Modo Meu

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28/10/2015 - Categoria: HQ - Autor(a): Israel Del Duque

Guardiões da galáxia_Modo Meu

Desde dezembro passado a Editora Novo Século tem publicado livros do Universo Marvel, sejam adaptações de arcos importantes dos quadrinhos (como Guerra Civil, primeiro título da série, e Guerras Secretas, com lançamento previsto para a CCXP 2015) ou aventuras inéditas – como é o caso de “Guardiões da Galáxia – Rocket Raccoon e Groot: Caos na Galáxia!“.

Sem dúvida alguma Rocket Raccoon e Groot conquistaram o público após o lançamento de Guardiões da Galáxia nos cinemas em 2014. Os momentos protagonizados pela dupla são memoráveis e deixaram todo mundo com um gostinho de quero mais (isso aliado à trilha sonora espetacular que embala o filme), e talvez até pensado se seria viável uma aventura solo dos dois personagens mais carismáticos do filme.

Bom, se você não tinha pensado nisso, vai desejar que isso aconteça após ler Caos na Galáxia!

A história começa quando Rocket e Groot vão parar num bar em Xarth Três a procura de um mercador que está disposto a comprar uma carga de algo entre 47 e 49 toneladas de zixo. Os dois se sentam e pedem uma bebida (um timóteo, bebida que, dentro do universo do livro é o equivalente à Dinamite Pangaláctica de “O Guia do mochileiro das Galáxias“). Neste momento um grupo de seres da espécie Badoon adentra o bar à procura de um Gravador Rigelliano.

Guardiões da Galáxia

Após incomodar Rocket com algumas perguntas, o líder dos Badoon encontra o alvo e a confusão se arma. Rocket tenta não se envolver, afinal estava apenas querendo vender sua carga de zixo e conseguir um bom dinheiro, mas o Gravador vai buscar refugio próximo ao guaxinim, que acaba ajudando o novo inimigo a escapar de seus perseguidores. Entretanto, ele e Groot acabam entrando nessa história mais do que desejariam, e cruzam o universo fugindo dos Badoon, da Tropa Nova, do Cavaleiro do Espaço, do Império Kree e da empresa Timely Inc. – que em muito lembra a Companhia Cibernética Sirius, do já citado Guia.

E não, eles não conseguem vender a carga de zixo.

      – Bem, meu velho amigo gravador – Rocket fala -, nós já atravessamos o Ah Que Flark de Horizonte de Eventos.

      – Pergunta? Significado?

     – Isso significa que eu estava tentando ficar longe de problemas esta noite, mas, ao ver que isso não aconteceria, quis fazer com que os problemas valessem a pena.

Quando soube há uns meses atrás que a Novo Século iria lançar um livro protagonizado pela dupla fiquei muito ansioso para ler. Guardiões da Galáxia é, para mim o melhor filme da Marvel até agora – e o meu favorito – e eu gostei bastante da adaptação de Guerra Civil (não li todos os quadrinhos, apenas a edição lançada pela Salvat, e dá pra se ver que a história foi bem adaptada. mas voltemos ao foco deste texto), então as expectativas eram justificáveis.

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No entanto, quando peguei o livro nas mãos e li a sinopse na quarta capa, alguma coisa me fez perguntar se os dois conseguiam segurar uma história sozinhos. Muito do êxito da dupla no filme se deve ao fato de não serem protagonistas. Eles até podem estar no grupo principal, mas todo mundo sabe que o protagonista da história é Peter Quill. Rocket e Groot estão fora do foco, e por isso se destacam tão bem. Talvez uma história com foco neles não fosse exatamente boa.

Felizmente o autor do livro, Dan Abnett (também autor de Vingadores – Todos querem dominar o mundo, já publicado por aqui) sabia muito bem o que estava fazendo, pois já havia roteirizado uma série dos Guardiões e portanto conhecia bem os personagens e o universo.

A história toda é narrada pelo próprio Gravador (Gravador 127 da Pesquisa Intergaláctica Rigelliana), que é basicamente uma versão com pernas e falante do Guia do Mochileiro das Galáxias. Inclusive, durante a narrativa ele quebra a quarta parede diversas vezes e explica para o leitor diversas coisas sobre o universo da história, sempre enviando referencias do cinema e da literatura, entre outras coisas, como que para facilitar o entendimento (e mostrar que conhece bem a Terra). Ele chega até a se definir como uma Wikipédia de escala universal (basicamente o mesmo papel do Guia). A própria linguagem utilizada pelo autor chega a lembrar um pouco a do Guia, o que me faz pensar se ele não se inspirou, nem que seja um pouquinho, na obra máxima de Douglas Adams.

O projeto gráfico do livro é muito bem feito, com uma segunda capa muito bonita (a segunda imagem deste post) e vem com um marca páginas integrando o produto.

Se você ficou interessado, pode ler o primeiro capitulo disponibilizado pela editora, clicando aqui. E aqui, uma galeria com o processo de criação da capa do livro pelo desenhista Will Conrad, que também desenhou as capas dos outros títulos da Marvel já lançados pela editora.