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25/11/2015 - Categoria: Livro - Autor(a): Dyego Cruz

Capa_Cibestorm

Já parou para pensar se durante o natal começasse a ocorrer inúmeros acontecimentos estranhos, como a internet muito lenta em todo o mundo, falta de energia e água, notícias sobre possíveis invasões e sobre possíveis surtos de doenças? É fato que a nossa sociedade atual chegou a um ponto em que não consegue mais se viver sem a tão indispensável World Wide Web (WWW), ou como é popularmente conhecida por todos, a internet.

Toda essa nossa dependência, cada vez mais crescente, nos coloca exatamente em um dos pontos principais que Matthew Mather descreveu em seu livro Cyberstorm, publicado recentemente no Brasil pela Editora Aleph.

Com uma narrativa bem dinâmica, a história é contada por Mike, um pai de família que ganha dinheiro com sua empresa na internet, o que foi positivamente não muito aprofundada devido aos fatos que viriam a se seguir. Tudo começa quando de repente a internet começa a fica extremamente lenta e simplesmente sem nenhuma explicação plausível, começa também a faltar eletricidade e as comunicações falham na cidade de Nova York.

Ciberstorm_contra capa

Sem saber o que está acontecendo no mundo, ou mesmo na própria cidade, as notícias que se espalham começam ser cada vez mais controversas, causando alvoroço e muita confusão na civilização que até então era tido como “civilizada” e “preparada”. Os capítulos do livro estão divididos em dias e horas, sempre contando a partir do primeiro dia dos acontecimentos iniciais, que foram durante uma véspera de natal, o que torna a leitura ainda mais tensa pelo nosso cenário mundial atual e pela proximidade das festas (eu ainda estou muito paranóico). De certa maneira posso até comparar essa história com o terror de The Walking Dead, mas a diferença é que aqui ninguém sabe contra o que ou quem estão lutando.

Confesso que não tinha muita expectativa quando recebemos o livro, mas depois de começar, não consegui mais parar, pois o autor Matthew conseguiu colocar o leitor (no caso eu) na pele de Mike completamente e sentir toda a tensão e angustia que o personagem estava passando.

Além do quê, os diálogos sobre estar preparado e toda a dependência que temos não só em nossas casas, mas em toda a logística e economia mundial com a internet , são sensacionais. Nos fazendo refletir sobre tudo o que somos e o que sabemos e sobre o que ser humano não consegue mais fazer mesmo com toda essa tecnologia em suas mãos.

Ciberstorm_marcador e carta

Privacidade, segurança, o poder da falta de informação e o poder que as informações falsas causam nas pessoas em momentos de incertezas e ataques cibernéticos (Ciberataques) de um inimigo que não se sabe de onde vem e muito menos o por quê de estar atacando são muito bem pontuados em cada um dos diálogos mostrados nessa ficção científica. Que veio para mostrar o cenário de uma devastação que pode ser causada por “simples” ciberataques através da internet.

Espero que você dar uma chance a esse grande espetáculo e que depois venha dizer o que achou, pois garanto que essa leitura vai te deixar maluco quando entender que a internet de hoje vai muito mais além do que você pode imaginar.

Livro: Cyberstorm no Submarino


13/11/2015 - Categoria: Livro - Autor(a): Dyego Cruz

Capa_Sombra do Paraíso_Modo Meu

A corrida espacial e a procura por vida fora do planeta sempre foram assuntos que fizeram muitos viajarem em milhões de histórias e teorias e estudos, que falam sempre como deve ser lá fora e como raios seriam esses seres que podem ou não viver em outro mundo que não este que conhecemos. Claro que existem as pessoas que não curtem nem pensar nisso devido ao medo e a incerteza que esse e qualquer outro fato desconhecido possa afetar sua existência e tudo aquilo com que se está acostumado, mas acho que isso seria tema para outra ocasião.

Enfim, durante as últimas semanas andei lendo o livro Sombra do Paraíso, escrito por David S. Goyer (roteirista de filmes como Batman Begins e Batman – O Cavaleiro das Trevas) e o produtor de TV Michael Cassutt, publicado aqui no Brasil pela Editora Aleph.

contra capa_Sombra do Paraíso_Modo Meu

Com uma narrativa agradável e subdivida no foco de um personagem específico por capítulo, é possível acompanhar o pensamento e todas as aflições de cada um deles durante todos os acontecimentos que vão ocorrendo durante a  história.

O ano é 2016, quando de repente aparece no céu, ainda no espaço e fora da órbita da terra para ser mais específico, um enorme objeto não identificado e que foi batizado de Keanu. Sim, foi inspirado no ator Keanu Reeves de Matrix, que para mim pareceu ter sido por causa da sigla que se dá para Objeto Próximo a Terra em inglês, que seria NEO (Near-Earth-Objetc).

Detalhes_Sombra do Paraíso_Modo Meu

Após o aparecimento e parada repentina do estranho objeto bem próximo do planeta terra, inicia-se uma corrida espacial jamais antes vista no século XXI, onde a NASA e uma coalizão, que na minha opinião é bem inesperada, formada por  Rússia, Índia e Brasil se preparam para missões tripuladas para reconhecimento do estranho NEO.

Durante toda a preparação e durante a missão, são sempre mostrados todos os medos e anseios dos personagens, inclusive o do comandante da Destiny-7 (nave tripulada da NASA), Zack Stewart, que é praticamente o personagem principal e que chama a atenção por vários fatores, inclusive o de sempre tomar as melhores decisões (ou pelo menos foi o que achei).

Costas_Sombra do Paraíso_Modo Meu

Por ser o primeiro volume de uma série, claro que o final não poderia terminar com todos os arcos fechados completinhos para fazer com que o leitor que gostou do livro assim como eu fique na vontade do próximo, mas confesso que o arco final ficou um pouco aberto demais e foi meio corrido.

Mas além desse final estranho, de toda a história, toda a tensão e de todas as surpresas, o livro é realmente instigante quando se fala em busca do desconhecido e retrata bem vários termos técnicos, melhores atitudes que devem ou não ser tomadas por um astronauta/explorador e também várias referências as viagens espaciais que já ocorreram durante a história da humanidade. É uma aventura que conta um pouco da história da evolução tecnológica/espacial da raça humana e mostra uma maneira bem diferente de como lidar com o desconhecido.

Livro – Sombra do Paraíso no Submarino


21/10/2015 - Categoria: Livro - Autor(a): Elizabeth Viana

CAPA_O-TRONO-DE-DIAMANTE_MODO-MEU

Olá, pessoas! Hoje a resenha é desse livro que mal acabei de ler e já adoro pacas. O livro é O Trono de Diamante, de David Eddings e foi publicado no Brasil pela editora Aleph. Caso você não o conheça aqui vai algumas coisas a respeito… Eddings nasceu em 7 de julho de 1931 e faleceu em 2 de junho de 2009, mas antes de sua morte, foi Bacharel em Artes pela Reed College e mestre em Artes pela Universidade de Washington. Eddings também serviu no exército dos Estados Unidos, trabalhou como comprador na Boeing Company. Foi vendedor em uma mercearia e professor de inglês. Ao visitar uma livraria, ele viu um exemplar de O Senhor dos Anéis, então ele resgatou um antigo esboço rabiscado e, a partir dele, criou o mundo em que se passam os livros das séries Belgariad e Malloreon.

O Trono de Diamante é uma fantasia, e bem parecida com a idade média. Quando eu li a sinopse logo me lembrei dos filmes O Feitiço de Áquila e Willow – Na Terra da Magia. Lembrei também de Hamlet, em certo ponto.

A História é a seguinte, o reino de Elenia encara uma grave crise política. O rei Aldreas morreu vítima de uma doença obscura, e Ehlana, sua única filha subiu ao trono. Mas em poucos meses, ela foi acometida por uma estranha doença, que “coincidentemente” tem os mesmos sintomas da doença que matou seu pai. Traída pelo primo bastardo e por um clérigo corrupto, a legítima soberana de Elenia sobrevive graças a uma poderosa magia lançada por Sephrenia, a feiticeira, e por doze destemidos cavaleiros.

MAPA_O-TRONO-DE-DIAMANTE_MODO-MEU

Ehlana, tal qual a Branca de Neve, jaz adormecida em seu trono protegida por uma barreira de cristal. Mas o tempo é mau. Uma a uma, a vida dos que estão envolvidos no encantamento vai sendo consumida até que a vida da jovem rainha sucumba. E é aí que surge Sir Sparhawk, cavaleiro da Ordem Pandion. Ele acaba de retornar a Elenia após dez anos de exílio. Mas ao ser atualizado dos acontecimentos no reino pelo seu fiel escudeiro Kurik, ele resolve partir em uma busca obstinada pela a cura que salvará sua rainha e seu reino, até porque essa cura tem que ser encontrada antes do transcorrer de um ano. Então, Sparhawk segue correndo o mundo tentando enfrentar o tempo, as autoridades vigentes e toda a sorte de perigos que ele encontra no caminho, perigos reais e sobrenaturais. Mas ele não vai sozinho. Em sua jornada de luz e escuridão, ele vai contar com a ajuda de seus “brothers” de armas, de Kurik, da feiticeira, de um jovem ladino e de uma misteriosa garotinha. Por fim, o cavaleiro Pandion descobrirá que o mal pode ser ainda maior e mais profundo do que ele imagina.

E é isso. O livro é bem detalhado, a gente vai lendo e vai visualizando todas as cenas. Adoro isso. Também é engraçado. Foi, de fato, uma leitura muito divertida. O Trono de Diamante é uma obra excelente e de leitura fácil. Já estou ansiosa pelo próximo, doida pra ler sobre a vida desse pessoal… De novo. Se você é fã de fantasia, histórias medievais e de RPG, pronto, tem que ler esse livro. Ou não.


17/09/2015 - Categoria: Livro - Autor(a): Israel Del Duque

Jurassic Park - Foto do site http://nerdgeekfeelings.com/

Era uma vez uma editora. Um dia essa editora decidiu que ia fazer um monte de lançamentos bacanas e levar seus leitores à falência. Essa editora é a Aleph (mas podia ser a Editora JBC também, porque esse ano ela levou boa parte da minha grana. Mas isso é assunto pra outra hora). O livro da vez é Jurassic Park, de Michael Crichton, e não teve hora melhor para fazer esse lançamento do que agora, junto com a estreia do novo filme, Jurassic World.

Estrategicamente falando foi uma ótima jogada, não só em relação ao marketing que o livro acabou recebendo pela estreia do filme, mas também pelos objetivos da editora, que é basicamente apresentar a Ficção Científica para novos leitores. E aí entraram títulos como Star Wars (que não é FC propriamente dita, mas não vamos entrar nesse mérito agora), O Planeta dos Macacos, e outros títulos já anunciados, como Alien e Eu sou a Lenda.

E, claro, Jurassic Park.

Créditos: http://gimmeshelter.com.br/

A história do livro – que começa como um relato, conferindo certa veracidade aos fatos retratados – é basicamente a mesma do primeiro filme (aquele lá de 1993), com algumas (MUITAS) diferenças. A primeira delas é que a história é mais longa. Algo óbvio, porque num filme de duas horas não dá pra colocar exatamente todo um livro de mais de 500 páginas, como bem vimos acontecer em Harry Potter e a Ordem da Fênix. A diferença é que o livro não anula a adaptação de Jurassic Park para as telonas, mas mostra uma visão um pouco diferente dos fatos.

Mas me justifico: a história parece mais longa porque acontece muita coisa, dando a impressão de que eles passaram mais tempo na Ilha Nublar do que apenas dois dias.

Já deu pra perceber que não dá para não comparar os dois produtos, então vou me resguardar apenas ao tom da história. No livro temos um tom mais de terror, não no sentido de dar sustos, mas na atmosfera que os personagens estão inseridos. Eles convivem o tempo todo como medo. Já na versão cinematográfica temos um tom mais de aventura. Claro que há o medo dos dinossauros, mas ele não é tão intenso quanto no livro.

Créditos: http://3.bp.blogspot.com/

Por se tratar de um livro de FC, temos muitas explicações e especulações. Teoria do Caos, Engenharia Genética e clonagem (na época sequer cogitava-se a existência da ovelha Dolly, primeiro mamífero clonado com sucesso) servem como base para o desenvolvimento do enredo.

O livro recebeu uma edição caprichada (em minha opinião um dos melhores projetos gráficos do ano, ao lado do já citado O Planeta dos Macacos) e conta com uma entrevista do autor à revista Cinefantastique, falando um pouco sobre a produção do filme – que ele ajudou a roteirizar – e um pósfácio escrito por Marcelo Hessel, comentando mais a fundo as diferenças entre livro e filme e levantando os temas abordados.

Mas o chamariz do livro são as ilustrações internas e as bordas todas em vermelho. É um livro que realmente chama a atenção assim que você passa por ele em qualquer lugar da livraria, e um bom exemplo de como o livro impresso também serve como peça decorativa.

Créditos: http://3.bp.blogspot.com/

Se você também quer ter essa obra na sua prateleira, siga os links:

P.S.: vocês precisam ler esse livro por motivos de: Ian Malcom. Esse personagem é sensacional. Estejam avisados.

P.S. 2: créditos das imagens – http://nerdgeekfeelings.com/http://gimmeshelter.com.br/.


09/09/2015 - Categoria: Livro - Autor(a): Mariana Fernandes

Planeta dos Macacos

Hoje vamos falar de oportunidades, essas que as vezes acabamos não tendo em relação a conhecimentos clássicos. Não, eu não vou fazer uma crítica social falando sobre educação, porque acho que todos já tem uma opinião sobre isso e eu estaria só falando algo que você já sabe, mas sim, vou falar sobre as oportunidades culturais no meio desse turbilhões de informações.

Nos 23 anos que carrego hoje, nunca havia parado para ler “O Planeta dos Macacos“, por falta de tempo, atropelamento de conhecimentos, o que é bem característico da nossa geração, ou simplesmente acumulo de cansaço que gera um indesejado tempo de procrastinação. Mas eis que me chega por correio, da Editora Aleph, um dos novos lançamentos de 2015, a clássica obras do francês Pierre Boulle, “O Planeta dos Macacos”. Agora, ler esse clássico tinha se tornado uma daquelas obrigações prazerosas que de vez em quando recebo aqui no blog.

Planeta do Macacos CAPAPlaneta do Macacos_Contra capa

Contar sobre a história desse livro seria meio previsível, afinal isso não é uma resenha? Mas depois de ter conhecimento do filme de 1968, qual o próprio Boulle afirma ter sido bem fiel a sua obra (menos o final), sem falar no remake de 2001 e os filmes atuais, paramos para nos perguntar: Por que ler uma história que já sei? Foi com esse pensamento que comecei o livro pelo final! Não pelo final de história, mas sim pelos extras que essa edição trás.

“O Planeta dos Macacos”, de 2015, da Editora Aleph conta com três extras no final do livro, sendo eles: Uma entrevista dada pelo autor, qual podemos entende a opinião de Boulle sobre as adaptações de suas obras; um pouco da história do autor, relacionando a sua vivência com suas criações; e um posfácio que a apresenta a história de ficção científica nas cultura dos EUA e na França, fazendo uma breve comparação entre elas. P.S: Atenção! Essa parte extra contém spoilers tanto do livro quanto do filme de 1969, então só leia primeiro se tiver disposto a passar por isso. 

Após a leitura dos extras me vi com a mesma curiosidade de alguém que leu apenas uma sinopse ou uma crítica e sentiu uma emergência de consumir aquela obra, que surpreendentemente foi bem simples e rápida para uma ficção científica, coisa que o autor não considera ser. O que eu já estava esperada, pois uma das característica do autor é a sua escrita simples que dava a oportunidade de suas histórias serem consumidas por diversas classes de leitores.

Planeta dos Macacos_parte 03Planeta dos Macacos_Divisão de capítulos

Falando na estética (porque sim, sou designer e me sinto na obrigação de falar disso), o projeto gráfico do livro foi muito bem trabalhado e cuidadoso, dando facilmente a classificação de livro de colecionador. De cara já me impressionei com as bordas arredondadas e aparência de “moleskine“, mas o cuidado com a tipografia manuscrita e a divisão de capítulos é um plus que deixa qualquer colecionador de olhinhos brilhando.

Bem, espero você tenha a mesma experiência que eu ao ler, e olha aqui o link para que não quer pensar duas vezes antes de comprar o livro, e de brinde uns links para alguns filmes também: