Modo Meu

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30/08/2017 - Categoria: Animes - Autor(a): Dyego Cruz

Após um bom tempo sem acompanhar nada de anime que não fosse One Piece e Shingeki no Kyojin (Attack On Titan), resolvi sair da rotina de séries de TV “mainstream” e comecei a procurar alguns mangás para ler e consequentemente animes para assistir. Então foi aí que dei de cara com Fuuka.

A história criada e ilustrada por Kōji Seo gira em torno de Yuu Haruna, um garoto que mora com suas três irmãs, mas que não mantém amizade com pessoas de verdade, apenas conectado com seus amigos virtuais do Twitter. Até que um dia, enquanto ele está voltando para casa depois de comprar o jantar, ele esbarra com a linda Fuuka Akitsuki e a partir daí se inicia toda a trama e o envolvimento desses dois.

Personagens

Yuu Haruna é um garoto altamente introvertido, imaturo e altamente influenciável, algo que por muitas vezes nos faz ficar com muita raiva de várias coisas que ele decide dizer e fazer, mas graças a extrovertida Fuuka, ele consegue até começar a conversar com pessoas (hehe) e fica muito visível o quanto o personagem amadurece no decorrer da história.

Fuuka Akitsuki é aquele personagem clássico que tem um grande carisma, está sempre sonhando (e correndo atrás dos sonhos é claro) e sempre atraindo amizades. Algo que une não só ela com Haruna, mas os vários outros personagens, é o amor e admiração que todos tem pela banda fictícia The Hedgehogs (que acredite ou não, quando eu comecei a ler o mangá, achei que pudesse existir de verdade), com a voz da vocalista sendo feita pela Manami Numakura. O plot principal do anime é essa admiração e a vontade de criar uma banda tão famosa que iria superar os tais Hedgehogs e tocar no Budokan (uma grande arena de shows situada no centro de Tóquio e que costuma representar grandes concertos de rock).

Existe uma outra personagem que vejo mais como secundária e que as vezes também é beeeeeeem chatinha, mas que acredito ser necessário citá-la, que é a Koyuki Hinashi, uma amiga de infância de Haruna, que na história já é uma cantora famosa e faz muito sucesso em todo o Japão (no anime quem dubla e canta as músicas dela é Saori Hayami) e que é apaixonada pelo nosso protagonista (isso tá na cara desde a primeira aparição/diálogo).

Plot

Como é possível ver até agora, toda a história gira em torno de música, assim como o anime de 2004, Beck, então claro que fica um pouco chato pensar num mangá que fala de música, mas que não é possível ouvir nada e nem mesmo ver as letras das músicas, e é aí onde vale muito a pena você dar uma espiada no anime também, que foi lançado agora em 2017 e tem apenas 12 episódios, mas que é muito bom, principalmente pelo fato de você poder ouvir/SENTIR as músicas, é realmente uma outra experiência, pois enquanto lia o mangá, apenas ficava imaginando tudo o quanto tudo aquilo significava, mas quando ouvi as músicas, começando pela abertura, foi uma ótima sensação de imersão e entendimento.

Curti bastante a variação de personagens, inclusive a inserção do Makoto Mikasa, que é homosexual e não tem medo de falar isso abertamente, mas que infelizmente tem problema com o pai rico por N motivos, inclusive o preconceito.

Tudo é muito cativante e acontece bem rápido, principalmente no anime, mas vou logo deixando claro que o final do anime (que já terminou) é “deveras” diferente do que acontece no mangá (que ainda está em andamento), o que deixou vários fãs bem #chateados e é possível encontrar muita coisa ruim por aí. Por isso acredito que começar pelo anime pode ser uma boa, e ler o mangá já sabendo que vai ter mudanças e com mente aberta, irá te dar uma visão muito mais ampla dos acontecimentos, da personalidade e amadurecimento de cada personagem.

Classificação

Algumas peculiaridades que eu não poderia deixar de citar é que na classificação do mangá, ele é tido como Shounen, Sobrenatural, Romance e Ecchi, mas a questão do Ecchi quase não existe no anime, isso acontece bem mais no mangá, mas nada que explique o fato de ser recomendado “para maiores”. E com relação ao sobrenatural, muito no início dá essa impressão, mas depois infelizmente essa “magia” ligada ao signicado do nome da Fuuka, que no kanji tem caracteres para “vento” e “verão”. Com relação ao Shounen, não sei exatamente onde se encaixaria, pois é uma história que não é voltada apenas para o público masculino e não tem batalhas (de pancadaria) em momento algum.

No mangá, além de ter uma maior profundidade, existem novos personagens muito importantes e que acredito que não vão aparecer no anime, mesmo que por um acaso venha a surgir uma segunda temporada.

Só para o caso de surgir o interesse, caso você não queira sair por aí baixando o anime como todo mundo faz, você pode ir direto nesse link do Crunchyroll, ou acessar esse post que fala de outros sites que você pode assistir não só esse, mas outros vários animes. Vou aproveitar e deixar aqui o clipe da música principal (Climber’s High!) para você já ir entrando no clima.


23/08/2012 - Categoria: Animes - Autor(a): Caio Túlio Costa

Um jogo violento, competitivo e sanguinário. Essas são apenas algumas das características que podem definir o vasto universo de Gantz, uma série de anime e mangá intrigante e cativante. Criado por Hiroya Oku, os quadrinhos são publicados desde 2000 e até então continuam sendo sucesso no oriente e ocidente com seus mais de 365 capítulos compilados em 34 volumes (atualmente).

Sua premissa é desafiadora e simples. Gantz é uma bola preta misteriosa que reside em uma sala e escolhe vítimas no momento de sua morte, concedendo-lhes uma nova chance de retornar. Ao voltar à vida, os escolhidos terão que se submeter a caçadas. Missões de captura, assassinato e sobrevivência com seres estranhos que estão além da compreensão humana. Beirando o estilo nonsense, os participantes contam com um grande arsenal bélico a disposição e tem que acumular pontos de acordo com o objetivo das provas. Essa pontuação pode ser trocada por novos armamentos, reviver um aliado morto ou comprar a própria liberdade. Após a missão, os sobreviventes podem retornar para suas vidas normais e então só serão chamados por Gantz na próxima prova.

Gantz no Modo Meu2

Os desafios criam um clima de tensão por conta do inesperado. Um limite de tempo em que a missão deve ser realizada antes de todos morrerem é estabelecido, forçando a mobilidade de todos. Os participantes sempre são teleportados para o lugar da missão, que conta com um perímetro delimitado por Gantz e que se for ultrapassado causa morte imediata. O terror e suspense misturado com uma dose de erotismo e conflitos psicológicos dá a Gantz uma fórmula no mínimo interessante de se acompanhar.

O protagonista da série é Kei Kurono, um estudante que morre atropelado por um metrô ao tentar ajudar um mendigo alcoolizado que caiu nos trilhos. Alguns segundos após a morte, Kei é levado à sala de Gantz e então é apresentado à mecânica das missões. Desde então passamos a acompanhar o seu cotidiano.

Gantz no Modo Meu3

Em 2004, Gantz ganhou sua adaptação animada pelo estúdio GONZO (Vandread). Baseada nos primeiros capítulos do mangá, a série conta com 26 episódios divididos em duas temporadas e teve grande audiência na emissora Fuji Television. No Brasil, o mangá é publicado pela Panini Mangás e o anime foi exibido no canal pago Animax, onde a censura fez sua parte e cortou muitas cenas.

Para um pouco da adaptação, confira a chamada com uma breve apresentação de Gantz no Animax (+18):

Já em 2010 e 2011, Gantz deu as caras nas telonas japonesas. Seus longas em Live Action foram dirigidos por Shinsuke Sato (Desert Punk) e fizeram grande sucesso no oriente.

Confiram o trailer do longa metragem:

Atualmente, o lançamento de novos capítulos do mangá ocorre de forma irregular. Mesmo assim, isso não causa nenhum desapontamento nos fãs, pelo contrário. Os mesmos respeitam e aceitam que sua autora demore o tempo necessário para desenrolar e dar continuidade à trama. Essa relação é muito rara no ramo dos mangás e só comprova como Gantz é inovador e original.

Gantz no Modo Meu4

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