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26/09/2016 - Categoria: Livro - Autor(a): Dyego Cruz

a-guerra-do-velho_modomeuJá parou para pensar em um bando de senhores e senhoras de 75 anos indo pra um lugar desconhecido e ainda mais, lutar numa guerra? Pois é, de início o título do livro, a sinopse e até o plot podem bagunçar um pouco a sua cabeça e o rumo do que você pode achar que iria acontecer.

No meu aniversário de 75 anos fiz duas escolhas: visitei o túmulo da minha esposa, depois entrei para o exército.

A Guerra do Velho é um livro de ficção científica que acontece em um tempo onde a humanidade chegou na era das viagens interestelares e saem pelo universo a procura de planetas habitáveis para colonização. Narrada por John Perry, um senhor de 75 anos que viveu sua vida como escritor e perdeu seu a esposa para um derrame alguns anos antes do seu alistamento. Mas claro que as colonizações nem sempre são algo rápidas e muito menos pacíficas, então isso traz mais ação, estratégia e adrenalina na história.

A narrativa é bem dinâmica, ao ponto de que quase não notei que estava terminando (eBook não te dá a profundidade de saber quando o livro está acabando), e mostra toda a confusão que se passa na cabeça John e de seus amigos, afinal “como assim pessoas de 75 anos indo para o exército?”. E isso se torna cada vez mais misterioso até o ponto em que infelizmente não posso mais detalhar muito para não perder a graça e as surpresas que vem a seguir depois do alistamento. Jonh faz vários amigos nessa sua nova jornada, mas nenhum personagem é tão aprofundado quanto Jonh, mas vai ficando claro o motivo ao longo da trama.

Muitas raças alienígenas são citadas, mas como o foco real são os humanos e os seus problemas, apenas duas delas são inseridas de forma  a dar um rumo na história e concluir a trama. Nada que faça muita falta, pois por menos que sejam especificadas, isso já da um leque maior de possibilidades para a sua imaginação criar.

a-guerra-do-velho_contracapa_modomeuEsse tal alistamento é feito nas Forças Coloniais de Defesa (ou FCD), que é algo altamente rodeada de mistérios e nunca age na terra, tanto que a vida no planeta segue normal enquanto o universo é colonizado e defendido pelo exército das FCD.

O que posso dizer a mais é que além de todos esses idosos que estão embarcando num alistamento misterioso e que após sair da terra, são considerados como mortos, todos eles são realmente muito bem humorados, o que deixa tudo mais interessante e a leitura bem mais fluida do que vários outros livros que já li. Outra coisa é que assim como os soldados idosos ficaram altamente entusiasmados com o que acontece no tal “rejuvenescimento”, ou seja lá o que for que aconteça, com certeza você vai ficar também e ainda vai torcer para que uma das tecnologias utilizadas por eles possa realmente existir logo. Brainpal, apenas lembre desse nome.

É uma ótima história e bem estruturada com vários diálogos sobre a vida, conquista, guerra, diplomacia, patentes, tecnologia, humor e tudo mais que se pode esperar de uma ficção. John Scalzi realmente fez um trabalho espetacular ao criar e escrever essa fantástica história sobre um futuro dos humanos universo afora.

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13/11/2015 - Categoria: Livro - Autor(a): Dyego Cruz

Capa_Sombra do Paraíso_Modo Meu

A corrida espacial e a procura por vida fora do planeta sempre foram assuntos que fizeram muitos viajarem em milhões de histórias e teorias e estudos, que falam sempre como deve ser lá fora e como raios seriam esses seres que podem ou não viver em outro mundo que não este que conhecemos. Claro que existem as pessoas que não curtem nem pensar nisso devido ao medo e a incerteza que esse e qualquer outro fato desconhecido possa afetar sua existência e tudo aquilo com que se está acostumado, mas acho que isso seria tema para outra ocasião.

Enfim, durante as últimas semanas andei lendo o livro Sombra do Paraíso, escrito por David S. Goyer (roteirista de filmes como Batman Begins e Batman – O Cavaleiro das Trevas) e o produtor de TV Michael Cassutt, publicado aqui no Brasil pela Editora Aleph.

contra capa_Sombra do Paraíso_Modo Meu

Com uma narrativa agradável e subdivida no foco de um personagem específico por capítulo, é possível acompanhar o pensamento e todas as aflições de cada um deles durante todos os acontecimentos que vão ocorrendo durante a  história.

O ano é 2016, quando de repente aparece no céu, ainda no espaço e fora da órbita da terra para ser mais específico, um enorme objeto não identificado e que foi batizado de Keanu. Sim, foi inspirado no ator Keanu Reeves de Matrix, que para mim pareceu ter sido por causa da sigla que se dá para Objeto Próximo a Terra em inglês, que seria NEO (Near-Earth-Objetc).

Detalhes_Sombra do Paraíso_Modo Meu

Após o aparecimento e parada repentina do estranho objeto bem próximo do planeta terra, inicia-se uma corrida espacial jamais antes vista no século XXI, onde a NASA e uma coalizão, que na minha opinião é bem inesperada, formada por  Rússia, Índia e Brasil se preparam para missões tripuladas para reconhecimento do estranho NEO.

Durante toda a preparação e durante a missão, são sempre mostrados todos os medos e anseios dos personagens, inclusive o do comandante da Destiny-7 (nave tripulada da NASA), Zack Stewart, que é praticamente o personagem principal e que chama a atenção por vários fatores, inclusive o de sempre tomar as melhores decisões (ou pelo menos foi o que achei).

Costas_Sombra do Paraíso_Modo Meu

Por ser o primeiro volume de uma série, claro que o final não poderia terminar com todos os arcos fechados completinhos para fazer com que o leitor que gostou do livro assim como eu fique na vontade do próximo, mas confesso que o arco final ficou um pouco aberto demais e foi meio corrido.

Mas além desse final estranho, de toda a história, toda a tensão e de todas as surpresas, o livro é realmente instigante quando se fala em busca do desconhecido e retrata bem vários termos técnicos, melhores atitudes que devem ou não ser tomadas por um astronauta/explorador e também várias referências as viagens espaciais que já ocorreram durante a história da humanidade. É uma aventura que conta um pouco da história da evolução tecnológica/espacial da raça humana e mostra uma maneira bem diferente de como lidar com o desconhecido.

Livro – Sombra do Paraíso no Submarino


15/06/2015 - Categoria: Música - Autor(a): Israel Del Duque

avengers in sci-fi

Continuando a minha missão de fazer mais pessoas conhecerem e gostarem das coisas que eu ouço – e tem coisa pra caramba pra apresentar pra vocês – hoje vamos embarcar numa viagem que segue pelo infinito do universo.

Conheci o Avengers in Sci-Fi no final de 2013, por acaso, enquanto pesquisava por outro artista e eles apareceram entre uma seleção de artistas relacionados. Foi só ouvir a primeira música pra eu gostar do som que eles fazem, então logo corri para procurar os álbuns e conhecer melhor o trabalho deles. Hoje já estão entre as minhas bandas favoritas e dificilmente passo uma semana sem escutar uma música que seja.

Formada em Kanagawa, no ano de 2002, por apenas três integrantes (o que costuma impressionar quem ouve pela primeira vez, dada a quantidade de sons, ou “camadas”, utilizados em cada música), é difícil rotular a banda com um único gênero e por isso muitos os descrevem como “a spaceship/spacecraft of rock”, o que seria algo como “uma nave espacial de rock”, em tradução livre. E é exatamente essa sensação que se tem ao ouvir uma música ou álbum deles: a de que você está numa viagem pelo espaço.

O trio japonês abusa de batidas bem animadas, algumas parecem tambores de guerra, outras lembram escolas de samba (sim, você não está lendo errado), o que me faz pensar nas influências musicais deles; e também não se intimida na utilização de distorções e sintetizadores, tanto nas guitarras quanto nas vozes, além dos efeitos que fazem parecer que estamos ouvindo mensagens codificadas ou com falhas de transmissão. E não apenas o som, mas muitas das letras trazem termos que fazem você pensar em ficção científica o tempo todo – não por acaso, pois o próprio nome da banda utiliza o termo “Sci-Fi”.

E por falar nas letras, a maioria delas é em japonês, costuradas com palavras e frases em inglês, principalmente os termos ligados à ciência (afinal, vamos combinar que, neste quesito, a língua inglesa é padrão, certo?), entretanto isso não atrapalha em nada a experiência de ouvir o som deles.

Para quem se animou e quer conhecer mais a banda, recomendo que, antes de ouvir os álbuns – que são excelentes, vale ressaltar – procure pela coletânea Selected Ancient Works 2006-2013, que reúne as principais músicas de cada trabalho no primeiro disco, e no segundo, traz algumas versões alternativas e faixas lado b dos singles de trabalho.

Ficha Técnica

Integrantes: Tarō Kohata (Vocais, Guitarra e Sintetizadores), Yoshihiko Inami (Vocais, Baixo e Sintetizadores) e Masanori Hasegawa (bateria e corais).

Álbuns: Avengers in Sci- Fi e Jupiter Jupiter (EPs); Avenger Strikes Back (2006), Science Rock (2008), Dynamo (2010), Crazy Gonna Spacey (2010 – Ao Vivo), Disc 4 the Seasons (2012) e Unknown Tokyo Blues (2014).

Bônus

Entre diversos trabalhos de colaboração, o Avengers in Sci-Fi participou de um disco de covers de músicas da Disney com uma versão bem bacana de Mickey Mouse March, tema de abertura do programa The Mickey Mouse Club. Vale dar uma conferida: