Modo Meu

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02/05/2016 - Categoria: Livro - Autor(a): Elizabeth Viana

O Cavaleiro de Rubi

Olá pessoas! A minha última aparição por aqui foi quando escrevi um pouco a respeito do livro “O Trono de Diamante“, do autor David Eddings. Pois não é que eu recebi a tarefa de ler a continuação dessa história. Então, a dica de livro hoje é O Cavaleiro de Rubi“.

Como era de se esperar, o segundo livro começa onde o primeiro terminou. A rainha Ehlana ainda permanece enfeitiçada e Sir Sparhawk continua buscando a cura para a sua amada rainha. Quem leu o Trono de Diamante sabe que certo “fantasma” deu dicas a Sparhawk sobre como ele poderia curar Ehlana. Então, em uma corrida contra o tempo ele reúne mais uma vez os seus amigos e companheiros na busca pelo artefato que salvará sua rainha.

O Cavaleiro de Rubi - aberto

Enquanto Sparhawk segue em sua jornada épica, forças ancestrais de outro mundo começam a tramar contra o Campeão da Rainha e seus aliados. O cerco ao redor deles vai se fechando cada vez mais, os empecilhos vão aumentando e Sparhawk vai seguindo horas entrando em esquemas de guerras, horas buscando a cura para Ehlana e horas ajudando outras pessoas que vão aparecendo pelo caminho.

E é isso pessoal, continuo achando as mesmas coisas que eu achei do livro anterior. O Cavaleiro de Rubi é bem detalhado, na verdade ele é muito bem escrito. Ainda me é uma leitura bastante agradável, leve e divertida. Os diálogos possuem um leve toque de sarcasmo e a narrativa é bem delineada e compreensível. E que venha o terceiro e último, que venha A Rosa de Safira.


02/02/2016 - Categoria: Livro - Autor(a): Israel Del Duque

Capa_Alien_Modo Meu - Editora Aleph

É indiscutível que Alien é uma das franquias mais adoradas da cultura pop. E a novelização do filme serve muito para justificar o porquê disso.

Primeiramente, se você não assistiu ao filme, recomendo que faça o processo inverso e leia o livro primeiro. (Até porque em que mundo você vive que ainda não assistiu Alien? Ninguém nunca mandou você consertar essa falha de caráter?) E digo isso porque parece que o autor, Alan Dean Foster, utilizou roteiros anteriores ao final, como base para escrever o livro, e, portanto, cenas extras – mas que são extremamente pertinentes à historia – são encontradas. Afinal, trata-se de uma adaptação de um filme, então nada mais normal do que ter algumas mudanças com relação ao original. Quem aí nunca viu um filme que adapta um livro ou jogo e encontrou diferenças?

A história é basicamente a mesma do filme: um grupo de tripulantes é despertado pelo computador de bordo da nave rebocadora Nostromo, chamado de Mãe, pois receberam um sinal de SOS vindo de um planeta próximo. Logo após descobrirem que ainda estão longe da Terra, resolvem atender ao chamado, e pousam no planeta, sem encontrar nada a não ser alguns ovos estranhos. Um dos tripulantes sofre ataque de uma criatura que salta de dentro de um dos ovos, e é então levado de volta para a nave, para conferência. É então que a criatura escapa, e a ameaça toma conta da nave.

Interna_Alien_Modo Meu - Editora Aleph

Apesar de no filme a história se focar na Subtenente Ripley, interpretada pela então estreante Sigourney Weaver, no livro é possível ver bastante o ponto de vista dos outros personagens, como o do Capitão Dallas, por exemplo. Aqui o clima de claustrofobia e sensação de sufoco é sentido a todo momento, diferente do filme, em que o tom é mais próximo do suspense. Diversas são as vezes em que o gato de estimação, Jones, aparece e dá um susto nos tripulantes da Nostromo – e no leitor, por que não? – enquanto que na versão cinematográfica ele aparece umas poucas vezes. O tempo todo você fica esperando a criatura aparecer e fazer mais uma vitima, então surge o gato, fazendo barulho entre o maquinário da nave, ou mesmo correndo assustado do próprio Alien.

Algumas cenas, como a clássica do Alien saindo de dentro do Oficial Kane, são descritas de forma a fazer o leitor sentir certo nojo e repugnância, fazendo jus ao filme, que tão bem faz esse trabalho de impressionar o espectador.

Uma única ressalva sobre o texto é a forma como ocorrem as transições de cenas. Não consigo entender se vem do autor, da edição, ou mesmo da proposta de se adaptar um filme, mas as vezes eu me pegava lendo um dialogo entre dois personagens e na linha seguinte já vinha outro dialogo de outros personagens não presentes na cena anterior. Confesso que isso me incomodou um pouco, pois fazia os capítulos parecerem um pouco longos, e teria sido bem menos confuso se houvessem quebras de texto, delimitando melhor as cenas. Eu particularmente gosto de texto que tem pausas pra você respirar um pouco e processar o que leu antes de prosseguir, além de funcionarem como ponto para parar a leitura, e facilitar na hora de voltar de onde você parou.

Costas_Alien_Modo Meu - Editora Aleph

Sobre a edição, nada mais podia se esperar da Editora Aleph, do que senão um trabalho bem caprichado no quesito design – a tipografia utilizada pra emular textos de computador trazem uma imersão maior – , além dos extras inclusos. O livro começa com as páginas apresentando o titulo exatamente da mesma forma que o filme faz (algo que foi repetido, em clara referência, no recente Perdido em Marte, que também é do mesmo diretor de Alien), e logo em seguida traz uma nota do autor exclusiva à edição brasileira. Ao final, uma entrevista com Sigourney Weaver e outra com Ridley Scott, o diretor, que trazem algumas curiosidades sobre a produção do filme e complementam mais ainda a obra – e que me fizeram acreditar na base utilizada para o livro, que eu disse lá em cima.

Por fim, a fantástica capa que na minha opinião é uma das melhores da editora no ano de 2015, com uma textura emborrachada e laminada, provando mais uma vez que, apesar de estarmos na era do digital, ainda faz sentido comprar um livro físico.


25/11/2015 - Categoria: Livro - Autor(a): Dyego Cruz

Capa_Cibestorm

Já parou para pensar se durante o natal começasse a ocorrer inúmeros acontecimentos estranhos, como a internet muito lenta em todo o mundo, falta de energia e água, notícias sobre possíveis invasões e sobre possíveis surtos de doenças? É fato que a nossa sociedade atual chegou a um ponto em que não consegue mais se viver sem a tão indispensável World Wide Web (WWW), ou como é popularmente conhecida por todos, a internet.

Toda essa nossa dependência, cada vez mais crescente, nos coloca exatamente em um dos pontos principais que Matthew Mather descreveu em seu livro Cyberstorm, publicado recentemente no Brasil pela Editora Aleph.

Com uma narrativa bem dinâmica, a história é contada por Mike, um pai de família que ganha dinheiro com sua empresa na internet, o que foi positivamente não muito aprofundada devido aos fatos que viriam a se seguir. Tudo começa quando de repente a internet começa a fica extremamente lenta e simplesmente sem nenhuma explicação plausível, começa também a faltar eletricidade e as comunicações falham na cidade de Nova York.

Ciberstorm_contra capa

Sem saber o que está acontecendo no mundo, ou mesmo na própria cidade, as notícias que se espalham começam ser cada vez mais controversas, causando alvoroço e muita confusão na civilização que até então era tido como “civilizada” e “preparada”. Os capítulos do livro estão divididos em dias e horas, sempre contando a partir do primeiro dia dos acontecimentos iniciais, que foram durante uma véspera de natal, o que torna a leitura ainda mais tensa pelo nosso cenário mundial atual e pela proximidade das festas (eu ainda estou muito paranóico). De certa maneira posso até comparar essa história com o terror de The Walking Dead, mas a diferença é que aqui ninguém sabe contra o que ou quem estão lutando.

Confesso que não tinha muita expectativa quando recebemos o livro, mas depois de começar, não consegui mais parar, pois o autor Matthew conseguiu colocar o leitor (no caso eu) na pele de Mike completamente e sentir toda a tensão e angustia que o personagem estava passando.

Além do quê, os diálogos sobre estar preparado e toda a dependência que temos não só em nossas casas, mas em toda a logística e economia mundial com a internet , são sensacionais. Nos fazendo refletir sobre tudo o que somos e o que sabemos e sobre o que ser humano não consegue mais fazer mesmo com toda essa tecnologia em suas mãos.

Ciberstorm_marcador e carta

Privacidade, segurança, o poder da falta de informação e o poder que as informações falsas causam nas pessoas em momentos de incertezas e ataques cibernéticos (Ciberataques) de um inimigo que não se sabe de onde vem e muito menos o por quê de estar atacando são muito bem pontuados em cada um dos diálogos mostrados nessa ficção científica. Que veio para mostrar o cenário de uma devastação que pode ser causada por “simples” ciberataques através da internet.

Espero que você dar uma chance a esse grande espetáculo e que depois venha dizer o que achou, pois garanto que essa leitura vai te deixar maluco quando entender que a internet de hoje vai muito mais além do que você pode imaginar.

Livro: Cyberstorm no Submarino


13/11/2015 - Categoria: Livro - Autor(a): Dyego Cruz

Capa_Sombra do Paraíso_Modo Meu

A corrida espacial e a procura por vida fora do planeta sempre foram assuntos que fizeram muitos viajarem em milhões de histórias e teorias e estudos, que falam sempre como deve ser lá fora e como raios seriam esses seres que podem ou não viver em outro mundo que não este que conhecemos. Claro que existem as pessoas que não curtem nem pensar nisso devido ao medo e a incerteza que esse e qualquer outro fato desconhecido possa afetar sua existência e tudo aquilo com que se está acostumado, mas acho que isso seria tema para outra ocasião.

Enfim, durante as últimas semanas andei lendo o livro Sombra do Paraíso, escrito por David S. Goyer (roteirista de filmes como Batman Begins e Batman – O Cavaleiro das Trevas) e o produtor de TV Michael Cassutt, publicado aqui no Brasil pela Editora Aleph.

contra capa_Sombra do Paraíso_Modo Meu

Com uma narrativa agradável e subdivida no foco de um personagem específico por capítulo, é possível acompanhar o pensamento e todas as aflições de cada um deles durante todos os acontecimentos que vão ocorrendo durante a  história.

O ano é 2016, quando de repente aparece no céu, ainda no espaço e fora da órbita da terra para ser mais específico, um enorme objeto não identificado e que foi batizado de Keanu. Sim, foi inspirado no ator Keanu Reeves de Matrix, que para mim pareceu ter sido por causa da sigla que se dá para Objeto Próximo a Terra em inglês, que seria NEO (Near-Earth-Objetc).

Detalhes_Sombra do Paraíso_Modo Meu

Após o aparecimento e parada repentina do estranho objeto bem próximo do planeta terra, inicia-se uma corrida espacial jamais antes vista no século XXI, onde a NASA e uma coalizão, que na minha opinião é bem inesperada, formada por  Rússia, Índia e Brasil se preparam para missões tripuladas para reconhecimento do estranho NEO.

Durante toda a preparação e durante a missão, são sempre mostrados todos os medos e anseios dos personagens, inclusive o do comandante da Destiny-7 (nave tripulada da NASA), Zack Stewart, que é praticamente o personagem principal e que chama a atenção por vários fatores, inclusive o de sempre tomar as melhores decisões (ou pelo menos foi o que achei).

Costas_Sombra do Paraíso_Modo Meu

Por ser o primeiro volume de uma série, claro que o final não poderia terminar com todos os arcos fechados completinhos para fazer com que o leitor que gostou do livro assim como eu fique na vontade do próximo, mas confesso que o arco final ficou um pouco aberto demais e foi meio corrido.

Mas além desse final estranho, de toda a história, toda a tensão e de todas as surpresas, o livro é realmente instigante quando se fala em busca do desconhecido e retrata bem vários termos técnicos, melhores atitudes que devem ou não ser tomadas por um astronauta/explorador e também várias referências as viagens espaciais que já ocorreram durante a história da humanidade. É uma aventura que conta um pouco da história da evolução tecnológica/espacial da raça humana e mostra uma maneira bem diferente de como lidar com o desconhecido.

Livro – Sombra do Paraíso no Submarino