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22/03/2016 - Categoria: Filmes - Autor(a): Elizabeth Viana

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Eu nunca fiquei tão empolgada para assistir a um filme de comédia estilo paródia besteirol, principalmente no cinema. Não sei se essa empolgação se deve ao fato do filme escolhido para ser parodiado ou ao ator que está envolvido tanto na atuação quanto no roteiro do filme. Se você assistiu “As Branquelas” ou “Todo Mundo em Pânico“, você já deve saber que eu estou falando de Marlon Wayans.

O filme é 50 Tons de Preto, e qualquer semelhança com “50 Tons de ‘besteira’ Cinza”, não é mera coincidência. No filme, os protagonistas Christian Black (Marlon Wayans) e Hannah Steale (Kali Kawk) se encontram e mantém o mesmo relacionamento problemático e doentio do casal do outro filme, afinal 50 Tons de Preto reconta a história nada a ver dos pombinhos do paupérrimo livro de E.L James. Não há muito que contar a respeito da sinopse, por motivos óbvios, né?! Então vamos ao novo… Nem tão novo assim.

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Acho muito complicado fazer graça de um filme que é tão ruim, mas tão ruim que beira a comédia. Mas nunca duvidei da capacidade que esse Wayans tem de tornar tudo ainda mais engraçado, e isso vem desde as primeiras postagens das gravações em seu instagram, eu faltava morrer de rir, e quase morri de rir no cinema… Sim, eu paguei para assistir esse filme… E sim, eu não me arrependo. Não me arrependo mesmo.

O filme é feito todo de piadas prontas, piadas de todo tipo, de todos os sabores e para todos os gostos. Você ri do início ao fim e quando você pensa que acabou e que todas as piadas já foram feitas, lá vem mais piadinhas. Alguns não gostaram do filme porque o filme brinca, a todo instante, com os estereótipos e ressalta toda a negatividade que o livro de E.L James possui. Sem falar nas referências que o filme faz a certos ícones da cultura afro-americana, Kayne West, Jay-Z, Denzel Washington, a família Jackson e até o ator Cuba Gooding Jr. e Lupita Nyong’o são citados no filme.

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Apesar de adorar filmes legendados, eu amo a dublagem brasileira, amo mesmo… Tipo, muito. E eu assisti dublado, por vários motivos além desse meu amor mais do que declarado a dublagem que nós possuímos aqui. E eu adorei. Lógico, tem uma grande maioria falando que a dublagem é muito ruim, que a dublagem não presta e coisas bestas desse tipo. Mas é tão raro assistir um filme onde a versão brasileira foi feita com tanta liberdade que deveria ser até obrigação dos brasileiros assistir a esse filme dublado. E não é só por isso não, é porque nós temos grandes nomes envolvidos nessa dublagem, nomes como os de Samantha Schmutz, Marcelo Marrom e Robson Nunes. A liberdade foi tão grande que até um “Já acabou Jéssica?” rolou.

Bem… Eu não sou crítica de cinema, jamais falaria de um filme que eu não gostei e jamais indicaria um filme para que outras pessoas não assistissem. O cinema para mim é mais para ser divertido do que qualquer outra coisa. E se eu tivesse que dar uma nota pra esse filme eu daria 9, simplesmente por ele ser como é, um filme para rirmos e ponto.

Ah, a melhor cena é a de quando Christian Black vai torturar Hannah no quartinho vermelho e ele lê 50 Tons de Cinza para torturá-la. É uma tortura, de fato.


04/11/2015 - Categoria: Cinema e TV - Autor(a): Victória Duarte

Melissa McCarthy

Sabe aqueles dias que você só quer esvaziar a cabeça e só assistir um filme bobo para rir e se divertir? Então, dá uma pesquisada no Google pelos filmes da Melissa McCarthy, que com certeza você não irá se arrepender.

Melissa McCarthy é uma atriz de 45 anos que vem ganhando cada vez mais espaço nas telonas com suas comédias escrachadas. Ela começou a ter mais espaço na Tv quando estreou no seriado Mike and Molly, que conta o dia a dia de um casal de obesos de forma fofa e engraçada. Ela até já ganhou um Emmy do Primetime de melhor atriz de comédia por essa série. Em séries, ela também atuou no finado Gilmore Girls (que andam dizendo por aí que vai ressuscitar).

Molly's Birthday

Mas vamos aos filmes, o primeiro filme que assisti com ela é o Missão Madrinha de Casamento, que tem Kristen Wiig como protagonista, mas sinceramente, é uma das personagens mais engraçadas do filme. Nele, ela interpreta uma das madrinhas, parente do noivo, com um jeitinho muito delicado (#sqn). Umas das cenas do filme que julgo ser a mais divertida, é quando ela incentiva Kristen Wiig a não desistir, hahaha, muito bom! Dá uma olhada no trailer:

Outro filme bem divertido que ela fez foi o As Bem Armadas, ao lado de Sandra Bullock em 2013. McCarthy interpreta uma policial durona, “vida loka” e boca ultra suja (como a maioria das personagens dela ultimamente), enquanto Sandra Bullock é uma agente certinha e sem graça de escritório. A interação entre as duas personagens é espetacular de tanto rir.

Uma coisa que gosto nas personagens dela é que em nenhum momento ela se limita pela seu corpo ou por ser uma mulher. Ao mesmo tempo em Melissa faz piadas consigo mesma, ela “tira onda” das situações e das pessoas.

Mas com certeza o meu filme predileto dela até agora é o A Espiã que Sabia de Menos, em que ela é uma agente de escritório do FBI e que se aventura em uma missão em campo. Sensacional! Como ela constrói a personagem de modo mais deprimido possível e ao mesmo tempo que ela quer se tornar uma mulher forte é muito engraçada. Nesse filme também tem Jude Law e Jason Statham. As cenas mais engraçadas do filme são as interações entre ela e a personagem de Rose Byrne, com um humor bem aberto e palavrões do mais baixo calão. Dá uma olhada no trailer, mas digo logo que o filme é bem mais engraçado do que o trailer mostra:

E aí? O que achou da boca suja de Melissa McCarthy? Hahaha


25/08/2015 - Categoria: Séries - Autor(a): Victória Duarte

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Quando assistimos séries americanas temos a ilusão de que os Estados Unidos e o povo americano são de certa forma mais bem educados, chiques e elegantes que nós. Seriados como Gossip girl, House of Cards e até mesmo Friends acabam, mesmo com temáticas tão diferentes, construindo nossa imagem do povo americano como pessoas limpas e “centradas”, até mesmo divertidas, em que mesmo nas dificuldades eles não passam dificuldade (saca?), por justamente ser o contrário disso tudo que Shameless (US) é uma série muito boa!

Shameless US é a versão americana do Shameless UK, que vem sendo exibida pela Showtime e já vem sendo filmada sua 6ª temporada para estreia em janeiro de 2016. Uma série de dramédia ambientada no subúrbio de Chicago, que se você assistir vai ver que equivale a nossa amada favela brasileira, ou seja, Shameless retrata a favela americana.

shameless (us) - together

No início dessa série ela conta a relação de uma família, formada do jeito menos convencional possível, no período de crise que o EUA passou em 2008, em que de início é a justificativa do pai dessa família, Frank Gallagher, nunca arranjar um emprego e viver bêbado pelos cantos da cidade fazendo idiotices. Essa família é formada por 6 filhos, Fiona, Lip, Ian, Debbie, Carl e Liam, que são obrigados a viver com o que tem, quee é pouco, e cuidarem de si próprios. A mãe deles os abandona para fugir com outra mulher e acaba deixando a responsabilidade da criação toda em cima de Fiona, que é uma jovem de 19 anos que vai se virando com bicos que faz, mas também é ajudada pelos irmãos Lip e Ian e seus vizinhos viciados em sexo Veronia e Kevin, que sempre arranjam um jeito de sair das dificuldades tanto financeiras quanto familiares da forma mais inusitada possível.

shameless (us) - family

Essa série é cheia de discussões sobre família, drogas, homossexualidade e permeadas com muitas cenas de sexo no meio disso tudo, mostrando como uma família americana se vira na pobreza. E o mais interessante dessa família é a união desses irmãos para cuidar uns dos outros, e até mesmo do pai que só procura a família para se aproveitar dela. Shameless é rodeada de toques de comédia sarcástica (e as vezes absurdas) que põe em dúvida nosso conceito do certo ou errado na hora da necessidade, e isso sempre com um “quê” de drama na medida certa.

E outra coisa que faz a série ser muito boa é o amadurecimento e escolhas que cada personagem faz durante as temporadas, que faz você rir, chorar e ficar com raiva tudo ao mesmo tempo.

Se você quer se divertir com uma boa comédia dramática realista, Shameless é uma boa pedida, e até mesmo se você quer só conhecer como é a favela americana também! Dá uma olhada na promo da primeira temporada e sente só o gostinho:


24/06/2015 - Categoria: Séries - Autor(a): Rodrigo Emannuel

HBO-Silicon-Valley-Season-2

Você conhece o “Pied Piper” ? Não ? Então chegou a hora de conhecer.

O “Pied Piper” ou “Flautista“, na tradução,  é uma nova companhia do ramo tecnológico, criada por Richard Hendricks, a partir da descoberta feita pelo mesmo, de um novo algorítimo de “compressão sem perdas”, ou seja, algo que pode diminuir os dados de um arquivo consideravelmente, com a qualidade sendo mantida intacta. Você pode conhecer mais do “Flautista”, clicando na imagem abaixo:

Episode3Screen1

Ou você pode ficar largadão no sofá, e assistir as duas temporadas inteirinhas dessa série incrível da HBO, Silicon Valley.

Silicon Valley é uma série que aborda com humor e inteligência, um dos temas mais legais (ao meu ver) da atualidade: A Tecnologia. A série, assim como alguns filmes bibliográficos recentes, como “A Rede Social” e “Jobs – Get Inspiredapresenta algumas das polêmicas em torno da originalidade das ideias milionárias e da compressão mal feita, com o perdão do trocadilho, que as grandes empresas realizam sobre as companhias emergentes. Além disso, outro ponto chave é a rivalidade entre os concorrentes e a difícil decisão de optar pelo “Caminho da mão esquerda”.

O protagonista é Richard Hendricks, que pouco tempo antes de se tornar CEO do Flautista, trabalhava na grandiosa Hooli, companhia do “Cantor, Modelo e Atriz” Gavin Belson. Richard estava se sentido cansado, cansado da maneira como a companhia em que trabalhava agia, cansado da convivência com os temíveis “Brogramadores”, e cansado do seu papel no mundo como um todo, e num golpe de sorte, viu toda a sua vida mudar da noite para o dia.

Richard morava numa “incubadora”, com o único propósito de ter foco para desenvolver seu site, o “Flautista”, a incubadora localizada no Vale do Silício (local conhecido por ser onde grandes companhias foram iniciadas) abrigava outras quatro pessoas, quatro amigos, que desenvolviam seus próprios trabalhos paralelamente, entre esses amigos estavam: O canadense, irônico e satanista, Bertram Gilfoyle; O Paquistanês, que rivaliza com Gilfoyle, Dinesh Chugtay; O dono da incubadora, egocêntrico, chapado e mal sucedido Erlich Bachman; E o gênio, ou melhor, o nem tão gênio assim, Nelson Bighett A.K.A “Big Head“.

Dos aplicativos, sites e afins desenvolvidos por todos eles, o único que prestava, era o que tinha o nome mais merda de todos, o Flautista. O grande porém, era que nem Richard tinha consciência desse fato, muito menos Erlich, que como dono da incubadora, tinha contrato em vigor com todos os seus colegas, e sendo assim, tinha seu pedaço do bolo. Erlich como sempre faz escolhas erradas, estava prestes a descartar o Flautista, quando por acaso, os “Brogramadores”, que zombaram de Richard ao ver o Flautista, descobriram pouco tempo após que aquilo era o futuro acontecendo.

Não tardou, até que Gavin Belson, e outras mil e uma personalidades do mundo da tecnologia, estivessem atrás de Richard, que num suspiro de independência, decidiu que queria mudar o mundo com as próprias mãos, e fazer a merda legal que quisesse ao lado de seus amigos, aquilo definitivamente não seria uma nova Hooli.

Silicon Valley tem só duas temporadas e alguns momentos inesquecíveis e impagáveis, entre eles eu posso destacar o grande dilema de saber quantas pessoas um individuo consegue masturbar ao mesmo tempo; A grande observação de Gavin Belson ao dizer que os grupos “Geek” são sempre compostos por um cara gordo com um rabo de cavalo estranho, alguém magrelo, um asiático e um cara indiano ou coisa do tipo; A genialidade de Richard ao explicar seu algorítimo para seus concorrentes; Erlich Bachman chapado, ou fazendo qualquer coisa que só Erlich Bachman faria; Os diálogos entre Gilfoyle e Dinesh; A ascensão de Nelson Bigheti o “Big Head”; A transparência de Jared; E claro, os feitos do Flautista.

A HBO acertou muito em Silicon Valley, e essa série, é facilmente uma das melhores que pude assistir nos últimos tempos, tem de tudo, e nada é forçado, seu humor é realmente engraçado, sem aquele lance de só rir por dentro, a sua ironia é de alguma forma espontânea, tudo é feito de forma inteligente e o mais importante, tem momentos chave em que você fica vidrado querendo saber o que vem a seguir.

Eu trato o Flautista como algo real no texto, pois desejaria que assim fosse, não a companhia em si, mas o lance de querer mudar o mundo de verdade, e não só embolsar os milhões sem saber o que fazer no dia seguinte.  Deve ser incrível ter algo do tipo, deve ser frustrante também, mas no final, o que é mostrado no Vale do Silício, vale a pena.

Bônus – Cinco “Grandes” Frases ditas em Silicon Valley em Gifs:

Erlich Bachman

Dinesh

Big Head

Jared

Richard sendo Richard, o gif não tem uma frase, mas como disse o sábio Erlich uma vez: Don’t Be a Slut!


27/05/2015 - Categoria: Filmes - Autor(a): Mariana Fernandes

Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo

O que você faria se soubesse que o mundo vai acabar? É essa a proposta da maioria dos filmes recentes com essa temática, porém com “Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo”, é uma comédia/drama/romance que acaba pegando um caminho oposto aos demais blockbusters que nos mostram esperança e muitas vezes um final feliz.

Não estou falando de uma final apocalíptico em que a população acaba morrendo por ataques zumbis, alienígenas, desastres naturais ou outras coisas, mas que ainda existe um fio de luta e esperança  para  sobrevivência. Estou falando de um aviso melancólico das autoridades dando data e hora para o fim do mundo, sem qualquer esperança de reviravolta, apenas faça o que sentir vontade e espere o mundo acabar.

Cena Steve Carell e Keira Knightley

É nesse mundo que os personagens Dodge, protagonizado por Steve Carell, e Penny, personagem da atriz Keira Knightley, vivem de formas completamente opostas, mas acabam se encontrando no final. Dodge é um homem de meia idade que sempre viveu de forma pacata e certinha a ponto de não parar de trabalhar após o aviso de fim de mundo, enquanto seus amigos combinavam festas regadas a drogas e sexo e sua mulher o largou para viver seus últimos dias, ele continuava na sua rotina solitária. Já Penny, é uma jovem garota que já fez tudo o que deu na telha e pretende ver a família que deixou tanto de lado.

Perto da data determinada, os dois que eram vizinhos mas que pouco tiveram contato, iniciaram uma trajetória em busca de seus objetivos, Penny de reencontrar a família e Dodge de ajudar a garota. É  claro que essa trajetória iria gerar um romance, afinal estamos falando de uma comédia/drama/romance, mas não se engane com um final estilo “Nhõooo, que lindo”, pois isso não faz o tipo da história.

Cena Procura-se um amigo para o fim do mundo

Agora vamos o que achei! Bem, fui com uma expectativa grande por conta de Steve Carell e acabei me decepcionando um pouco, pois achei um tanto arrastado, mas fora isso classifico esse filme como aqueles que você pode assistir em uma tarde sem muito o que fazer, talvez uma baixa expectativa ajude a gostar ainda mais.

Fique com o trailer e se já assistiu, me diz o que achou!