho de sorte sim, afinal são três pessoas compartilhando do mesmo desejo, e duas delas são leprechauns.

Então, de Dublin a Paris, de Rio de Janeiro a Hollywood, eles vão perseguindo os rastros de Arron e ao mesmo tempo descobrindo mais a respeito desse legado, desse negócio de fazer parte de uma linhagem sobrenatural mágica pouco usada e pesquisada.

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Ok… Acho que se eu passar daqui vai rolar spoiler e eu não quero fazer isso. Eu acho melhor vocês irem descobrindo certas coisas como eu descobri, lendo. Mas posso deixar aqui a minha humilde opinião, que não vale muita coisa, mas né?!?

Enfim, nesse livro a Emily “abriu mão” do seu mundinho de glamour e está muito mais madura, com um senso de responsabilidade que toda herdeira deveria ter e que nunca tem. Conhecer Liam também vai proporcionar vários momentos engraçados para nós leitores, e várias surpresas boas e ruins para a nossa querida Emily O’Connell. Nesse Por Um Toque de Sorte nós podemos ver, de maneira um pouco rapidinha, aquela coisa do monomito, Jornada do Herói (heroína, nesse caso) sabe, e apesar de ser rapidinha, está presente, está lá. O livro deu um saltão na evolução, Carolina Munhóz soube enriquecer algo que já era rico e terminou o livro de um jeito que poxa, a gente termina de ler e pensa: “Ué, cadê?! Quero o resto e quero já, pra ontem!”, mas como não é assim que funciona, e não é mesmo, nos cabe apenas ter paciência e esperar o terceiro e último livro dessa trilogia que eu já absolutamente adoro.

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26/09/2016 - Categoria: Livro - Autor(a): Dyego Cruz

a-guerra-do-velho_modomeuJá parou para pensar em um bando de senhores e senhoras de 75 anos indo pra um lugar desconhecido e ainda mais, lutar numa guerra? Pois é, de início o título do livro, a sinopse e até o plot podem bagunçar um pouco a sua cabeça e o rumo do que você pode achar que iria acontecer.

No meu aniversário de 75 anos fiz duas escolhas: visitei o túmulo da minha esposa, depois entrei para o exército.

A Guerra do Velho é um livro de ficção científica que acontece em um tempo onde a humanidade chegou na era das viagens interestelares e saem pelo universo a procura de planetas habitáveis para colonização. Narrada por John Perry, um senhor de 75 anos que viveu sua vida como escritor e perdeu seu a esposa para um derrame alguns anos antes do seu alistamento. Mas claro que as colonizações nem sempre são algo rápidas e muito menos pacíficas, então isso traz mais ação, estratégia e adrenalina na história.

A narrativa é bem dinâmica, ao ponto de que quase não notei que estava terminando (eBook não te dá a profundidade de saber quando o livro está acabando), e mostra toda a confusão que se passa na cabeça John e de seus amigos, afinal “como assim pessoas de 75 anos indo para o exército?”. E isso se torna cada vez mais misterioso até o ponto em que infelizmente não posso mais detalhar muito para não perder a graça e as surpresas que vem a seguir depois do alistamento. Jonh faz vários amigos nessa sua nova jornada, mas nenhum personagem é tão aprofundado quanto Jonh, mas vai ficando claro o motivo ao longo da trama.

Muitas raças alienígenas são citadas, mas como o foco real são os humanos e os seus problemas, apenas duas delas são inseridas de forma  a dar um rumo na história e concluir a trama. Nada que faça muita falta, pois por menos que sejam especificadas, isso já da um leque maior de possibilidades para a sua imaginação criar.

a-guerra-do-velho_contracapa_modomeuEsse tal alistamento é feito nas Forças Coloniais de Defesa (ou FCD), que é algo altamente rodeada de mistérios e nunca age na terra, tanto que a vida no planeta segue normal enquanto o universo é colonizado e defendido pelo exército das FCD.

O que posso dizer a mais é que além de todos esses idosos que estão embarcando num alistamento misterioso e que após sair da terra, são considerados como mortos, todos eles são realmente muito bem humorados, o que deixa tudo mais interessante e a leitura bem mais fluida do que vários outros livros que já li. Outra coisa é que assim como os soldados idosos ficaram altamente entusiasmados com o que acontece no tal “rejuvenescimento”, ou seja lá o que for que aconteça, com certeza você vai ficar também e ainda vai torcer para que uma das tecnologias utilizadas por eles possa realmente existir logo. Brainpal, apenas lembre desse nome.

É uma ótima história e bem estruturada com vários diálogos sobre a vida, conquista, guerra, diplomacia, patentes, tecnologia, humor e tudo mais que se pode esperar de uma ficção. John Scalzi realmente fez um trabalho espetacular ao criar e escrever essa fantástica história sobre um futuro dos humanos universo afora.

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