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03/08/2015 - Categoria: Mangá - Autor(a): Israel Del Duque

Terra-Formars

O mangá que prova que nem todas as ideias dos cientistas são grandes ideias.

Este mês chegou às bancas de todo o Brasil pela Editora JBC, o mangá Terra Formars, um dos grandes sucessos no Japão atualmente, e claro, bastante aguardado pelos fãs do lado de cá do globo. Escrito por Yu Sasuga e ilustrado por Ken-Ichi Tachibana, o mangá ganhou dois OVAs (baseados nesse primeiro volume) e uma série de 13 episódios, ambos lançados em 2014, e terá uma versão em live-action em 2016.

Devido aos diversos problemas ambientais ocorrendo na Terra, um grupo de cientistas no final do século 21 resolveu que era hora de procurar outro lugar para a humanidade prosperar e enviou dois organismos para Marte com o objetivo de fazer o planeta se tornar habitável. Um desses organismos era uma espécie de alga modificada para purificar a atmosfera. O outro, um inseto asqueroso e bastante comum, que se alimentaria dessa alga e seria responsável por espalhá-la por todo o planeta: as baratas.

Terra-Formars-capa-mangá

A história começa 500 anos depois, quando a nave BUGS 2 está prestes a pousar em Marte, após a nave anterior, BUGS 1, ter falhado em sua missão. Aparentemente algo de muito grave aconteceu com a primeira equipe e todos acabaram morrendo na missão, deixando para trás apenas um alerta. E é quando a BUGS 2 pousa em Marte que os tripulantes percebem porque a primeira missão não deu certo.

O primeiro volume de Terra Formars tem uma historia fechada, focada na BUGS 2 e no desenvolvimento de alguns personagens. Para enfrentar a ameaça (que logo é chamada pelos próprios tripulantes de Terraformars), cada um ganha as habilidades de um inseto diferente, e o narrador faz questão de explicar as habilidades baseadas em cada inseto, o que é muito bacana.

terra-formars-página-mangá

Conforme você vai avançando as páginas fica curioso para saber como/se que os personagens vão conseguir escapar das baratas, e o clima de tensão vai aumentando cada vez mais. Eu fiquei querendo ler o segundo volume logo em seguida, mas infelizmente, agora só mês que vem =(

Apesar de ser o primeiro volume, os desenhos estão bem trabalhados, bem diferente de outros mangás em que podemos ver a evolução do autor com o passar dos volumes. Duvido que o traço tenha grandes modificações mais para frente.

A edição tem cerca de 210 páginas em papel offset (nada de papel jornal com tinta sujando o dedo) e a periodicidade do mangá é mensal, com distribuição nacional, no valor de R$14,90

Se você se interessou pela história, a Editora JBC disponibilizou um preview do primeiro capítulo no link: http://mangasjbc.uol.com.br/terra-formars-preview/

OVA – Teaser

Live Action – Teaser


28/02/2013 - Categoria: Animes - Autor(a): Caio Túlio Costa

hajime no ippo modo meu 1

O boxe, ou pugilismo, é um dos esportes mais difundidos e apreciados no mundo todo. Sua origem é inglesa e data do século 18, quando ainda era praticado com as mãos nuas. Entre seus maiores expoentes estão Muhammad Ali, George Foreman e Mike Tyson.

O esporte serviu de inspiração para a criação de “Hajime no Ippo”, uma série de anime e mangá idealizada pelo mangaká George Morikawa. O mangá, criado em 1989, ainda é publicado e possui atualmente mais de 975 capítulos em quadrinhos, distribuídos em 76 volumes, além de uma soma de 102 episódios de suas adaptações em anime.

Desde que foi lançado até hoje, os quadrinhos são publicados pela editora Kodansha, na revista semanal Shonen Magazine. O trabalho faz muito sucesso no Japão e, pasmem, na França! Tanto que o autor cria um novo volume somente a cada quatro meses, o que reflete em um trabalho extremamente bem feito. São 23 anos de trabalho.

O desenho animado clássico tem produção do famoso estúdio Madhouse, o mesmo de “Death Note” e “Cardcaptor Sakura”, e a direção ficou por conta de Satoshi Nishimura que trabalhou em séries como “Trigun” e “Paradise Kiss”, é conhecido nos Estados Unidos como “Fighting Spirit” (espírito combatente).

A série clássica foi exibida no Japão de 2000 a 2002 pelo canal Nippon Television e possui 76 episódios que contam o enredo mostrado no mangá até o volume 30. Ela possui, ainda, um OVA (Original Video Animation) complementar chamado “Hajime no Ippo: Mashiba vs Himura” e um filme, “Hajime no Ippo – Champion Road”.

Continuação

Em 2009, a franquia ganhou prosseguimento com a temporada conhecida como “Hajime no Ippo: New Challenger” que possui 26 episódios produzidos pelo estúdio da própria Nippon Television, o mesmo de “Kiki´s Delivery Service”, dirigidos por Jun Shishido, que trabalhou na série “X”, e veiculados no próprio canal da produtora.

Misturando drama, pitadas de comédia, romance e muita ação, “Hajime no Ippo” tem uma fórmula cativante. Depois de ganhar uma certa fama também foi responsável por difundir e aumentar a procura pela prática do boxe em território nipônico e arrisco a dizer, até mundial.

hajime no ippo 2

A história

O enredo conta a saga do tímido e humilde garoto Ippo Makunouchi, de 16 anos. Ele não tem tempo para fazer amigos, se divertir e muito menos praticar esportes pois tem que ajudar a cuidar do negócio da família, uma loja de artigos de pescaria.

O jovem é constantemente vítima de bullying e um dia é seriamente espancado por vários garotos. Ippo é salvo por um famoso boxeador que passava pelo local, Mamoru Takamura, e levado até a academia Kamogawa de boxe onde Genji Kamogawa trata de seus ferimentos.

Quando Ippo acorda, seu salvador sugere que ele descarregue suas frustrações no saco de areia, Kamogawa percebe o talento de Ippo e o vínculo de amizade dos dois se constrói a partir daí, continuando com o garoto começando a praticar boxe.

Em “New Challenger“, a história é uma continuação direta da vida de Ippo, todo o seu envolvimento com o boxe e a realização de seus sonhos.

Para ligar as duas fases foi produzido um longa. “Hajime no Ippo” teve uma animação, o Champion Road, exibida em 2003. O filme serve como uma ponte entre os episódios da saga clássica e a temporada New Challenger, onde Ippo defende pela primeira vez o título de campeão dos Pesos-Pena.

Outras mídias

“Hajime no Ippo” possui, ainda, três jogos para PlayStation 2, são eles “Victorious Boxers”, “Victorious Road” e “The Fighting! All Stars”; “The Fighting!” para Game Boy Advance, PlayStation e Nintendo DS; “The Fighting Revolution”, para o console de nova geração Nintendo Wii; e para o portátil da Sony, PSP, o “The fighting! Portable Victorious Spirits”.


26/12/2012 - Categoria: Mangá - Autor(a): Caio Túlio Costa

Jigoku Shoujo no Modo MeuA vingança é uma atitude presente em todas as camadas de nossa sociedade. O comportamento da humanidade caminha lado a lado com esse sentimento até os dias de hoje. A filosofia do “olho por olho” é uma prova disso, inclusive, vários pensadores ainda creem que a vingança é necessária para manter um estado social justo. É abordando essa temática que a franquia de horror ‘Jigoku Shoujo’ conseguiu se firmar e conquistar muitos fãs no mundo todo.

Criada por uma parceria entre a produtora Aniplex (Fullmetal Alchemist) e o Studio Deen (Nurarihyon no Mago), Jigoku Shoujo é uma série de animação de 26 episódios que fora exibida entre 2005 e 2006.  Dirigida por Takahiro Omori (Baccano!) e escrita por Hiroshi Watanabe (Video Girl Ai), a história da ‘Donzela do Inferno’ é sucesso de crítica e referência no horror moderno japonês. Diferente da maioria das franquias, Jigoku Shoujo teve sua série em mangá adaptada a partir da animação. Seus quadrinhos foram escritos e desenhados por Miyuki Eto e publicados pela aclamada Editora Kodansha (Great Teacher Onizuka). A série conta com nove volumes criados entre 2005 e 2008.

O enredo de Jigoku Shoujo se destaca entre as franquias de horror por conta de elementos da modernidade. Ai Enma é uma garota com aparência de colegial responsável pelo site Jigoku Tsuushin (algo como correspondência do inferno). O portal age como mediador entre Enma, a Donzela do Inferno, e pessoas que anseiam por vingança. A partir da meia-noite até às seis da manhã de cada dia, o site torna-se acessível, permitindo que qualquer um que o conheça possa dar o nome de alguém de quem deseja se vingar. A partir da identificação nominal, o indivíduo é enviado para o sofrimento eterno no inferno. Concretizando os pedidos, Enma procura saber se os motivos são justos e firma um contrato com os oprimidos. Mas há um preço caro para cada ação. Se uma vaga no inferno é preenchida pelo acordo, outra precisa ser ocupada por quem se vingou. É exatamente essa linha tênue entre o terror psicológico das escolhas e as ações que alimentam o sentimento de vingança que dão o ar macabro de Jigoku Shoujo.

Jigoku Shoujo - Arte

Cada episódio ou capítulo nos apresenta um caso com diferentes conflitos de interesses, vinganças, maldades e contratos infernais. As histórias são independentes, mas também nos mostram um pouco da origem obscura de Ai Enma. Com muito mistério, horror psicológico e terror sobrenatural, o clima de Jigoku Shoujo é potencializado por sua trilha sonora de sucesso, que através da música faz jus a toda a sua temática. As cores, fotografia e toda a arte em geral da franquia é fantástica e hipnotizante.

O sucesso da franquia foi tão grande que após o fim da animação em 2006, uma segunda temporada chamada Jigoku Shoujo Futakomori foi exibida ainda no mesmo ano. Também com 26 episódios, a série foi escrita por Ken’ichi Kanemaki (11eyes) e conseguiu o mesmo destaque da primeira.  Com isso, dois novos quadrinhos foram escritos por Miyuki Eto, são eles New Hell Girl e Hell Girl R (que ainda está em publicação).

Ao conquistar todo o solo japonês, a franquia de Jigoku Shoujo foi ainda adaptada para um drama live action, ou seja, uma série com atores reais que retrata todo mistério e o horror infernal presente na história. Com seus 12 episódios, o seriado foi exibido também entre 2006 e 2007. Dirigida por Makoto Naganuma (Koinu no Warutsu), o drama alcançou um público maior, que também pode conferir uma terceira temporada da animação, a Jigoku Shoujo Mistuganae, que com maestria causou tensão em muitos que acompanharam os seus 26 episódios entre 2008 e 2009.

Jigoku Shoujo - Live Action

Não apenas espalhando o horror nos quadrinhos e televisão, Jigoku Shoujo foi adaptado para dois jogos de videogames que foram sucesso de vendas. Akekazura para Nintendo DS (2007) e Mioyosuga para PlayStation 2 (2009).

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21/11/2012 - Categoria: Mangá - Autor(a): Caio Túlio Costa

Sem delongas, Uzumaki é uma aclamada série surgida inicialmente em mangá, que explora a verdadeira essência do horror psicológico. A trama é considerada um marco do terror japonês contemporâneo, fez muito sucesso, servindo inclusive, de base para novas histórias e de inspiração para novos autores. Por isso a obra é muito respeitada e cultuada no mundo inteiro.

Os quadrinhos desta série foram criados por um dos mestres do horror nipônico, o perturbador Junji Ito, conhecido por seus trabalhos, narrativas aterrorizantes e por ser discípulo do também renomado e premiado autor Kazuo Umezu, responsável pela história de ‘Baptism of Blood’ que ganhou, até mesmo, versão cinematográfica.

Junji Ito lançou o mangá ‘Uzumaki’ em 1998. Pouco tempo depois, sua publicação se tornou um sucesso dentre os mangás adultos. Vendido pelo selo ‘Big Comic Spirits’ da Editora Shogakukan, a mesma de ‘Detective Conan’, os quadrinhos de ‘Uzumaki’ foram divididos em apenas três volumes que compilam um total de 20 capítulos.

O mangá também teve sua publicação em terras canarinhas. No ano de 2006, a Conrad Editora trouxe o trabalho para cá em três edições totalmente traduzidas. Os fãs do terror contemporâneo puderam conferir 700 páginas de puro horror psicológico e se deliciar com a perturbadora imaginação e a mente de Junji Ito.

HISTÓRIA

O enredo promissor da trama se desenvolve na tradicional, pacata e fictícia cidade de Kurozu-cho, no Japão. Tudo começa quando alguns moradores do local começam a apresentar uma estranha obsessão por formatos em espiral, seja um vaso, corrente de água ou um caramujo, qualquer forma que lembre a curva plana que gira em torno de um polo torna-se motivo de fascínio. Amaldiçoados por uma série de eventos, as pessoas se tornam paranoicas, e a história se desenrola em um horror psicológico que se utiliza de vários joguinhos mentais e sádicos.

Kirie é a protagonista da história que mistura horror psicológico e paranoia.

Assim, algumas mortes horríveis e grotescas estão presentes e os frutos de acontecimentos apocalípticos dão um ar polêmico à série. As transformações de personagens são um dos pontos fortes do mangá e a insanidade e seus devaneios são os principais tópicos abordados na obra. Neste trabalho, Junji Ito confirma sua fama, pois consegue descrever com maestria a instauração do terror em ambientes calmos e, aparentemente, livres do mal.

CINEMA

Em 2000, ´Uzumaki´ ganhou uma adaptação cinematográfica dirigida pelo diretor japonês Higuchinsky de ´Nagai Yume´ (Long Dream). A protagonista, Kirie, é interpretada pela atriz Eriko Hatsune e o longa-metragem foi filmado abusando de pesados tons de verde, imitando as placas de cores usadas nos quadrinhos originais.

Uma das curiosidades é que seu principal trailer é uma homenagem direta ao clássico trailer de ´À bout de souffle´, do badalado cineasta francês Jean-Luc Godard. A versão cinematográfica possui um final diferente dos quadrinhos, o que enfureceu boa parte dos fãs, mas apesar de tudo disso, o trabalho ainda conseguiu agradar.

´Uzumaki´ é uma ótima pedida para quem gosta de mistério, suspense e um terror tipo desafiante.

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04/10/2012 - Categoria: Animação - Autor(a): Caio Túlio Costa

Considerado por muitos o Bart Simpson japonês, Shinnosuke Nohara – ou Shin-chan – , é protagonista da franquia homônima de anime e mangá que retrata o cotidiano de uma criança de 5 anos com um comportamento totalmente anormal. Extrapolando o politicamente incorreto e assumindo a postura do mau exemplo para quem o assiste e lê, Shin-chan é uma verdadeira comédia nua e crua sobre o péssimo comportamento infantil.

Escrita por Yoshito Usui, a série deu as caras em quadrinhos em 1990, na revista semanal japonesa Manga Action da Editora Futabasha (Old Boy). Seu mangá possui mais de 50 volumes publicados e é um dos mais famosos no Japão. No ano de 2010, seu criador faleceu, ocasionando o fim da série. Em uma mobilidade de apelo dos fãs e admiradores, uma nova série de quadrinhos foi iniciada no mesmo ano pela equipe de Usui e ainda se encontra em desenvolvimento e publicação nas terras nipônicas.

shin-chan no modo meu2

Já em 1992, uma adaptação animada foi realizada pelo Estúdio Shin’ei Doga (Game Center Arashi).Exibida até hoje e com mais de 15 anos ininterruptos, a série é considerada uma das maiores do mundo. Com mais de 2000 episódios e responsável por conseguir boa parte da audiência japonesa em seu horário de exibição, Shin-chan foi extremamente suavizado em sua versão televisiva. Em contrapartida, nada foi poupado nos quadrinhos.

O enredo da série é muito simples. Shinnosuke ‘Shin’ Nohara é um garotinho de 5 anos que fala e age como um adulto. Considerado um pestinha, a criança tira os pais do sério, assim como vizinhos, amigos, babysitters etc. Apesar de muito novo já tem 3 ambições na vida:

1 – Atormentar a todos não importando se são conhecidos ou não

2 – Comer bolachas de chocolate

3 – Se apaixonar e galantear mulheres mais velhas

A partir disso podemos entender um pouco do que se passa na cabeça dessa criatura. Dentro desse contexto, existe ainda a famosa “Dança da Bundinha Peladinha” que consiste em baixar as roupas de baixo e dançar como se não houvesse amanhã. Tudo isso nas situações mais diversas possíveis. Sem dúvidas, sua marca registrada.

shin-chan no modo meu3


 Além de todo o sucesso em animação e mangá, Shin-chan é responsável também por protagonizar vários filmes, episódios especiais, e até jogos de incontáveis plataformas que vão desde o Arcade ao Nintendo 3DS.

Confiram um pouco da versão dublada de Shin-chan:

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