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09/10/2014 - Categoria: Utilidade Pública - Autor(a): Angelo Fonseca

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MMA (Mixed Martial Arts), arte marcial, esporte ou apenas competição?

Quem fala que futebol, religião e política são os assuntos que mais geram polêmicas num bate papo qualquer nos dias de hoje, está errado! Um dos assuntos que atualmente mais se discute em mesas de Bar, Restaurantes, Academias e até mesmo em churrasco com amigos, são as “artes marciais mistas”, e como gera discussão meus amigos! Seja qual arte marcial é mais eficiente, qual lutador é melhor, dentre várias outras…

Não é de hoje que o mundo das artes marciais é rodeado de discussões polêmicas como reviravoltas políticas, financeiras, problemas entre federações, corrupção, impostores, arbitragem mal feita e assim por diante, principalmente para aqueles que levam isso como profissão, ou principal fonte de renda. “Trocando em Miúdos”, praticamente todo esporte profissional tem isso, infelizmente.

As grandes competições de esportes de contato sempre existiram, desde a concepção dos primeiros jogos olímpicos na Grécia antiga, onde se comprova que haviam disputas entre praticantes de Pugilismo (Boxe) e também da famosa luta Greco-Romana (praticada até hoje).

luta Greco-Romana

O termo “Arte Marcial“, hoje se refere a praticamente qualquer esporte de contato ( falei esporte, não competição de estilo lutas). A origem desse termo, faz referência ao Deus Romano da Guerra, Marte, ou seja, arte da guerra. E também as prática de técnicas militares de combate sistemáticas e gradativas corpo a corpo, para serem aplicadas em situações de invasão e defesa.

Muitos associam a origem das Artes Marciais ao oriente, não existem provas concretas com relação a isto, mas muitas das artes que conhecemos, praticamos, ou já ouvimos falar, com certeza tiveram origem no grande berço das lutas modernas, como Japão, China, Coréia, Índia, Vietnâm, Tailândia e dentre outros países.

arte marcial no oriente

A partir do século XX, já existiam competições oficiais dos estilos de luta mais difundidos pelo mundo, como campeonatos mundiais de Boxe, de Judô, Karatê, Luta livre. E a partir da análise desses torneios, alguns praticantes de um determinado estilo, adoravam desafiar alguns de outras modalidades para saber qual era a “melhor arte”. Fato bem constante para o próprio Bruce-Lee (grande ator, praticante e responsável pela difusão do Kung Fu nos EUA), que era constantemente desafiado por vários lutadores de vários países em sua residência nos EUA durante os anos 60/70, onde o mesmo, apesar de ter sido grande praticante de Wing-Chun (estilo de Kung Fu), era contra estilos exclusivos de luta, sempre tentando pegar o melhor de cada arte e mixar no caso de uma situação real, o que funcionava muito bem contra esses desafiantes.

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Lembrando que muitos devem a origem do MMA nos moldes que conhecemos hoje, devido a Família Gracie, que tentava estabelecer o Jiu-Jitsu no Brasil, nos anos 60/70 e 80 promovendo vários desafios a outros lutadores, popularizando a arte no país.

Enfim, parando um pouco com o lado histórico, foi devido a essa grande difusão de estilos, competições e desafios ao redor do mundo, que aos poucos alguns eventos foram surgindo para reunir de forma mais “profissional” esses lutadores. A primeira organização oficial de um torneio de MMA aconteceu em 1993 nos EUA, com incentivo de Rorion Grace, onde o THE ULTIMATE FIGHT CHAMPIONSHIP (atual UFC) se iniciou.

Eu mesmo me lembro de ter alugado, várias e várias fitas desses eventos nas antigas locadoras do bairro, lá em 1995/96, quando já praticava Karatê na época.

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O famoso octógono (ringue) teve adesão a partir desse evento. Onde não existia categorias de peso, ou seja, um anão poderia lutar com um Conan, caso fosse sorteado. Só existia um único Round, sem limite de tempo que terminava apenas por desistência, knockout ou machucado grave. Não era obrigatório luvas de proteção e talvez a única regra clara, seria evitar dedos no olhos e golpes nas genitálias… E aí, encarava?.

O evento foi transmitido via Pay-Per-View, pois as emissoras de tv na época, não concordavam com a violência apresentada para a promoção da competição, além do que, o Boxe estava em alta e o esporte faturava Milhões em arrecadação de ingressos e atraía picos enormes de audiência. Querendo ou não, o Boxe tinha regras que presavam mais pela integridade física do atleta.

A cada ano, uma nova edição do THE ULTIMATE FIGHT acontecia, promovendo cada vez mais grandes lutadores, a arte do Jiu-Jitsu que dominava quase todos os Rounds da competição, e ganhando cada vez mais espaço na mídia. Onde pouco tempo depois o termo MMA foi criado. Aqui no Brasil, durante mais de duas décadas esse tipo de competição ficou conhecido como VALE TUDO.

Com o decorrer das competições, a evolução de técnicas, táticas de lutas e estratégia de combate foi bem natural, fazendo com que outros estilos se destacassem no decorrer dos anos. “As lutas de chão” se readaptaram as lutas em pé, obrigando uma “trocação” mais acirrada e competitiva. Onde hoje não existe arte melhor ou pior( nunca existiu na verdade) e sim, um lutador mais preparado e se possível em vários estilos, usando o que melhor lhe serve para uma determinada situação.

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Particularmente não vejo o MMA como um esporte específico, muito menos como uma arte marcial criada com todo conceito tradicional de graduação, pois nunca se pegará faixa preta em Vale Tudo, pois sempre vai se usar uma técnica “x” do Karatê, ou a técnica “y” do Jiu-jitsu, mas nunca a técnica “z” do MMA. E muita gente mistura, achando que tudo vem do MMA. Pois num dia se treina Jiu-Jitsu, no outro Boxe, no outro Muay thai, karatê , taekwondo e assim vai… Resumindo, vai treinar MMA para competir! Se quiser, é claro!

Já viu algum campeão de UFC, Pride, Afliction, K1, Vale tudo ou seja lá qual competição, sem ter pelo menos uma graduação elevada em uma determinada arte?

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Pois é, o caminho é esse! Na minha opinião, não precisamos mais confundir um estilo de competição ou campeonato de lutas mistas como se fosse uma arte marcial específica, temos o poder de escolher a que mais nos agrada e a que melhor nos adaptamos, como já tinha dito, não existe melhor arte e sim o lutador mais bem preparado, seja num evento de lutas mistas (MMA) ou num campeonato mundial de Karatê, Judô, Tekwondo, Jiu-Jitsu, Boxe, Kung Fu, Muay Thai, Luta livre… e dentre os vários estilos espalhados nesse mundo das artes marciais.

Um abraço a todos e Taekwon!


28/02/2013 - Categoria: Animes - Autor(a): Caio Túlio Costa

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O boxe, ou pugilismo, é um dos esportes mais difundidos e apreciados no mundo todo. Sua origem é inglesa e data do século 18, quando ainda era praticado com as mãos nuas. Entre seus maiores expoentes estão Muhammad Ali, George Foreman e Mike Tyson.

O esporte serviu de inspiração para a criação de “Hajime no Ippo”, uma série de anime e mangá idealizada pelo mangaká George Morikawa. O mangá, criado em 1989, ainda é publicado e possui atualmente mais de 975 capítulos em quadrinhos, distribuídos em 76 volumes, além de uma soma de 102 episódios de suas adaptações em anime.

Desde que foi lançado até hoje, os quadrinhos são publicados pela editora Kodansha, na revista semanal Shonen Magazine. O trabalho faz muito sucesso no Japão e, pasmem, na França! Tanto que o autor cria um novo volume somente a cada quatro meses, o que reflete em um trabalho extremamente bem feito. São 23 anos de trabalho.

O desenho animado clássico tem produção do famoso estúdio Madhouse, o mesmo de “Death Note” e “Cardcaptor Sakura”, e a direção ficou por conta de Satoshi Nishimura que trabalhou em séries como “Trigun” e “Paradise Kiss”, é conhecido nos Estados Unidos como “Fighting Spirit” (espírito combatente).

A série clássica foi exibida no Japão de 2000 a 2002 pelo canal Nippon Television e possui 76 episódios que contam o enredo mostrado no mangá até o volume 30. Ela possui, ainda, um OVA (Original Video Animation) complementar chamado “Hajime no Ippo: Mashiba vs Himura” e um filme, “Hajime no Ippo – Champion Road”.

Continuação

Em 2009, a franquia ganhou prosseguimento com a temporada conhecida como “Hajime no Ippo: New Challenger” que possui 26 episódios produzidos pelo estúdio da própria Nippon Television, o mesmo de “Kiki´s Delivery Service”, dirigidos por Jun Shishido, que trabalhou na série “X”, e veiculados no próprio canal da produtora.

Misturando drama, pitadas de comédia, romance e muita ação, “Hajime no Ippo” tem uma fórmula cativante. Depois de ganhar uma certa fama também foi responsável por difundir e aumentar a procura pela prática do boxe em território nipônico e arrisco a dizer, até mundial.

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A história

O enredo conta a saga do tímido e humilde garoto Ippo Makunouchi, de 16 anos. Ele não tem tempo para fazer amigos, se divertir e muito menos praticar esportes pois tem que ajudar a cuidar do negócio da família, uma loja de artigos de pescaria.

O jovem é constantemente vítima de bullying e um dia é seriamente espancado por vários garotos. Ippo é salvo por um famoso boxeador que passava pelo local, Mamoru Takamura, e levado até a academia Kamogawa de boxe onde Genji Kamogawa trata de seus ferimentos.

Quando Ippo acorda, seu salvador sugere que ele descarregue suas frustrações no saco de areia, Kamogawa percebe o talento de Ippo e o vínculo de amizade dos dois se constrói a partir daí, continuando com o garoto começando a praticar boxe.

Em “New Challenger“, a história é uma continuação direta da vida de Ippo, todo o seu envolvimento com o boxe e a realização de seus sonhos.

Para ligar as duas fases foi produzido um longa. “Hajime no Ippo” teve uma animação, o Champion Road, exibida em 2003. O filme serve como uma ponte entre os episódios da saga clássica e a temporada New Challenger, onde Ippo defende pela primeira vez o título de campeão dos Pesos-Pena.

Outras mídias

“Hajime no Ippo” possui, ainda, três jogos para PlayStation 2, são eles “Victorious Boxers”, “Victorious Road” e “The Fighting! All Stars”; “The Fighting!” para Game Boy Advance, PlayStation e Nintendo DS; “The Fighting Revolution”, para o console de nova geração Nintendo Wii; e para o portátil da Sony, PSP, o “The fighting! Portable Victorious Spirits”.