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26/03/2014 - Categoria: Animação - Autor(a): Dyego Cruz

Frozen

É muito provável que você que está lendo este post agora já tenha ouvido falar e lido bastante coisas relacionadas a mais recente animação lançada pelo Walt Disney Animation Studios (53ª animação para ser mais exato), mas mesmo assim queria deixar aqui a minha opinião e também falar algumas curiosidades interessantes sobre o filme.

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Frozen conta a história de duas princesas do reino de Arendelle, as irmãs Elsa e Anna, que ficaram órfãs (diferente né? hehe) quando o navio em que seus pais estavam naufragou em uma terrível tempestade. O que fez de Elsa, a mais velha e sempre teve que esconder seus poderes das pessoas, assumir o trono como a nova rainha quando atingiu a maioridade e criar um inverno muito forte (sem querer) após fugir da sua própria coroação.

Personagens

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  • Elsa: é a irmã mais velha e possui o poder de “controlar” o gelo, o que a fez crescer isolada pois sempre teve medo de machucar as pessoas, inclusive sua própria irmã a quem por um acidente quando mais novas quase morreu em seus braços.
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  • Anna: sempre sozinha dentro do castelo devido as portas estarem sempre fechadas, também cresceu sozinha mas sem saber o que aconteceu e que fez a amizade dela e da irmã terminar tão estranhamente.
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  • Olaf: este é o boneco de neve “mágico” mais legal e carismático que você vai ver em uma animação. Ele foi criado acidentalmente (ô criatura pra fazer coisa “errada”) por Elsa depois de fugir da festa de coroação como rainha de Arendelle.
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  • Kristoff:foi criado pelos Trolls da floresta junto com o seu amigo Sven (uma rena), foi bastante prejudicado pela tempestade causada por Elsa, pois ele trabalha vendendo gelo.
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  • Trolls da floresta: conhecidos como criaturas místicas das florestas, meio que como anciões conselheiros, são os personagens mas carismáticos de toda a animação.

Existem outros, mas para não dar tantos spoilers assim, é melhor não falar muito.

Origem

A história de Frozen foi baseada no conto de fadas de 1844 chamado A Rainha das Neves, de Hans Christian Andersen, que gira em torno de uma luta entre o bem e o mal vivida por uma menina e um menino chamados Kai e Gerda.

Curiosidades

  • A história original é a mais longa de Hans, mas ele demorou apenas cinco dias para escrevê-la.
  • A intérprete da música mais famosa e bem “arranjada” musicalmente (minha opinião) é a atriz e cantora Idina Menzel, que já fez o papel da mãe de Rachel Berry na série Glee.
  • O dublador de Olaf na versão brasileira é o ator, roteirista e humorista Fábio Porchat, o que pelo menos para mim faz com que o personagem se torne ainda melhor do que eu esperava que fosse.
  • Frozen ganhou MERECIDAMENTE o OSCAR 2014 na categoria de Melhor Animação.
  • A canção Let It Go também teve destaque OSCAR 2014 e foi premiada na categoria de Melhor Canção Original.
  • Vasculhando no canal do youtube da Walt Disney Animation Studios, achei uma versão muito boa de Let it Go cantada em 25 línguas diferentes.
  • No início do filme dá para ver a Rapunzel, da animação Enrolados, aparecer quando as portas do castelo de Arendelle são abertas.

Resumindo um pouco, Frozen além de ter uma história bem diferente das outras já vistas anteriormente, tem uma das melhores trilhas sonoras, personagens e com certeza vai te fazer chorar de rir e de emoção também.

P.S: Aqui a versão original da música só para não perder o costume :)


12/02/2013 - Categoria: Animes - Autor(a): Caio Túlio Costa

Major 1

Considerada uma das mais fieis ao esporte, a série de mangá e animação “Major” conquistou muitos fãs pela sua naturalidade e maturidade ao retratar o beisebol.

O esporte é praticado por dois times de nove jogadores cada, onde o objetivo é marcar pontos batendo nas bolas com um bastão para que esta seja lançada o mais longe possível. Por isso os times ficam constantemente alternando entre ataque e defesa. Depois disso, os jogadores correm por quatro bases do campo e, assim, o time com mais voltas vence.

Major Beisebol 1

O beisebol é o esporte mais adorado nos Estados Unidos, embora as estatísticas apontem uma grande proximidade do futebol americano. Seu sucesso inclui Cuba e o próprio Japão. No Brasil, apesar de ter sido trazido pelos americanos em 1850, só em meados de 1908, com a grande imigração japonesa, é que o esporte se difundiu.

A história do mangá “Major” foi criada por Takuya Mitsuda, a revista foi publicada pela editora Shogakukan na revista Weekly Shonen Sunday e possui 78 edições lançadas entre 1994 e 2010.

Em 2004 a série ganhou uma adaptação animada, fruto de uma parceria entre a emissora japonesa NHK e os renomados estúdios Hibari (responsável pela animação de “Street Fighter II V”) e SynergySP (“Beyblade: Metal Masters”). O anime foi transmitido até 2010 e possui 154 episódios divididos em cinco temporadas baseadas na história do mangá.

Enredo

“Major” conta a saga de Goro Honda, uma criança do jardim de infância que sonha em ser um jogador de beisebol profissional. Sempre incentivado por seu pai, um atleta de um grande time japonês, o crescimento de Goro é acompanhado por todo o público, passando por sua fase escolar, faculdade e ascensão dentro do esporte. Tudo isso acompanhado por altas dosagens de dramas cotidianos que conseguem prender e emocionar constantemente, transmitindo toda uma realidade fictícia tão natural e bem estruturada que permite que nós nos identifiquemos com seus cativantes personagens.

Major 2

Outras mídias

“Major” possui um longa de animação lançado em 2008 pelo estúdio Xebec, “Major: The ball of Friendship” serve de ponte entre as duas primeiras temporadas.

Em dezembro de 2011 e janeiro de 2012 foram lançados dois episódios especiais retratando o cotidiano dos personagens depois de todos os acontecimentos da série.


11/12/2012 - Categoria: Animação - Autor(a): Caio Túlio Costa

Continuando a semana Tolkieniana…

É possível entrar nos badalos e empolgação verdadeira de “Projetos Independentes” sem conhecer sua primeira adaptação fora dos livros, mas com certeza, se aventurar nisso “potencializaria” toda a experiência. Pouca gente sabe, mesmo se dizendo fã, do que aconteceu no ano de 1977. Esse foi o ano onde “Lá e de Volta Outra Vez” fez sentido fora das páginas do livro.

Tudo começou quando o estúdio Rankin/Bass (conhecido por seus especiais de feriado para televisão) se juntou com a Topcraft (Nausicaä of the Valley of the Wind) – o precursor do Studio Ghibli -, afim de criar um Musical Especial de TV baseado na obra de Tolkien, O Hobbit. Como todos nós (ou a maioria) sabemos, nosso querido professor e criador da Terra Média sempre usou das canções e muito lirismo para ilustrar as aventuras retratadas nos livros. Até então,  mesclar uma belíssima obra, exaltando as letras e repaginando seus acontecimentos era uma combinação perfeita.

Dirigido por Jules Bass (The Bushido Blade) e Arthur Rankin Jr (O Caldeirão Negro), o filme de 77 minutos apresenta as trilhas super elaboradas de Maury Laws. A história do livro é adaptada para um modelo mais artístico, o que só aumenta o prazer de quem se depara com a magnífica obra. Pode-se até dizer que essa adaptação foi um grande marco no que diz respeito a inspiração de novos escritores e cineastas. Sem falar nos exemplos de como ser bem sucedido na transformação de uma obra para outras mídias, claro, envolvendo muita dedicação, respeito e consideração.

A história é muito simples e direta. Um hobbit na Terra Média é introduzido à uma campanha e com seu grupo vai recuperar tesouros de um dragão. Nada muito complexo ou extravagante, mas que em sintonia com o grande sentimentalismo, expressões e as músicas, transportam o público para o universo de Tolkien com um pequeno versinho ou trecho de canções.

O Hobbit de 1977 é imprescindível para os fãs de J. R. R. Tolkien e altamente recomendado para quem gosta de aventuras.  Para você que já está craque em cantar Misty Mountains Cold, recomendo essa obra prima e linda versão direto da trilha sonora do filme:

Para finalizar, a cena introdutória da animação, que é capaz de nos transportar para essa linda realidade em alguns poucos minutinhos.

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04/12/2012 - Categoria: Animação - Autor(a): Caio Túlio Costa

Sabe aquele filme, música, quadrinho ou qualquer outra coisa que você viu com olhos imaturos ou sem “aproveitar” bem o conteúdo e só muito tempo depois se depara com a verdadeira grandiosidade? Bom, foi o que aconteceu comigo quando resolvi assistir mais uma vez o subestimado Atlantis – O Reino Perdido.

Atlantis não é apenas mais uma animação da Disney Animation, é o primeiro filme de ficção científica animado da produtora. O longa foi dirigido por Gary Trousdale e Kirk Wise em 2001 e possui dubladores como Michael J. Fox e Leonard Nimoy. A empresa vinha com aquela onda de musicais e temáticas infantis quando de repente resolve quebrar alguns paradigmas e criar um filme de ação e aventura inspirado nas obras de Júlio Verne. Unindo o magnífico traço de Mike Mignola – o criador de Hellboy – e o uso constante de imagens geradas por computador, Atlantis firmou seu lugar no cinema e hoje é considerado um cult.

O filme se passa em 1914 e mostra a rotina do cartógrafo e Doutor em linguística Milo Thatch, que é marginalizado por seus companheiros e investidores do Instituto Museológico em que trabalha por acreditar e defender com unhas e dentes que o reino perdido de Atlântida não é apenas um mito. Suas pesquisas indicam que um Diário escondido na Islândia tem a chave para chegar na ilha submersa. Após uma série de reviravoltas, Milo consegue o apoio de um grande amigo de seu avô – que caiu em desgraça por buscar a cidade perdida – e então uma expedição formada por especialistas altamente qualificados e com muita tecnologia vai em missão para desvendar os mistérios do Diário e encontrar a civilização antiga.

Basicamente, essa é uma sinopse razoável, até porque qualquer detalhe a mais pode acabar com o clímax do filme. James Newton Howard compôs a trilha sonora do longa, que é parte principal de todas as cenas, o que cria uma espécie de tensão e sintonia com as imagens. O filme ainda chegou em muitas plataformas como vários jogos de videogame e tabuleiro, sem falar nos bonecos e produtos, que eram magníficos. Em 2005, criou-se uma sequência (caça-níquel) muito ruim e lançada diretamente para vídeo, o Atlantis – O Retorno de Milo.

 

Para quem tem vontade de se aventurar por esse segmento da Disney, cultivar um sentimento nostálgico ou simplesmente assim como eu se surpreender com a verdadeira grandiosidade de uma obra subestimada, assista o filme de coração ‘aberto’.

Confira o trailer com alguns momentos do cult:

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27/11/2012 - Categoria: Animes - Autor(a): Caio Túlio Costa

Escrita por Takashi Ujita em 2008 e dirigida por Sayo Yamamoto (Samurai Champloo), Michiko & Hatchin é uma série animada japonesa produzida pelo estúdio Manglobe (Ergo Proxy). Na premissa, acompanhamos a história de duas garotas que moram em um país curiosamente muito parecido com o Brasil.

O anime possui 22 episódios que misturam ação, aventura e drama. As protagonistas são Michiko, uma sensual presidiária fugitiva, e Hatchin, uma garota de nove anos maltratada pela família adotiva. Seus destinos se cruzam por um acaso e elas resolvem seguir juntas. Michiko procura o amor de sua vida e Hatchin sua verdadeira família. Metaforizando uma comovente jornada em busca da liberdade, a emoção é garantida do começo ao fim.
O anime se passa no país fictício Diamandra, que tem muito em comum com o Brasil, para não dizer igual. Sua cultura, paisagens, divisão territorial, unidade monetária e diversas características como pratos típicos e nomes são referências das terras canarinhas.

Cidades como São Luís, Rio de Janeiro, Recife, Olinda, Salvador e Barreiras são fortemente exploradas em suas formas fictícias, o que pode ser considerado um retrato de como somos vistos internacionalmente: um lugar que mesmo com seus diversos problemas, dificuldades e dura realidade, jamais perderá todas as suas belezas e encantos.
A trilha sonora é inovadora para uma animação do tipo, com a presença de ritmos como samba, chorinho, música popular brasileira, samba rock e até arranjos de berimbau. A responsável pela trilha é a banda brasileira Kassin.

Shinichiro Watanabe, o criativo produtor musical que misturou o Jazz dos anos 40 em “Cowboy Bebop” e o Hip-Hop em “Samurai Champloo“, foi o encarregado por garantir essa interação fantástica entre as duas dimensões: a rica cultura brasileira e a animação japonesa.

Michiko to Hatchin é uma série animada imperdível, capaz de comover a todos, principalmente nós, brasileiros, que muitas vezes convivemos com  a realidade retratada no anime.

Para os curiosos, o primeiro episódio legendado (ativem as legendas :D):

Vale a pena se aventurar por Michiko & Hatchin. Um drama de tirar o fôlego e desafiador.

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