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26/12/2012 - Categoria: Mangá - Autor(a): Caio Túlio Costa

Jigoku Shoujo no Modo MeuA vingança é uma atitude presente em todas as camadas de nossa sociedade. O comportamento da humanidade caminha lado a lado com esse sentimento até os dias de hoje. A filosofia do “olho por olho” é uma prova disso, inclusive, vários pensadores ainda creem que a vingança é necessária para manter um estado social justo. É abordando essa temática que a franquia de horror ‘Jigoku Shoujo’ conseguiu se firmar e conquistar muitos fãs no mundo todo.

Criada por uma parceria entre a produtora Aniplex (Fullmetal Alchemist) e o Studio Deen (Nurarihyon no Mago), Jigoku Shoujo é uma série de animação de 26 episódios que fora exibida entre 2005 e 2006.  Dirigida por Takahiro Omori (Baccano!) e escrita por Hiroshi Watanabe (Video Girl Ai), a história da ‘Donzela do Inferno’ é sucesso de crítica e referência no horror moderno japonês. Diferente da maioria das franquias, Jigoku Shoujo teve sua série em mangá adaptada a partir da animação. Seus quadrinhos foram escritos e desenhados por Miyuki Eto e publicados pela aclamada Editora Kodansha (Great Teacher Onizuka). A série conta com nove volumes criados entre 2005 e 2008.

O enredo de Jigoku Shoujo se destaca entre as franquias de horror por conta de elementos da modernidade. Ai Enma é uma garota com aparência de colegial responsável pelo site Jigoku Tsuushin (algo como correspondência do inferno). O portal age como mediador entre Enma, a Donzela do Inferno, e pessoas que anseiam por vingança. A partir da meia-noite até às seis da manhã de cada dia, o site torna-se acessível, permitindo que qualquer um que o conheça possa dar o nome de alguém de quem deseja se vingar. A partir da identificação nominal, o indivíduo é enviado para o sofrimento eterno no inferno. Concretizando os pedidos, Enma procura saber se os motivos são justos e firma um contrato com os oprimidos. Mas há um preço caro para cada ação. Se uma vaga no inferno é preenchida pelo acordo, outra precisa ser ocupada por quem se vingou. É exatamente essa linha tênue entre o terror psicológico das escolhas e as ações que alimentam o sentimento de vingança que dão o ar macabro de Jigoku Shoujo.

Jigoku Shoujo - Arte

Cada episódio ou capítulo nos apresenta um caso com diferentes conflitos de interesses, vinganças, maldades e contratos infernais. As histórias são independentes, mas também nos mostram um pouco da origem obscura de Ai Enma. Com muito mistério, horror psicológico e terror sobrenatural, o clima de Jigoku Shoujo é potencializado por sua trilha sonora de sucesso, que através da música faz jus a toda a sua temática. As cores, fotografia e toda a arte em geral da franquia é fantástica e hipnotizante.

O sucesso da franquia foi tão grande que após o fim da animação em 2006, uma segunda temporada chamada Jigoku Shoujo Futakomori foi exibida ainda no mesmo ano. Também com 26 episódios, a série foi escrita por Ken’ichi Kanemaki (11eyes) e conseguiu o mesmo destaque da primeira.  Com isso, dois novos quadrinhos foram escritos por Miyuki Eto, são eles New Hell Girl e Hell Girl R (que ainda está em publicação).

Ao conquistar todo o solo japonês, a franquia de Jigoku Shoujo foi ainda adaptada para um drama live action, ou seja, uma série com atores reais que retrata todo mistério e o horror infernal presente na história. Com seus 12 episódios, o seriado foi exibido também entre 2006 e 2007. Dirigida por Makoto Naganuma (Koinu no Warutsu), o drama alcançou um público maior, que também pode conferir uma terceira temporada da animação, a Jigoku Shoujo Mistuganae, que com maestria causou tensão em muitos que acompanharam os seus 26 episódios entre 2008 e 2009.

Jigoku Shoujo - Live Action

Não apenas espalhando o horror nos quadrinhos e televisão, Jigoku Shoujo foi adaptado para dois jogos de videogames que foram sucesso de vendas. Akekazura para Nintendo DS (2007) e Mioyosuga para PlayStation 2 (2009).

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