Modo Meu

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04/08/2016 - Categoria: Filmes - Autor(a): Mariana Fernandes

Esquadão Suicida - Modo Meu

Nesta quarta, dia 03 de agosto, eu e Dyego fomos a aguardada e polêmica estréia de um dos filmes mais esperados de 2016. O majestoso Esquadrão Suicida, que começou a semana com excesso de críticas negativas/regulares nunca vistas antes na historia dos filmes de hq (mentira, lembrei do Lanterna Verde). Após filme assistido, logo eu que não sou muito fã da DC, eu recebi a missão de dizer o que achei, então vamos lá!

Primeiramente tenho que ressaltar o quanto uma crítica negativa hoje em dia afeta o filme, pois enquanto antes críticas eram apena coisa de chato que pagava de entendedor, hoje ela faz com que aqueles fãs de carteirinha cogitem não ver o filme e ainda xingar sem ao menos ter visto. Absurdo? Sim ou com certeza?

Mas vamos ao que interessa, o filme. Depois de um ano de fotos vazadas, trailers pra que te quero, entrevistas, análises e tudo mais, enfrentei dois dias de críticas pesadas e fui para sala do cinema sem nenhuma expectativa, tanto por conta das opiniões negativas, quando por eu querer analisar mais para poder apresentar o máximo de pontos aqui.

suicide squad

De ante mão vou logo falando que o filme não é ruim, porém tem falhas, e qual não tem!!?? Vamos ser sinceros, um filme de super-herói é tipo essas roupinhas de – como dizem a blogueiras de moda – fast fashion (C&A, Zara, Riachuelo), bonita, legal, agrada, mas não vai durar muito. Mas como assim? Oras, o Esquadrão Suicida foi feito simplesmente para vender, distrair e entreter, não espere um Oscar dele!

Achei o filme bem divertido pra falar a verdade. Visual bacana, bons atores, personagens legais e tiradas hilárias (pelo menos no caso do dublado, já que não consigo ver 3D legendado), tem mais o que esperar?

Claro que sempre tem o lado negativo, então vamos a ele. Juguei um roteiro muito rápido, se assim posso dizer. Sabe aquela sensação de não ter conseguido respirar de tanta informação? Era personagem para apresentar, que por sinal houve um foco maior em somente dois, história para contextualizar, luta para mostrar que meu Deus é muita coisa pra colocar em um filme só. Sei que os personagens não são conhecidos ao ponto de usar a estrategia Marvel de apresentar em filmes individuais, mas não dá pra negar que ficou muita coisa para 2h 10min.

SUICIDE SQUAD

O que eu mais gostei/amei/isso me fez gostar? Bem, achei a estética de apresentação dos personagens bem divertida e condizente, e dessa vez, dessa única vez o 3D valeu a pena, das atuações em especial da Margot Robbie (Arlequina) que ficou muito no estilo da personagem dos desenhos, e a trilha sonora ma-ra-vi-lho-sa e me fez vibrar cada vez que uma música tocava!

Para concluir, acho que deu a entender que Esquadrão Suicida não é o melhor filme de quadrinhos já feito, mas que diverte, disso não tenha dúvidas.

Bom filme!


13/06/2016 - Categoria: Filmes - Autor(a): Dyego Cruz

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Sabe quando você está achando que sua vida é uma porcaria e fica pensando como seria bom ter um chance de poder recomeçar para viver tudo de uma maneira bem diferente? Pois é, aqui temos um filme que mostra como seria e também como a vida de uma pessoa pode ser tão horrível quanto a do azarado Charlie.

Zerando a Vida é a segunda produção  da Netflix em parceria com Adam Sandler e aparentemente não está sendo lá tão “aclamada” pelo público ou pelos tão amados críticos de cinema por aí. devido ao grande fracasso do filme Ridiculous 6. Confesso que não consegui passar mais de 10 minutos no pastelão de bang-bang, mas não é por causa de um que não dou chance a outros.

THE DO OVER

O longa dirigido por Steve Brill tem como protagonistas Charlie (David Spade), um cara que se deu muito mal as escolhas da vida e vive praticamente um inferno, o que é muito bem interpretado pelo ator devido as caras e bocas de incômodo feitas por ele. O outro é Max (Adam Sandler), um cara que era amigo de Charlie na infância, mas que por escolherem caminhos diferentes na vida acabaram por não se ver mais. Os dois acabem se vendo novamente em um encontro anual da turma de colégio e a partir daí é que se inicia a história de verdade.

A trama tem muitos altos e baixos é claro, e não é das melhores, mas diferente de muitos outros de seus filmes, aqui temos um Adam Sandler bem diferente, menos bobão e mais sério. Não tanto quanto em Trocando os Pés (2015) ou Reine Sobre Mim (2007), que aliás é um filme ótimo. Mas dá para notar que existe algo mais do que aquele cara que é sempre o centro das atenções e fodão, como em Zohan (2008), e nem sempre o perdedor tentando se reerguer Happy Gilmore (1996).

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Existem muitos momentos que vão lembrar besteirol, como piada com masturbação, objetos encontrados dentro de partes íntimas, nudez da terceira idade e por aí vai. Humor negro em geral que realmente tornam o filme algo não muito “assistível” e as vezes, por melhor que seja a piada, acaba se tornando chato.

No geral ele é um filme que sim, tem uma boa produção, mas poderia ser melhor, e não, ele não é horrível, dá para assistir e dar umas boas gargalhadas com muitas de suas cenas, mas deixo bem claro que algumas vão te deixar bem enjoad@/constrangid@.

Para concluir, se você é do tipo que curte humor negro, comédias bem diferentes (INSANAS) e claro, não tem problemas com Adam Sandler, separa um tempinho e vai lá no Netflix dar uma chance pra esse filme. E só para ninguém dizer que eu não avisei, a classificação indicativa do filme é para +18.


23/02/2016 - Categoria: Filmes - Autor(a): Dyego Cruz

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Indicado nada mais nada menos do que em 12 categorias no Oscar 2016, esse é um dos filmes que vimos recentemente e que não poderíamos deixar de comentar, afinal para você que ainda não está sabendo (assim como eu não sabia hehe), além várias coisas intrigantes e peculiares, o filme é baseado em uma história real que muita gente acredita ser apenas uma lenda americana.

Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) foi um grande explorador conhecido pelas grandes expedições que liderava, ou pelo menos é o que conta a história, e que assim como é mostrado no filme O Regresso, mesmo após ser atacado por um urso e ser abandonado por seus parceiros John Fitzgerald (Tom Hardy) e Jim Bridger (Will Poulter), consegue sobreviver e mesmo com todas as dificuldades e feridas, ele segue em frente na busca de vingança, que no filme tem um motivo a mais além do abandono, que embora seja muito óbvia, não vou te contar aqui pois já seria spoiler.

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O filme se passa no ano de 1822, onde Glass e seus companheiros estão em busca de peles de animais para vender. Até aí tudo bem, afinal isso deve fazer parte das tarefas de um explorador, mas além de toda a grande atuação e sofrimento do personagem interpretado por DiCaprio no gelo, a partir daí é que começam algumas coisas que confesso que me deixaram meio confuso e perdido no meio da história.

O foco no sofrimento de Glass é alternado com o drama que o jovem Briger passa após ter sido forçado por Fitzgerald a deixar um homem vivo para traz, o que te mantém preso para saber o que vai acontecer. Mas existem outros arcos que não foram concluídos e que poderiam ter ficado de fora sem prejudicar o desfecho final.

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As cenas de luta foram bem trabalhadas e a fotografia também, mas depois de tudo isso confesso que não achei filme essa coisa toda que todos falam, a atuação do DiCaprio foi ótima e estou torcendo para que ele ganhe o Oscar de melhor ator, mas no final das contas não acho que O Regresso mereça o prêmio de melhor filme e nem que Alejandro González Iñárritu mereça ganhar a melhor direção esse ano.

Mas enfim, se você assistiu e gostou pra caramba, ou se assistiu e assim como eu não achou isso tudo, deixa aí nos comentários a sua opinião e se ainda não viu, vai lá assistir e volta aqui pra dizer o que achou. Aproveita e veja ou reveja o trailer.


22/02/2016 - Categoria: Filmes - Autor(a): Victória Duarte

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O Quarto de Jack é mais uma agradável surpresa para mim, que estava acostumada com dramas sentimentais, que no final tudo ficaria bem e que mostra como temos que sempre ser fortes apesar das lutas e dificuldades, como se não fôssemos feitos de carne, e que sim, apesar de termos a “obrigação” de levantar a cabeça e continuar a lutar, também temos nossos momentos de fraquezas e desordem sentimental.

Esse filme que está na disputa da categoria de Melhor Filme no Oscar 2016, conta a história de uma mãe e filho, que foram privados de sua liberdade. Ma, era uma menina no auge de sua adolescência que foi sequestrada por um louco que a manteve em cativeiro por sete anos. Dentro desse cativeiro ela acabou dando à luz ao seu filho Jack, que se torna seu companheiro.

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O primeiro ato do filme mostra a relação entre mãe e filho naquela situação de viverem já a cinco anos dentro de um quarto minúsculo, e a relação dos dois com o sequestrador. Essa primeira parte, para mim foi um pouco agonizante, ver aquela mulher totalmente exausta educando e defendendo um filho, que não faz menor ideia de que existe um mundo, foi bem assustador para mim. Ver duas pessoas serem privadas do maior bem que um ser humano pode ter, a liberdade, é algo de amarga a alma da gente.

O melhor do filme é como é relatado a os sentimentos da personagem Ma, interpretado muito dignamente, e “com certezamente” merecedora do Oscar de melhor atriz, Brie Larson. O que eu, pelo menos esperava antes de assistir ao filme é que depois de libertos, mãe e filho seriam “felizes para sempre”, pois teriam conseguido o grande objetivo de serem salvos. Mas não, o filme mostra toda a confusão mental que existe dentro da cabeça de Ma, todas as inquietações que ela carrega dentro de si, que são marcadas pelo fato de ter sido feita prisioneira durante anos. Os altos e baixos dos personagens do filme é o que cativa. Tanto Jack, quanto sua mãe carregam consigo uma grande carga dramática, que é levada muito bem pelos atores.

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Não posso finalizar esse post sem dizer o quão maravilhoso é esse menino que interpreta Jack, um espetáculo à parte. Eu consegui sentir cada emoção que Jacob Tremblay passou através de seu personagem. Um ótimo ator, que sinceramente deveria estar entre as indicações de melhor ator do Oscar desse ano. O que essa criança conseguiu mostrar nesse filme, Kristen Stewart não vai conseguir em toda a carreira de atriz, COM CERTEZA.

O Quarto de Jack é um filme sensível e sincero, que com certeza você vai no mínimo dos mínimos se emocionar com Jack quando ele tem contato pela primeira vez com um cachorrinho. Vale muito a pena assistir! E se você assistir e gostar, creio que também valerá a pena ler o livro que deu inspiração para este filme.


19/11/2015 - Categoria: Filmes - Autor(a): Dyego Cruz

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Sabe aquela mistura de tristeza e alegria que bate quando se chega ao final de mais uma saga nos cinemas? Pois é, aconteceu quando chegou ao fim O Hobbit, pois além de saber que não teria mais nada de “relevante” da Terra Média nos cinemas, ainda fizeram o favor de criar aquela música e clipe LINDOS de “The Last Goodbye” interpretado por Billy Boyd. Enfim, essa mistura de sentimentos aconteceu mais uma vez após o término de Jogos Vorazes.

A saga que teve início em 2012, baseada nos livros de Suzanne Collins, mostrou um mundo pós-apocalíptico dividido em distritos que eram controladas por uma capital totalitária presidida por Snow (Donald Sutherland), o idealizador dos jogos que a cada ano sorteava um casal de cada distrito para serem colocados numa “jaula” e lutarem até morte. Tipo um BBB, com todo mundo assistindo, mas que somente um dos “sorteados” vai sair dali vivo.

The Hunger Games - Mockingjay

Cheio de tramas e conspirações, Jogos Vorazes – A Esperança: O Final nos trás muitas cenas emocionantes de batalhas e de muita tensão, decisões realmente difíceis de serem tomadas e muitas dúvidas sobre quem está do lado de quem e o que realmente deve ou não ser feito enquanto todos estão lutando pelo distrito 13 para derrubar a capital e toda a sua tirania.

Mas no meio de todos esses acontecimentos, nossa corajosa Katniss (Jennifer Lawrence), que anteriormente havia sido e ainda é considerada o símbolo de uma revolução e que se mostrou ser tão forte, começa a mostrar que já está cansada daquilo e tudo e de toda aquela manipulação, algo que as vezes chega a impressionar, mas só as vezes mesmo. Com todo esse peso de responsabilidade que ela carrega por ser o “Tordo”, é cada vez mais notável o cansaço e sofrimento da garota que já participou de duas edições dos jogos.

Katniss - The Hunger Games

Claro que esse sofrimento de Katniss poderia ter sido mais bem aprofundado, mas infelizmente o foco no “triângulo amoroso” dela com Gale e Peeta deixou a trama um pouco arrastada, o que chegou a ganhar até algumas comparações com o que acontece na saga Crepúsculo e fazendo quem estava assistindo apreciar mais os elementos visuais do que a própria história em si.

O que mais me intrigou foi a inserção de algumas coisas meio bizarras que resolveram colocar nesse filme, como os tais “bestantes” que não lembro de terem sido mencionados nos filmes anteriores e também uma personagem pra lá de esquisita que aparece.

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Mas mesmo com esses poréns, a guerra travada contra a capital e todas as jogadas publicitárias que foram feitas em torno de Katniss por Alma Coin (Julian Moore) e Plutarch (Philip Seymour Hoffman) foram espetaculares e mostrou o poder que a manipulação das massas pode ter e até onde as pessoas podem ir para conseguir o que querem.

The Hunger Games

O filme teve um desfecho merecido e que vai deixar você bastante pensativo com relação a várias questões que envolvem política, revolução, guerras e principalmente o poder da publicidade. Se você já assistiu fala aí nos comentários o que achou e se ainda não viu, corre que tá massa.