Modo Meu

Categoria: Livro

13/09/2016 - Categoria: Livro - Autor(a): Israel Del Duque

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Não, eu não participei dos eventos de lançamento do livro. Embora eu trabalhe numa livraria, calhou de eu pegar folga justo no dia do lançamento, e se tem uma coisa que eu não nego é folga num sábado. E quando você trabalha numa livraria, a última coisa que você quer fazer no dia da sua folga é ir pro local onde você trabalha, não importa se é o Papa que vai fazer evento. O fato é que eu peguei a cauda longa do evento no dia seguinte e vender tanto Cursed Child fez meu hype crescer tanto que eu não consegui esperar pela versão em português do livro.

Esse não foi o primeiro livro em inglês que eu li (o primeiro foi Alif, o invisível, também lançado pela Rocco, através do selo Fantástica, e resenhado aqui), e, felizmente não tive tantas complicações para ler. Vez ou outra o dicionário faz falta, mas num todo você consegue entender algumas palavras pelo contexto da frase. E isso porque  a estrutura do texto, diferente dos livros anteriores, não se prende muito a descrições e sim a diálogos. Para quem já leu O Auto da Compadecida e Auto da Barca do Inferno, a estrutura é bastante parecida, afinal é um roteiro de peça teatral, então não tem muita dificuldade. Tem sim, momentos em que o cenário e as roupas são descritas, mas uma vez que essa parte do texto passa, é fala atrás de fala, com algumas intervenções dando a entender tom de voz e expressões faciais. Tudo para que o leitor consiga imaginar bem a peça.

Ou minimamente bem, já que eu não consigo enfiar na cabeça como foram feitos os efeitos especiais para as magias utilizadas na história (e quando de magia, estou falando daquele monte de faíscas que a gente vê durante os oito filmes). Até fiquei com vontade de assistir a peça, não só por isso, mas também para ver as interpretações do novo elenco para cada personagem.

Tentando dar o mínimo de informações possíveis (afinal #KeepTheSecrets), a história começa exatamente onde fomos deixados no último livro e filme: Harry e Gina deixando os filhos em King’s Cross e Alvo questionando o que vai acontecer se ele entrar para Sonserina e não para Grifinória. De fato ele vai para a Sonserina, assim como Scorpio Malfoy, filho de Draco, que acaba por se tornar seu melhor amigo e companheiro das aventuras vividas ao longo de toda a peça/livro. E o que não falta são coisas acontecendo com esses dois. Para não falar demais, vou só deixar vocês com uma pergunta: o que seria possível mudar em toda a história de Harry Potter que conhecemos até agora, com um simples Vira-Tempo?

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Durante boa parte do começo do livro (talvez durante todo o primeiro ato e metade do segundo) eu encarei a história como não canônica por causa do tom. Parecia algo como um universo “E se” de Harry Potter, e embora eu tenha gostado muito dos personagens novos (Scorpio é o melhor personagem na minha opinião, mas Draco também está muito bom), sentia que algo estava muito estranho naquela história, mas não sabia dizer o que.

Após o fim da leitura eu posso dizer que gostei do livro, mas não é de longe o melhor da série. O final é muito bom, encerra bem o que foi proposto, entretanto, não acrescenta muito ao que já foi contado – mesmo a tal da criança amaldiçoada, [SPOILER – selecione o trecho para ler]que descobrimos ser uma filha de Lord Voldemort (foi o que deu a entender, apesar de tudo)[/SPOILER], não fica muio clara de quem se trata. Se a ideia não te agrada muito, pode passar sem ler que não vai fazer muita diferença. Inclusive acho desnecessária uma nova trilogia no cinema, após os boatos de que a Warner está negociando pra fazer um filme baseado na história. O roteiro não tem tanta coisa importante assim que não caiba num só filme – caso de Relíquias da Morte e de Ordem da Fênix. Este último sim merecia ser dividido em duas partes, porque muita coisa ficou de fora.

Por fim, Harry Potter and the Cursed Child é, sobretudo, uma história sobre pai e filho, com Harry tentando ser um bom pai – mesmo sem saber muito sobre isso, afinal o dele não estava vivo então não tem como se espelhar nele -, e Alvo tentando não decepcionar seu pai por não ser como ele era nos tempos de Hogwarts. Os colegas de escola julgam o rapaz o tempo todo, fazendo com que o peso de ser filho do grande Harry Potter pese mais sobre seus ombros do que dos de Tiago, seu irmão mais velho e, aparentemente, “o melhor filho”. Nesse ponto, a história que se desenrola no livro faz com que os dois percebam a importância de um para o outro e os ajuda a resolver esse conflito.

harry-potter-and-the-cursed-child_bookA versão traduzida do livro será lançada em versão brochura e capa dura com o titulo de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, pela Editora Rocco, em 31 de outubro e já está em pré-venda. Segundo a editora, a versão capa dura terá como base a versão britânica. Vale lembrar ainda que esta edição lançada (tanto a original, como a nacional) são as versões do roteiro de ensaio. A versão definitiva (com possíveis alterações) ainda não tem data de lançamento, mas pode acontecer em algum momento no ano de 2017.


03/08/2016 - Categoria: Livro - Autor(a): Dyego Cruz

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Espaço, A fronteira final

“Diário do blog” Data estelar 2016.8

Voltando finalmente a escrever resenhas de livros, hoje temos aqui o primeiro romance da autora A. C. Crispin baseado na série Star Trek, de Gene Roddenberry, que teve sua primeira edição publicada aqui no Brasil pela Editora Aleph em 1992. E como parceiros da Aleph, recebemos deles a sua nova edição.

Star Trek – Portal do Tempo é um livro bem curto para te deixar com gostinho de quero mais, mas para mim é do tamanho exato e é uma ótima opção tanto para quem já é fã e conhece tudo sobre o universo, Enteprise e a Frota Estelar, quanto para quem ainda é um marinheiro de primeira viagem e nem mesmo sabe do que se trata.

Star_Trek_Portal_do_Tempo-Prefácio

O período em que são contadas as histórias nesse e nos demais livros da coleção (que aguardamos ansiosamente hehe) ocorrem entre a ponte de comando do Capitão Kirk e do Capitão Jean-Luc Pickard. Sendo mais específico quanto ao Portal do Tempo, a história ocorre algum tempo após uma missão onde o “Capitão Kirk, Spock e Dr. McCoy descobrem que, durante uma viagem ao passado, Spock teve um filho. Agora, estão prestes a viajar mais uma vez através do portal do tempo a fim de salvar o garoto, antes que seu planeta seja destruído” (sinopse).

Assim como diz na outra parte da sinopse (por tanto não é spoiler), eles conseguem resgatar o tão inesperado filho de Spock, que fará de tudo para aprender tudo sobre a Federação, sobre a cultura vulcana, como agradar ao pai e outras coisas mais bem curiosas.

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Para você que é tripulante de Star Trek apenas pelos filmes de J. J. Abrams, pode até ficar um pouco desacostumado com alguns acontecimentos, mas a personalidade e carisma de todos os personagens continua a mesma. Já para você tripulante de primeira viagem, logo no início do livro tem uma apresentação de todos os personagens, e no final também tem algumas informações bem legais sobre o universo de Star Trek. Quem é fã e sabe de tudo, é só mesmo diversão e emoção nessa leitura.

E além de toda a dinamicidade e facilidade na leitura, algo que é bastante legal (pelo menos eu gostei muito), são as citações a outras missões já feitas pela Enterprise como nota de rodapé, informando qual a temporada e  o nome do episódio que tal fato aconteceu.

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Por tanto é um livro recomendado para todos e que com certeza vai conquistar você e te fazer viajar pelo universo enquanto uma invasão romulana está prestes a mudar o curso da história exatamente por causa do Portal do Tempo. ;)

Star Trek – Portal do Tempo no Submarino


02/05/2016 - Categoria: Livro - Autor(a): Elizabeth Viana

O Cavaleiro de Rubi

Olá pessoas! A minha última aparição por aqui foi quando escrevi um pouco a respeito do livro “O Trono de Diamante“, do autor David Eddings. Pois não é que eu recebi a tarefa de ler a continuação dessa história. Então, a dica de livro hoje é O Cavaleiro de Rubi“.

Como era de se esperar, o segundo livro começa onde o primeiro terminou. A rainha Ehlana ainda permanece enfeitiçada e Sir Sparhawk continua buscando a cura para a sua amada rainha. Quem leu o Trono de Diamante sabe que certo “fantasma” deu dicas a Sparhawk sobre como ele poderia curar Ehlana. Então, em uma corrida contra o tempo ele reúne mais uma vez os seus amigos e companheiros na busca pelo artefato que salvará sua rainha.

O Cavaleiro de Rubi - aberto

Enquanto Sparhawk segue em sua jornada épica, forças ancestrais de outro mundo começam a tramar contra o Campeão da Rainha e seus aliados. O cerco ao redor deles vai se fechando cada vez mais, os empecilhos vão aumentando e Sparhawk vai seguindo horas entrando em esquemas de guerras, horas buscando a cura para Ehlana e horas ajudando outras pessoas que vão aparecendo pelo caminho.

E é isso pessoal, continuo achando as mesmas coisas que eu achei do livro anterior. O Cavaleiro de Rubi é bem detalhado, na verdade ele é muito bem escrito. Ainda me é uma leitura bastante agradável, leve e divertida. Os diálogos possuem um leve toque de sarcasmo e a narrativa é bem delineada e compreensível. E que venha o terceiro e último, que venha A Rosa de Safira.


02/02/2016 - Categoria: Livro - Autor(a): Israel Del Duque

Capa_Alien_Modo Meu - Editora Aleph

É indiscutível que Alien é uma das franquias mais adoradas da cultura pop. E a novelização do filme serve muito para justificar o porquê disso.

Primeiramente, se você não assistiu ao filme, recomendo que faça o processo inverso e leia o livro primeiro. (Até porque em que mundo você vive que ainda não assistiu Alien? Ninguém nunca mandou você consertar essa falha de caráter?) E digo isso porque parece que o autor, Alan Dean Foster, utilizou roteiros anteriores ao final, como base para escrever o livro, e, portanto, cenas extras – mas que são extremamente pertinentes à historia – são encontradas. Afinal, trata-se de uma adaptação de um filme, então nada mais normal do que ter algumas mudanças com relação ao original. Quem aí nunca viu um filme que adapta um livro ou jogo e encontrou diferenças?

A história é basicamente a mesma do filme: um grupo de tripulantes é despertado pelo computador de bordo da nave rebocadora Nostromo, chamado de Mãe, pois receberam um sinal de SOS vindo de um planeta próximo. Logo após descobrirem que ainda estão longe da Terra, resolvem atender ao chamado, e pousam no planeta, sem encontrar nada a não ser alguns ovos estranhos. Um dos tripulantes sofre ataque de uma criatura que salta de dentro de um dos ovos, e é então levado de volta para a nave, para conferência. É então que a criatura escapa, e a ameaça toma conta da nave.

Interna_Alien_Modo Meu - Editora Aleph

Apesar de no filme a história se focar na Subtenente Ripley, interpretada pela então estreante Sigourney Weaver, no livro é possível ver bastante o ponto de vista dos outros personagens, como o do Capitão Dallas, por exemplo. Aqui o clima de claustrofobia e sensação de sufoco é sentido a todo momento, diferente do filme, em que o tom é mais próximo do suspense. Diversas são as vezes em que o gato de estimação, Jones, aparece e dá um susto nos tripulantes da Nostromo – e no leitor, por que não? – enquanto que na versão cinematográfica ele aparece umas poucas vezes. O tempo todo você fica esperando a criatura aparecer e fazer mais uma vitima, então surge o gato, fazendo barulho entre o maquinário da nave, ou mesmo correndo assustado do próprio Alien.

Algumas cenas, como a clássica do Alien saindo de dentro do Oficial Kane, são descritas de forma a fazer o leitor sentir certo nojo e repugnância, fazendo jus ao filme, que tão bem faz esse trabalho de impressionar o espectador.

Uma única ressalva sobre o texto é a forma como ocorrem as transições de cenas. Não consigo entender se vem do autor, da edição, ou mesmo da proposta de se adaptar um filme, mas as vezes eu me pegava lendo um dialogo entre dois personagens e na linha seguinte já vinha outro dialogo de outros personagens não presentes na cena anterior. Confesso que isso me incomodou um pouco, pois fazia os capítulos parecerem um pouco longos, e teria sido bem menos confuso se houvessem quebras de texto, delimitando melhor as cenas. Eu particularmente gosto de texto que tem pausas pra você respirar um pouco e processar o que leu antes de prosseguir, além de funcionarem como ponto para parar a leitura, e facilitar na hora de voltar de onde você parou.

Costas_Alien_Modo Meu - Editora Aleph

Sobre a edição, nada mais podia se esperar da Editora Aleph, do que senão um trabalho bem caprichado no quesito design – a tipografia utilizada pra emular textos de computador trazem uma imersão maior – , além dos extras inclusos. O livro começa com as páginas apresentando o titulo exatamente da mesma forma que o filme faz (algo que foi repetido, em clara referência, no recente Perdido em Marte, que também é do mesmo diretor de Alien), e logo em seguida traz uma nota do autor exclusiva à edição brasileira. Ao final, uma entrevista com Sigourney Weaver e outra com Ridley Scott, o diretor, que trazem algumas curiosidades sobre a produção do filme e complementam mais ainda a obra – e que me fizeram acreditar na base utilizada para o livro, que eu disse lá em cima.

Por fim, a fantástica capa que na minha opinião é uma das melhores da editora no ano de 2015, com uma textura emborrachada e laminada, provando mais uma vez que, apesar de estarmos na era do digital, ainda faz sentido comprar um livro físico.


04/01/2016 - Categoria: Livro - Autor(a): Mariana Fernandes

Capa_Uma pergunta por dia_Modo Meu

Segunda-feira começando e a gente pensa: “Agora sim começou o ano!”. Agora chegou a hora de começar para valer os novos hábitos, novas atitudes, aquela dieta e as promessas que deixamos para depois do feriado. Por isso hoje recomendo para você um hábito que comecei desde o dia 01 e espero resultados nostálgicos para daqui a alguns anos.

Não é de hoje que o livrinho “Q&A a day” está fazendo sucesso por aí, mas se você não sabe do que eu estou falando, calma aí que vem a explicação: o “Q&A a day” nada mais é do que um livro que faz perguntas diárias durante um ano, porém essas possuem espaço para 5 anos de respostas com intuito que você possa comparar as suas mudanças de pensamentos durante esse tempo. Sabem quando a gente encontra uma agenda ou diário de anos atrás e acaba passando horas naquela nostalgia, bem essa é a ideia.

dentro_Uma pergunta por dia_Modo Meu

Acho que só essa pequena explicação já deixou muita gente interessada, mas haviam alguns problemas para quem estava na loucura para ter um desses. Primeiro, é um livro importado e por isso acaba sendo complicado de encontrar nas terrinhas tupiniquins e segundo, é que por ser importado as perguntas são em inglês, o que não dá acesso para todo mundo, mas que acho bem legal para que está aprendendo a língua, já que acaba forçando a pessoa a pensar em inglês diariamente.

Vendo todo esse sucesso do livrinho e provavelmente pensando nessa parte de acesso, foi que a editora Intrínseca lançou a versão brasileira chamada “Uma Pergunta por Dia“, que ganhei no fim do ano (aliás, é um ótimo presente de amigo secreto) e estou respondendo regularmente todas as noites, até agora. Sei que até eu completar vão se passar muito tempo e vai ser um trabalhinho fazer isso, mas acho que parar uns 2 minutinhos por dia e fazer algo que não tem haver com trabalho, estudo ou a rotina do dia-a-dia, acaba fazendo um bem e por isso essa é a dica do hoje.

Espero que goste!