Modo Meu

Que horas ela volta?Tag:

01/11/2015 - Categoria: Canal Modo Meu - Autor(a): Dyego Cruz

Review Semanal #02_MODO MEU

No nosso segundo review da semana, vamos falar sobre o que saiu no blog nessa semana e de notícias no universo pop pelo o mundo. Dessa vez, continuamos a falar sobre Star Wars, mas dessa vez sobre o trailer de lançamento que saiu do jogo Star Wars: Battlefront, falamos também da Any Malu, um canal no youtube de uma personagem animada e falamos também sobre a primeira garota aprovada como jogadora profissional de LOL (League of Legends), vamos ver:

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26/10/2015 - Categoria: Filmes - Autor(a): Victória Duarte

que horas ela volta - Val e Fabinho

Já foi dada a largada para o Oscar 2016 e temos já um representante brasileiro nos pré-indicados a filme estrangeiro, da diretora Anna Muylaert, o filme “Que horas ela volta?” trás de uma forma muito sensível o grande muro entre as classes sociais no Brasil.

Uma tradicional família paulista de classe média alta começa a se incomodar com as atitudes de uma menina vinda do nordeste com o objetivo de estudar para entrar em uma universidade, filha da fiel empregada doméstica que cria o filho do casal rico, já que a mãe trabalha demais.

que horas ela volta - Jéssica, seu carlos e dona Bárbara

Simples essa história não é? Pode-se até dizer que não dá pra se esperar muita coisa, mas só assistindo pra você tomar uma “vrá” na cara e ficar se perguntando como você consegue conviver numa sociedade tão hipócrita quanto a nossa brasileira, que ao contrário de outros países, o que se predomina aqui é o preconceito social, em que se você não tem dinheiro, pode até ser bonzinho, “mas não serve para conviver conosco de igual para igual.” Além dessa discussão entre classes, o filme também retrata a luta da mulher para ter seu papel na sociedade e ainda dar conta de seu papel como mãe e dona de casa.

Impossível não se identificar com um dos personagens e identificar pessoas da nossa convivência com eles. Seja a Jéssica, seja a Val, seja o Fabinho ou até mesmo o seu Carlos ou a dona Bárbara.

Apesar de na minha humilde opinião, está um pouco forçado o sotaque de Regina Casé no filme, ela consegue transmitir perfeitamente a alma da mulher nordestina, sinceramente, tem horas que dá vontade de aplaudir de pé a interpretação da mulher nesse filme, a gente até esquece que ela apresenta o exxxxxxquientaaaannn. Já Camila Márdila como Jéssica, é de encher o coração de amor! Não se tem o que dizer da personagem, que particularmente para mim é a mais sensacional do filme, da atuação como nordestina, como jovem estudante, aiii… Jéssica <3

Que horas ela volta

Outro personagem que também, nós da famigerada geração Y, podemos nos identificar é com Fabinho, que sempre busca no colo da empregada da família o apoio e o entendimento que não encontra nos pais, mesmos eles dando tudo para o menino.

Premiado no festival Sundance de Cinema desse ano, esse filme consegue cativar de forma muito sensível os espectadores, tão sensível que as vezes acho que muitos não conseguiriam assimilar toda a discussão dele, por ser algo tão intrínseco na nossa realidade, mas se você gosta de bons filmes para pensar na vida esse é uma ótima pedida. Dá uma olhada no trailer e corre pra assistir que esse filme não é a Débora dos Falsete, mas mostra um pouquinho de cultura pra esse povo!