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01/08/2016 - Categoria: Séries - Autor(a): Mariana Fernandes

TCDGIGI WB018

Que Girmore Girls está prevista para estrear uma nova temporada dia 25 de Novembro de 2016, todo mundo já sabe! Mas você já parou para assistir as temporadas passadas?

Se você é que nem eu e conheceu Gilmore Girls como “Tal Mãe, Tal Filha“, uma das séries que passava na maratona de séries do SBT, todo sábado, depois de séries como The O.C. – Um Estranho no Paraíso, Smallville, entre outras, e pretende ver o retorno de Lorelai Gilmore (Lauren Graham) e Rory Gilmore (Alexis Bledel), deve saber que fazer uma maratona das temporadas passadas é necessário, não é mesmo?

Partindo do pressuposto que o senhor amado e idolatrado Silvio Santos, não cumpria muito da linha do tempo da série, e nem tudo foi passado na tv aberta, é bom aproveitar que o Netflix já liberou as 7 temporadas com versão dublada, para os saudosistas, e legendadas para quem gosta de ver os áudios originais.

Mas vamos lá! Fui assistir, tanto para lembrar, quanto ver se passava naquele regra dos 15 anos, por mais que eu já soubesse que passava. O que posso dizer é que me surpreendi o quão atemporal os episódios são e quão divertido é ver a vida de Lorelai e Rory. Não sei você mas eu sou daquele tipo de pessoa que ama personagens sarcásticos, divertidos e que não deixa nenhuma pergunta boba passar impune, então ver as maravilhosas tiradas de mãe e filha quase me levam ao delírio, além dos personagens secundários serem muito bem trabalhados e cheios de particularidades que os fazem essenciais a história.

Lorelai Gilmore e Hory Gilmore

Vamos aos pontos que mais amo!

1 – Uma série que começou em 2000 e fala sobre feminismo de forma leve, um assunto que nunca deixou de ser falado, mas que atualmente está tão forte, que ainda nos traz aquela identificação com as personagens.

2Melissa Mccarthy que a algum tempo está bombando com os seus filmes bem humorados, qual particularmente eu não gostava muito, me fez reconsiderar ao lembrar da personagem Sookie, a chef de cozinha do hotel Independence Inn e melhor amiga de Lorelai.

3 – Lane Kim é aquela típica garota reprimida pelos pais, mas que consegue se safar de uma criação maluca e antiga, com compartimentos secretos em seu quarto que escondem revistas, livros e principalmente CDs que seus pais não aprovam. Porém não é aquela rebelde chata que todo adolescente é.

4 –  Os personagens/situações típicas de toda cidade pequena, a fofoqueira (a professora de dança), o “dono da cidade” (o dono do mercado), o cara maluco, o fato de todo mundo saber tudo da vida de todo mundo e todos se importarem com todos.

5 – Por fim, a quantidade absurda de episódios por temporada. Já percebeu que só a primeira temporada tem 21 episódios?

Enfim, por mais que eu esteja bem no começo da maratona, já posso dizer que Gilmore Girls é aquele tipo de série atemporal, fascinante e que vale muito a pena reassistir. :)


27/05/2016 - Categoria: Textão - Autor(a): Mariana Fernandes

lembrança

Olá, aqui fala uma garota de 2 anos que fugia do vizinho um pouco mais velho que insistia em me beijar. Em toda brincadeira que eu queria fazer, ele só deixava se eu desse um beijo. Daí tudo bem, duas crianças de idade parecida, qual uma delas tinha muita curiosidade!

Certa vez, no aniversário de uma coleguinha, esse meu vizinho me proibiu de passar no corredor se eu não o beijasse. O que eu fiz? Pela primeira vez gritei pela minha mãe que logo me tirou dali. O que o meu vizinho fez? Também contou para a mãe dele, que veio furiosa gritar para mim, uma garotinha de 2 anos que eu era lésbica, mal amada e que eu nunca conseguiria um homem como o filho dela. Eu, uma garota de 2 anos! Com essa idade eu não deveria me lembrar de muita coisa, realmente não lembro, mas disso eu nunca consegui me esquecer.

Agora eu cresci um pouquinho, devo estar com uns 5 anos, e me apareceram mais pretendentes involuntários. Um namoradinho que eu não queria, mas os pais dele gostavam de mim e queriam, então começaram a falar que eu era a namorada do filho deles. Isso me incomodava? Sim. Eu podia fazer alguma coisa? Não.

Entrei na pré-adolescência, e chegou a fase de dar o meu primeiro beijo! Nessa época eu lembro de um amigo de infância que se “apaixonou” por mim. Óbvio que eu deveria corresponder, não é mesmo?! Um menino tão bom, tão legal, deixou que eu tivesse a honra de ter o primeiro beijo com ele. Só que eu aos 12 anos não havia amadurecido o suficiente para gostar de alguém, então não aceitei. Os “amigos” do meu grupo ficaram insistindo até que eu parasse de querer sair para encontrá-los. Dessa vez foi minha mãe que desconfiou e deu aquele básico carão de mãe nos meus colegas. O resultado é que deixaram de falar comigo por algum tempo e um dos meninos se viu no direito de me chamar de “vadia, sem sal”. Aos 12 anos eu me tornei uma “vadia, sem sal”.

Um ano depois eu finalmente tive o meu primeiro beijo, com um garoto que eu realmente gostava, e logo virou o meu primeiro namoradinho de pegar na mão. Pena que eu tive que viajar, pois o meu primeiro namoradinho decidiu me substituir enquanto eu estava de férias. Afinal, todo homem tem necessidades, não é mesmo?!

Felizmente aos 15 anos encontrei a pessoa certa! Pelo menos nesses quase 10 anos que estamos juntos. Mas infelizmente não acabou por aí.

Aos 18, o professor qual eu tive uma paixonite platônica, por volta dos 13 anos, entendeu que como eu tinha atingido a “maior idade”, nós poderíamos ficar juntos. Eu que tinha namorado e ele que já era casado. Bem, eu rejeitei e ofereci continuarmos a amizade que tínhamos. Ele sumiu.

Aos 21, fui chamada de feminazi (xingamento para quem é feminista). Por que? Porque disse ao meu colega da trabalho que traiu várias vezes sua mulher grávida, que não aceitaria uma prancha de cabelo como desculpas se eu fosse ela, quando o próprio me pediu opinião. E sim, sou feminista com muito orgulho!

Nesse 24 anos que carrego, eu já fui tudo. Vadia, lésbica (como se isso fosse um xingamento), sem sal, travesti, feminazi, machuda (por não usar salto) e uma possível boa amante. Além de ser ruiva, ou seja, estou na lista da maioria dos caras ignorantes que antes me queimariam por achar que sou bruxa e hoje acham que sou boa de cama.

Mas me diz uma coisa?! Isso aconteceu quando você estava em um bar, um baile funk, tarde noite quando você estava no meio da rua? Já sei, você estava de roupa curta?

Não! Isso são apenas algumas histórias leves que aconteceram comigo, na escola, no condomínio, na faculdade e no trabalho. Umas daquelas que eu não esqueci, umas daquelas que eu decidi compartilhar. Mas se eu que tenho histórias leves, nunca consegui esquecer, imagina as milhares de mulheres que sofrem algum tipo de agressão, seja mental, física, verbal ou sexual.

Tudo que eu desejo é força, a cada mulher de coragem que saem todos os dias de suas casa para enfrentar essa selva onde atitudes brutais são tratadas como nada e as mulheres que reclamam, são as malucas, histéricas da história.


02/02/2016 - Categoria: Filmes - Autor(a): Victória Duarte

as sufragistas 01

Desde a separação de Sandy e Júnior, para mim, não surgia um assunto tão importante quanto este que está tão na moda que é o Feminismo. Infelizmente ainda ouço de pessoas próximas a mim, e que até tenho um grande amor e admiração, frases do tipo: “Feminismo é coisa de sapatão que não se depila! ”, “Isso é coisa de mulher que não tem o que fazer! ”. Sim meus caros leitores, mesmo com esse assunto tão discutido, ainda existem pessoas que afirmam que o feminismo não significa, e nunca significou nada. Que não fazem a menor ideia do significado até mesmo da palavra. Pois bem, antes de qualquer coisa vamos dar uma definição sobre o que é feminismo. Segundo o dicionário Michaelis:

fe.mi.nis.mo
sm (lat femina+ismo) 1 Sociol Movimento iniciado na Europa com o intuito de conquistar a equiparação dos direitos políticos e sociais de ambos os sexos.

A partir dessa pequena definição podemos falar da importância desse movimento através do filme As Sufragistas (2015). Esse filme relata uma das histórias, dentre as tantas, de um grupo de mulheres que lutavam pelo direito de voto na Europa do início do século XX. Nesse contexto apresenta-se Maud Watts, uma personagem que consigo identificar entre várias amigas, pois ela era uma mulher totalmente alheia ao movimento, mas dentro de si, mesmo de modo bem singelo, se perguntava o porquê dessa desigualdade entre homens e mulheres, e se indignava aos abusos que lhe ocorrera durante a vida por homens maus. Algo que vejo em muitas mulheres a minha volta, que mesmo que digam que não são “adeptas ao feminismo”, dentro delas existe essa indignação pela desigualdade de gêneros, ou pela falta de respeito, que por muitas vezes são tratadas.

as sufragistas 02-persons

Confesso que a primeira vez que assisti esse filme, fiquei meio decepcionada, eu queria emoção, queria drama, queria esse tipo de coisa totalmente desnecessária para um filme que relata muito bem a luta de um grupo de pessoas por seus direitos. O mais interessante é que ele faz com que você se indigne com aquela situação de abuso, mas sem te fazer “sentir coisas”, e sim te fazer pensar, usar sua racionalidade para refletir sobre tal assunto, e conseguir entender o porquê daquela desobediência civil retratada pelo filme, contra o estado.

As interpretações de Carey Mulligan, no papel de Maud Watts, e de Helena Bonham Carter, como Edith Ellyn, são impecáveis. Principalmente de Mulligan, que nos faz entender o motivo de cada dor que a sua personagem passa. Devo dizer também que as cenas em que há uma interação entre Mulligan e Brendan Gleeson, que faz o papel do inspetor do estado que luta contra o movimento, são muito boas, pois conseguem expor as posições opostas que cada um se encontra diante do movimento sufragista.

Suffragette

Esse é um filme que exemplifica muito bem a importância do feminismo para a sociedade, que mostra o significado dessa luta, que não acabou quando foi dado o direito de voto às mulheres, mas vem sendo constantemente discutido em favor da igualdade social, política e econômica entre os sexos.

E como diz a frase em que o enredo todo do filme se baseia, não vamos nos render, não vamos desistir da luta, pois como disse o pastor, e líder do movimento pacífico de igualdade entre as raças no EUA, Martin Luther King:
“ É NOSSO DEVER MORAL, E OBRIGAÇÃO, DESOBEDECER LEIS INJUSTAS. ”

P.S.: Me considero feminista e me depilo semanalmente :)


12/08/2015 - Categoria: Cinema e TV - Autor(a): Victória Duarte

estereótipos femininos

Calma, calma, não, esse não é mais um post sobre o feminismo desenfreado no cinema ou filmes melosos para as garotas assistirem quando estão na TPM. Recentemente lendo esse texto (http://www.cadeomeucafe.com/4-estereotipos-femininos-na-midia-que-voce-provavelmente-nao-tinha-notado), me dei conta de como muitas personagens que gosto bastante infelizmente são “esteriotipadas” nos cinemas, e para apresentar o outro lado da moeda vou indicar dois filmes que mostram nosso lado nas histórias.

O primeiro filme é o Para Sempre Cinderela de 1999, sim, esse filme, um clássico da sessão da tarde eu sei, mas ele mostra um conto de fadas sendo recontado da forma mais maravilhosa possível. A cinderela deste filme não fala com animais e muito menos precisa de um ser que não existe (ou existe, não sabemos com certeza) para conseguir algo que quer, Danielle de Barbarac, a cinderela, nos mostra como a mulher é um ser forte e independente, que pode conseguir o que quiser. E tem uma cena espetacular em que ela salva o príncipe de ciganos carregando o cara nas costas! Isso é sensacional! Em nenhum dos momentos ela precisa ser salva pelo príncipe, ela consegue sempre dar um jeito nas situações da maneira dela, e nunca precisa de ninguém para isso. Lógico que tem a parte romântica que ela fica boba pelo príncipe, mas todo mundo é assim, não é? E o jeito como o filme mostra isso é muito despretensioso e leve, sem o mimimi que sempre mostram.

 

Também temos o W. E. – Romance do século, que foi dirigido por Madona em 2012. Ao assistir o filme você só concordará comigo que ele é um exemplo para esse tempo no fim.

Esse filme mostra as similaridades de duas mulheres em épocas diferentes que sofreram bastante com algum tipo de relacionamento fracassado, uma dessas mulheres é Wallis Simpson, que foi a mulher que fez com que um príncipe renunciasse sua coroa por ela. Esse filme é permeado por sentimentos que nos fazem ver aquelas mulheres como fracas, mas ao decorrer da história uma dessas mulheres se liberta de seus próprios medos e Wallis, no fim do filme mostra de seu lado da história sobre a renuncia do príncipe por ela, pois o que todos veem é o grande sacrifício do príncipe, mas ninguém consegue sentir e perceber como ela se sentiu quanto a isso. Esse é um filme bem sensível que mostra o nosso lado da história quando somos obrigadas a ser as mocinhas resgatadas por seus príncipes. Sinceramente os sacrifícios que Wallis fez por seu “príncipe” nunca foi visto ou reconhecido, e como o filme mostra isso é belíssimo.

Assistindo esses filmes me fez perceber como nós mulheres somos seres fortes e capazes de vários sacrifícios por quem amamos. Ser mulher é mais complexo que a maioria dos filmes mostram, e isso é maravilhoso para nós!