Modo Meu

bluesTag:

05/07/2016 - Categoria: Música - Autor(a): Dyego Cruz

joe-satriani-1200x800px

Durante muito tempo ouvi e ainda ouço bastante música instrumental, principalmente quando se trata de guitarrista solo, e dessa vez não poderia deixar de compartilhar algo que me traz alegrias e nostalgias e que tanto serve para animar quanto para dar uma relaxada de vez em quando.

Passei muito tempo da vida tentando aprender a tocar guitarra, mas sempre ficava só naqueles velhos solos e riffs que nunca levavam a concluir uma melodia completa, e além de muitos outros artistas e bandas, Joe Satriani foi um dos músicos que o Pedro Farias me mostrou e que gostei pra caramba e que me inspirou e me inspira ainda hoje.

De início o nome dele pode até lhe parecer estranho, afinal nem todos são obrigados a conhecer este grande guitarrista, mas garanto como você alguma vez na vida já ouviu alguma de suas músicas em programas de carros, esportes radicais ou até mesmo no Passa ou Repassa do SBT (sim é isso mesmo que você acabou de ler).

Joe Satriani é um cara que tem um estilo difícil de classificar, afinal seu som já passou por rock, blues, progressivo, pop e por aí vai, chegando ele a definir seu próprio estilo musical como “Joe Satriani Music“. Outro ponto característico de Satriani é o uso do efeito wah wah, que é marcante em praticamente todas as suas músicas.

Os discos que mais gosto dele são os da década de 90, como por exemplo o The Extremist de 1992, que trás uma de suas músicas mais famosas e com certeza a minha favorita “Summer Song” (que tinha um sonho de aprender a tocar hehe), “The extemist” e para dar uma relaxada no meio de tanto rock temos também ótimas músicas como “Cryin’” e “Rubina’s Blue Sky Happiness“.

Outro disco que não poderia deixar de indicar é o Surfing With the Alien de 1999. Deste saíram inúmeras músicas das que comentei que são usadas a esmo como trilha sonora de programas de televisão, como a música “Surfing With The Alien” e principalmente a “Crushing Day“. Outras muito boas são “Satch Boogie” e para dar uma relaxada temos “Always With Me, Always With You“.

Claro que nem todo mundo curte música instrumental e adora ficar cantando, mas garanto a você que se der uma chance a música desse cara, logo vai estar cantarolando seus solos e riffs por aí. Vou deixar aqui por por último um dos sucessos do mais recente disco de Joe, Shockwave Supernova, só para que consiga sentir a diferença e o talento do cara que está na ativa desde 1978.


31/03/2015 - Categoria: Música - Autor(a): Israel Del Duque

Auto-portrait-en-8-bit-du-groupe-YMCK

Quem cresceu nos anos 90 certamente esbarrou pelo menos uma vez na vida com algum jogo da era 8bits. Seja através do Nintendinho ou mesmo de um GameBoy com as pilhas já quase acabando, a experiência de jogar joguinhos dessa época fatalmente trará lembranças (ou vai dizer que você não se amarrava nas musiquinhas de batalha de Pokémon Red/Blue/Silver/Gold etc?) de uma época em que bastava uma porção de pixels e muita imaginação para passar horas se divertindo na frente da TV ou de uma tela minúscula entre os dedos.

E é exatamente isso que você sente ao ouvir as músicas do YMCK.

A banda japonesa é formada por Midori Kurihara (vocais), Takeshi Yokemura (arranjos e letras) e Tomoyuki Nakamura (composição e vídeos), acumula nos seus mais de dez anos, cinco álbuns (cujos títulos fazem parecer uma franquia de jogos), além de trilhas para jogos como Taiko Drum Master, remixes em 8bits, colaborações e até mesmo aplicativos para criação de músicas 8bits.

Apesar de ser um gênero bem diferente do que a maioria das pessoas estão acostumadas a ouvir, é possível notar influências de outros gêneros mais conhecidos, como Rockabilly e Blues, sem deixar o estilo “música de joguinho”. Obviamente as letras da maioria das músicas são em japonês, entretanto algumas possuem letras em inglês (mas com aquele sotaque que a gente já conhece de longe), o que não é algo que impede de curtir o som e sentir a nostalgia.

Outra coisa que chama a atenção são os vídeos e as capas dos álbuns, que (como não poderia deixar de ser) são em pixel art, o que aumenta a sensação de que você está jogando – ou assistindo a um gameplay de joguinhos antigos.

Se você gostou, ou ficou com vontade de criar as suas próprias músicas em chiptune, deixo os links dos aplicativos do YMCK. Tem pra PC/Mac e para iOS (infelizmente não pra android =/)

Até a próxima!


16/01/2015 - Categoria: Música - Autor(a): Mariana Fernandes

BluBell_Modo Meu

Estava na hora de entrar uma brasileira nessa lista de divas de Janeiro, mas no caso, para ela, diva é a mãe. Estou falando da mais que charmosa Isabel Fontana, mais conhecida no meio da música como Blubell, uma cantora com estilo de rádio dos anos 50 – 60 que seduz a todos com suas composições.

Com início da carreira autoral em 2006, Blubell começou participando de bandas independentes e jingles para publicidade. Nesse mesmo período, ela lançou o seu primeiro álbum independente, o “Slow Motion Ballet” que foi muito bem recebido crítica e elogiado por demais cantores.

Em 2009, a música “Chalala” entrou para série da globo Aline e foi ai que eu a conheci e me apaixonei. Uma mistura de letras em português e inglês que para mim dizem tudo. Após esse sucesso veio o álbum “Eu Sou Do Tempo Que A Gente Se Telefonava”, lançado em 2011, que rendeu a música “What If…” um posto na trilha sonora do filme Bruna Surfistinha.

Atualmente Blubell segue com o trabalho “Diva é a Mãe”, lançado em 2013, que tem uma pegada de rádio antiga e letras muito bem humoradas, com na música: “Protesto”, qual apresenta cães latindo e o mais interessante é que esses áudios são de fãs que mandaram para ela, após a mesma ter pedido em suas redes sociais.

Além de ter o charme arrasador do blues, junto com uma voz nostálgica da antigas cantoras de rádio, o que mais me faz gostar de Blubell é a ligação que ela tem com os fãs, sempre os mobilizando para projetos independentes, como os clipes “I Charleston SP by Blubell” e “Chalala”.

O que falar a mais de alguém que conheço a tempos e sempre considerei pacas?! Curta as músicas.


09/01/2015 - Categoria: Música - Autor(a): Mariana Fernandes

hurray-for-the-riff-raff_Modo Meu

A segunda da lista de mulheres cheias de atitude com vozeirão arrasador (para quem não viu a primeira, olha aqui) tinha que fazer parte da clássica música country e claro, com uma pegada no blues só pra arrasar nossos corações.

A vocalista da banda Hurray for the Riff Raff, Alynda Lee Segarra, foi criada no Bronx e é uma das provas que nos mostram a dificuldade do mundo da música. Com uma vida cheia de turbulências, a cantora comenta que quando mais jovem costumava fugir de casa, pois queria conhecer a liberdade e foi nesse período que encontrou a paixão pela música.

Em 2007, Segarra percebeu que tinha uma forte habilidade em compor suas músicas em seu banjo, que ganhou de um amigo, e assim começou a com banda Hurray for the Riff Raff, qual ela diz ser algo diferente que aceita a diversidade e as coisas mais estranhas possíveis.

Como comentei, a realidade da música não é fácil, pois não é porque a cantora tem uma voz incrível e madura, uma competência arrasadora e letras que realmente valem a pena, que a banda vai dar certo. Encontrei Hurray for the Riff Raff entre os aleatórios do Youtube, e realmente me apaixonei, mas infelizmente não posso dizer que eles já estão em mil lugares, foram trilha de alguma coisa ou estão bombando, mas com certeza é o que eu desejo para eles.

O último álbum da banda, chamado Small Town Heroes, foi lançado em 2014 e conta com 12 faixas quais “I Know It’s Wrong (But That’s Alright)”“The Body Electric” estão fazendo bastante sucesso, com direito a clipe e tudo! Vou deixar mais algumas músicas para você curtir a voz country da querida Alynda.