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16/09/2015 - Categoria: Design Gráfico - Autor(a): Mariana Fernandes

Não Julgue o livro pela capa e sima a editora

Como alguns já sabem, em agosto comecei uma nova jornada pelo mundo da pós-graduação (se não sabe, segue a gente nas redes sociais pra saber de tudinho), cursando a primeira turma do curso Design Editoral do meu querido Estado. E como perguntei nas redes sociais se alguém gostaria de saber sobre as minha impressões (vou fazer em vídeo e quando tiver é só acessar aqui), vou começar logo por uma pensamento que compartilho desde antes dessa nova jornada.

Não julgue o livro pela capa e sim a editora diz o título do post, mas você consegue pensar o por quê? Bem, na minha primeira disciplina da pós que consiste na “História da edição e do design editorial“, tivemos como avaliação a reflexão do que é um livro e a transferir esses pensamentos para uma manuscrito feito por muá, por causa disso tive que aprender técnicas de proporção áurea, que basicamente é como dividir a página para encaixar os textos (ou como dizemos nas aulas, quando estipulamos uma mancha gráfica), como calcular, cortar, escrever cuidadosamente pensando em todos os espaçamentos e grafismos e finalmente passar pelo julgamento do professor.

não julgue o livro Não julgue o livro pela capa e sim a editora

Além de todos esses processos conversamos muito sobre a importância do livro impresso em uma época extremamente digital, onde existem e-readers e uma guerrinha de preferências, que eu honestamente considero ridícula. Nessas conversas chegamos na conclusão de que o livro impresso atualmente tem que ter um “algo a mais” para que as pessoas encontrem a necessidade de comprá-lo e que o digital ainda não pode ser considerado a melhor opção, porque sinceramente ainda não foi encontrado uma forma que possam ser lidos todos do tipos de livros, por exemplo os de receitas que fazem um grande uso de imagens e grafismos que os e-readers não integram muito bem com o conteúdo, porém esse formato traz uma acessibilidade enorme para novos autores e menos dor nos braços para os leitores de Game of Thrones (hihi).  P.S: eu também tenho uma monte de e-books, não precisa me odiar senhor amante de e-book.

Bem, mas o que isso tem haver com o título? É desse algo a mais que o livro precisa ter que eu quero falar, e isso definitivamente não é culpa do autor ou da história. No mercado atual, zilhares de livros são lançados diariamente não é mesmo? Agora me responde: o que nos vai fazer querer uma determinado título, em vez do outro?  A história? Sim, mas o que vai me fazer achar o livro para ler a sinópse e acabar me interessando? A capa? Também! Mas melhor do que só a capa do livro é o projeto como um todo, os extras, o cuidado com detalhes, a preocupação com a folha e a leitura de quem está comprando, imagens e por aí vai. Afinal, pensa comigo, se a capa foi a única coisa importante, eu posso fazer uma capa “nhê”, colocar no word e mandar imprimir, mas o que isso me impede de comprar o e-book, já que a capa é a mesma do cartaz do filme que saiu mês passado, e não tem nada que me faça querer o impresso?

Não julgue o livro pela capa e sim a editora Não julgue o livro pela capa e sim a editora

Quando olhamos uma pilha de livros na livraria e achamos 80% deles dessa exata forma que eu acabei de descrever, é culpa de quem? Com a capa do filme, com uma diagramação cansativa (sim, isso existe e é bem frequente), como um feito de qualquer jeito tão visível que me deixa abismada, é culpa de quem? Do autor, da história, ou da editora que não teve a mínima preocupação com o projetos, a história e o comprador? Quantas vezes você já parou e pensou, por que a capa desse livro não poderia ser igual a da versão gringa? Será que eles se preocupam com esse algo a mais que eu estou falando? Não, imagina! (ironia alert)

Lógico que eu não estou aqui falando de todas as editoras brasileiras, afinal tem muita coisa ruim espalhada pelo mundo e muitas preciosidades nas terrinhas Tupiniquins, mas acho que isso é bem frequente no nosso Brasilzim de meu Deus e esse meu pensamento compartilhado ajuda com que o público tenha uma visão crítica sobre esse assunto e possa sim, cobrar trabalhos com maior qualidade. Vendo toda essa falta de qualidade por um lado bom, isso ajuda com que pequenas editoras que possuem essa preocupação se destaquem no mercado e nos tragam obras dignas de coleção. Mas e aí, o que você acha desse meu pensamento? Concorda, descorda? Vamos conversar!


20/08/2014 - Categoria: Utilidade Pública - Autor(a): Dyego Cruz

A woman with an e-reader on a London street

Com a era dos livros digitais e toda a tecnologia criada para que seja possível tornar cada vez mais prático e rápido o hábito de leitura para as pessoas que por mais que gostem de ter um livro físico preferem ler o mesmo em algum dispositivo de sua preferência, irei indicar os vários e-book readers (leitores de livros digitais) e aplicativos que existem atualmente no mercado para que você possa escolher qual deles melhor se adapta a sua realidade/necessidade.

Kindle

Kindle_Vs_paperwhite

O kindle é foi fabricado pela Lab126, uma subsidiária da Amazon, e que além de um grande acervo de e-books para serem comprados e pesquisados na sua loja, com vários também gratuitos, nos permite sincronizar os mesmos em todos os seus aplicativos que estão disponíveis para Windows, Windows 8/8.1, Mac, Chrome, iOS, Android, Windows Phone (7 ou 8).

Ele só permite que você compre livros na loja da Amazon, mas também te dá uma opção para que você possa fazer o upload de e-books que tenha adquirido de outra maneira que não em sua loja, que é o que eles chamam de Documentos Pessoais. Até dá para sincronizar os arquivos que você envia para lá, mas somente se você estiver usando um dispositivo Kindle ou um app no iOS ou Android.

Outra grande desvantagem do kindle para o caso de você querer enviar arquivos para serem sincronizados, é que ele utiliza um formato de arquivo próprio (.mobi), o que faria com que fosse necessário converter seu .epub ou .pdf para o formato específico do aparelho.

No Brasil ele pode ser adquirido tanto pelo site da própria Amazon quanto no site do Ponto Frio. Os modelos disponíveis variam de serem sem touchscreen, com touchscreen e com iluminação de LED e também com diferentes quantidades de armazenamento. Todos possuem Wi-fii e alguns também permitem o uso de 3G.

Kobo

kobo-ebook-reader

O Kobo foi desenvolvido por uma empresa canadense sediada em Toronto, chamada Kobo inc., e atualmente ele é possível comprá-lo do Brasil através da Livraria Cultura.

Ele também permite que os e-books sejam sincronizados entre os seus aplicativos, mas infelizmente temos a desvantagem de isso só ser possível se o livro foi comprado na Kobo “store”. Os aplicativos do Kobo também estão disponíveis para Windows 8, Mac, Windows Phone, iOS, Android e tem um diferencial por também ter um app disponível para Blackberry 10.

Todos os dispositivos Kobo possuem a função touchscreen, se diferenciando entre si apenas pelo tamanho, quantidade de armazenamento, possuir ou não iluminação. Todos possuem Wi-fii, mas até o momento que escrevia esse post não encontrei nenhum modelo com suporte a 3G.

Update: O amigo Jáder me falou que o Kobo também permite que o usuário possa ler HQs, tanto do formato de PDF quanto nos formatos padrões cbr/cbz. ;)

Lev

lev-ebook-reader-saraiva

O Lev é um lançamento bem recente da Livraria Saraiva, que além de já ter todas as qualidades já faladas dos outros leitores, vem com uma inovação bem interessante, que é poder comprar livros em outras lojas digitais que não somente a da Saraiva. Essa informação me foi dada por um vendedor e não tive como testar, mas se você já comprou um, faz esse teste e me dá um retorno só pra matar a curiosidade.

Assim como os outros leitores, ele também lhe permite a sincronia entre todos os seus aplicativos que estão disponíveis para Windows, Mac, iOS, Android (Windows Phone não foi mencionado no site, mas acredito que possa existir o app para a plataforma) e assim como o Kobo, ele também permite que você coloque algum livro que você tenha adquirido de alguma outra forma que não tenha sido por compra e colocar no dispositivo, mas também não efetua a sincronia desses arquivos nos outros aplicativos.

Google Livros

Google-Play-Books

E chegou a hora da minha mais recente descoberta, pois não havia feito os testes necessários nesse aplicativo do nosso querido Google.

Infelizmente o Google Livros não possui um dispositivo individual assim como o Kindle, Kobo ou Lev, mas depois do que vou falar você verá que nem é preciso. O aplicativo está presente apenas na App Store e na Google Play (ÓBVIO), sendo assim somente disponível para iOS e Android, mas caso você queira ler o livro direto do seu computador, basta abrir um navegador (não precisa ser somente o chrome), se logar com a sua conta do google, entrar na google play e acessar a área “Meus Livros”.

Nessa área você poderá comprar livros assim como em todas as outras lojas virtuais e também terá um espaço para poder fazer o upload dos seus livros sem o empecilho de conversão que o Kindle tem e também poderá sincronizar o seu progresso de leitura aonde quer que você se “logue”. No final achei essa a melhor dica de todos hehe.

Mas agora você deve estar querendo saber quanto custa cada um não é? Pois bem, o Google Livros é gratuito tanto na Google Play quanto na App Store, mas no caso do Kindle, Kobo e Lev, eles custam entre R$ 299,00 até uns R$ 699,00 (lembrando que esses valores são referentes apenas a leitores digitais e não suas versões que são Tablets), o que vai variar dependendo do seu tamanho, capacidade de armazenamento, iluminação e possuir ou não a tecnologia 3G.

Bem, espero que tenham gostado dessa dica e se tiver sentindo falta do iBooks, não falei dele porque queria mostrar coisas que possam ser sincronizadas em vários lugares e não só no iOS. Se tiver mais alguma dica e experiência sobre as ferramentas não deixa de comentar pra gente também ficar por dentro de outras curiosidades/novidades.