Modo Meu

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15/10/2014 - Categoria: Séries - Autor(a): Elizabeth Viana

American Horror Story Freak Show

Não assisto a muitas séries de tevê, mas tem uma que me deixou completamente apaixonada: American Horror Story. Para quem ainda não conhece – o que acredito ser algo impossível – esta é uma série de terror dramática criada por Ryan Murphy (o mesmo criador de Glee) e produzida por Brad Falchuk (produtor de Glee), onde cada temporada conta uma história de terror independente, com um conjunto de personagens e ambientações bem distinto, e claro, cada uma com seu próprio começo, meio e fim.

American Horror Story Muder House

Sendo bem breve, a primeira temporada, intitulada American Horror Story: Muder House, ocorre nos dias atuais e conta a história da família Harmon após se mudarem para uma mansão restaurada e assombrada pelos antigos moradores.

American Horror Story Asylum

A segunda temporada, intitulada American Horror Story: Asylum, ocorre no ano de 1964 e conta as histórias dos pacientes, dos médicos e das freiras que ocupam uma instituição para criminosos insanos.

American Horror Story Coven

A terceira temporada, intitulada American Horror Story: Coven, (a minha favorita até agora) volta aos dias atuais na cidade de New Orleans, e mostra os acontecimentos em um clã de bruxas originadas de Salém e Vodu.

E agora nós temos – até que enfim – a quarta temporada dessa série que eu absolutamente adoro e já estava ficando louca de ter que esperar, American Horror Story: Freak Show.

Freak Show é sobre o último show de horrores dos Estados Unidos. A história se passa no ano de 1952, em uma cidadezinha chamada Júpiter, na Flórida. Uma trupe circense chega à cidade ao mesmo tempo em que uma entidade estranha e sombria ameaça a vida dos moradores e dos artistas do circo, que são chamados de aberrações de maneira bem carinhosa, só que não.

American Horror Story Freak Show - poster

O tema central de Freak Show é a história pessoal de cada personagem, como eles foram parar no “circo”, seus anseios e desejos e até mesmo seus sonhos e o conflito entre eles e “as forças do mal” que eles não conseguem controlar.

Essa temporada tem tudo para ser perfeita, temos nela um palhacinho bem especial, o Clown Killer, que além de assassino aterrorizará os membros do freak show, as famosas gêmeas siamesas, os clichês como a mulher barbada, uma mulher que mais parece um homem de tão alta e forte – que é interpretado pela Erika Ervin, uma transgênero belíssima –, a menor mulher do mundo – que é interpretada pela lindinha Jyoti Amge, a indiana que é a menor mulher do mundo –, esses foram o que eu vi que eu achei mais interessante. E claro, tem o meu querido e belo Evan Petters, que está perfeito como sempre, e o suspense que faz a gente prender a respiração.

Eu não ia falar nada, mas não resisti, pois fiquei sabendo que outra temporada já foi confirmada e eu praticamente enlouqueci, mais uma vez, mas tudo bem.

O legal de American Horror Story é que foram mantidos os mesmos atores em todas as temporadas, me refiro aos que fazem parte do elenco regular, que são eles: Jessica Lange como Elsa Mars, Sarah Pulson como Bete e Dot Tattler, Kathy Bates como Ethel Darling, Evan Peter como Jimmy Darling, Angela Bassett como Desiree Dupree, Michael Chicklis como Dell Toledo, Emma Roberts (sobrinha da Julia Roberts) como Maggie Esmeralda, Denis O’Hare como Stanley e o Finn Wittrock como Dandy Mott.

E é isso gente… Enquanto o segundo episódio ainda não saiu, fica aqui o post para quem quiser conhecer essa série que é perfeita demais.


29/01/2013 - Categoria: Animes - Autor(a): Caio Túlio Costa

Monster no Modo Meu

Considerado um dos quadrinhos japoneses seinen (adultos) de horror mais famosos, ´Monster´ é um thriller policial repleto de tensão psicológica que consegue tirar o sossego dos que o conhecem.

Criado em 1994 por Naoki Urasawa (mesmo mangaká de ´20th Century Boys´), este mangá totaliza 162 capítulos, compilados em 18 volumes e publicados sob o selo “Big Comic Original”, da editora Shogakukan, a responsável por InuYasha. ´Monster´ foi sucesso de vendas até 2001, ano em que foi encerrado.

O drama e suspense da série ainda levaram os quadrinhos a uma adaptação animada produzida pelo Estúdio Madhouse, de “Death Note”.

Seus 74 episódios foram exibidos em 2004 e 2005. A série ficou sob a direção de Masayuki Kojima, de ´Sakura Wars´, os roteiros na mão de Tatsuhiko Urahata, de ´D. Grey-man´ e a caracterização por Kitaro Kosaka, de ´Akira´.

Seu enredo obscuro, amedrontador e complexo gira em torno do jovem e talentoso neurocirurgião japonês Kenzou Tenma, que trabalha em um grande hospital de Düsseldorf, Alemanha. O médico tem tudo para garantir seu futuro promissor: É respeitado pelos colegas e pelos pacientes, está de casamento marcado e é o favorito do diretor do hospital.

No momento em que um casal de pequenos irmãos em estado grave precisa de uma operação, o senso de justiça de Tenma fala mais alto e o seu pensamento de que todas as vidas humanas possuem direitos iguais é posto à prova. O doutor abre mão de tratar um paciente de relevância pública (~e política~) para atender as crianças que chegaram primeiro na sala de cirurgia. Desobedecendo a política do hospital, Tenma tem sua carreira arruinada, destruindo tudo o que havia edificado ao longo da vida.

A partir disso, fatos misteriosos seguidos e estranhas mortes começam a acontecer no ambiente hospitalar e social do neurocirurgião. Todos possuem algo em comum: restaurar a ascensão de Tenma.

Monster no ModoMeu2

Investigação

Tornando-se o principal suspeito de crimes que não cometeu, o doutor passa a investigar os casos por conta própria e descobre a ligação destes com as crianças, sangrentos massacres, a Segunda Guerra Mundial e um passado negro e perigoso repleto de metáforas bíblicas e teorias conspiratórias.

É com esse enredo bem estruturado e assustador que ´Monster´ garante seu espaço na galeria de horror nipônica. O tema que coloca em evidência os valores éticos e morais do ser humano é muito bem explorado, mostrando a verdade sobre o comportamento cruel que um indivíduo pode vir a ter. Nossos conflitos internos e anseios mais íntimos também são muito bem abordados.

A trilha sonora mescla elementos de jazz, blues e soft rock, que se encaixam com maestria nas cenas da animação. Seus cenários abusam de contextos históricos, científicos e geográficos, que mostram sua seriedade, maturidade e beleza.

A queda do Muro de Berlim, outros lugares e também acontecimentos têm seu espaço, dando à série um ar de autenticidade.

´Monster´ é sucesso de crítica no mundo, e foi, inclusive, publicado no Brasil pelas Editoras Conrad e Panini.

Em 2002, uma adaptação literária chamada ´Another Monster´ foi escrita pelo próprio Urasawa e mostra os acontecimentos da série em uma releitura a partir do ponto de vista de um repórter investigativo.


26/12/2012 - Categoria: Mangá - Autor(a): Caio Túlio Costa

Jigoku Shoujo no Modo MeuA vingança é uma atitude presente em todas as camadas de nossa sociedade. O comportamento da humanidade caminha lado a lado com esse sentimento até os dias de hoje. A filosofia do “olho por olho” é uma prova disso, inclusive, vários pensadores ainda creem que a vingança é necessária para manter um estado social justo. É abordando essa temática que a franquia de horror ‘Jigoku Shoujo’ conseguiu se firmar e conquistar muitos fãs no mundo todo.

Criada por uma parceria entre a produtora Aniplex (Fullmetal Alchemist) e o Studio Deen (Nurarihyon no Mago), Jigoku Shoujo é uma série de animação de 26 episódios que fora exibida entre 2005 e 2006.  Dirigida por Takahiro Omori (Baccano!) e escrita por Hiroshi Watanabe (Video Girl Ai), a história da ‘Donzela do Inferno’ é sucesso de crítica e referência no horror moderno japonês. Diferente da maioria das franquias, Jigoku Shoujo teve sua série em mangá adaptada a partir da animação. Seus quadrinhos foram escritos e desenhados por Miyuki Eto e publicados pela aclamada Editora Kodansha (Great Teacher Onizuka). A série conta com nove volumes criados entre 2005 e 2008.

O enredo de Jigoku Shoujo se destaca entre as franquias de horror por conta de elementos da modernidade. Ai Enma é uma garota com aparência de colegial responsável pelo site Jigoku Tsuushin (algo como correspondência do inferno). O portal age como mediador entre Enma, a Donzela do Inferno, e pessoas que anseiam por vingança. A partir da meia-noite até às seis da manhã de cada dia, o site torna-se acessível, permitindo que qualquer um que o conheça possa dar o nome de alguém de quem deseja se vingar. A partir da identificação nominal, o indivíduo é enviado para o sofrimento eterno no inferno. Concretizando os pedidos, Enma procura saber se os motivos são justos e firma um contrato com os oprimidos. Mas há um preço caro para cada ação. Se uma vaga no inferno é preenchida pelo acordo, outra precisa ser ocupada por quem se vingou. É exatamente essa linha tênue entre o terror psicológico das escolhas e as ações que alimentam o sentimento de vingança que dão o ar macabro de Jigoku Shoujo.

Jigoku Shoujo - Arte

Cada episódio ou capítulo nos apresenta um caso com diferentes conflitos de interesses, vinganças, maldades e contratos infernais. As histórias são independentes, mas também nos mostram um pouco da origem obscura de Ai Enma. Com muito mistério, horror psicológico e terror sobrenatural, o clima de Jigoku Shoujo é potencializado por sua trilha sonora de sucesso, que através da música faz jus a toda a sua temática. As cores, fotografia e toda a arte em geral da franquia é fantástica e hipnotizante.

O sucesso da franquia foi tão grande que após o fim da animação em 2006, uma segunda temporada chamada Jigoku Shoujo Futakomori foi exibida ainda no mesmo ano. Também com 26 episódios, a série foi escrita por Ken’ichi Kanemaki (11eyes) e conseguiu o mesmo destaque da primeira.  Com isso, dois novos quadrinhos foram escritos por Miyuki Eto, são eles New Hell Girl e Hell Girl R (que ainda está em publicação).

Ao conquistar todo o solo japonês, a franquia de Jigoku Shoujo foi ainda adaptada para um drama live action, ou seja, uma série com atores reais que retrata todo mistério e o horror infernal presente na história. Com seus 12 episódios, o seriado foi exibido também entre 2006 e 2007. Dirigida por Makoto Naganuma (Koinu no Warutsu), o drama alcançou um público maior, que também pode conferir uma terceira temporada da animação, a Jigoku Shoujo Mistuganae, que com maestria causou tensão em muitos que acompanharam os seus 26 episódios entre 2008 e 2009.

Jigoku Shoujo - Live Action

Não apenas espalhando o horror nos quadrinhos e televisão, Jigoku Shoujo foi adaptado para dois jogos de videogames que foram sucesso de vendas. Akekazura para Nintendo DS (2007) e Mioyosuga para PlayStation 2 (2009).

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21/11/2012 - Categoria: Mangá - Autor(a): Caio Túlio Costa

Sem delongas, Uzumaki é uma aclamada série surgida inicialmente em mangá, que explora a verdadeira essência do horror psicológico. A trama é considerada um marco do terror japonês contemporâneo, fez muito sucesso, servindo inclusive, de base para novas histórias e de inspiração para novos autores. Por isso a obra é muito respeitada e cultuada no mundo inteiro.

Os quadrinhos desta série foram criados por um dos mestres do horror nipônico, o perturbador Junji Ito, conhecido por seus trabalhos, narrativas aterrorizantes e por ser discípulo do também renomado e premiado autor Kazuo Umezu, responsável pela história de ‘Baptism of Blood’ que ganhou, até mesmo, versão cinematográfica.

Junji Ito lançou o mangá ‘Uzumaki’ em 1998. Pouco tempo depois, sua publicação se tornou um sucesso dentre os mangás adultos. Vendido pelo selo ‘Big Comic Spirits’ da Editora Shogakukan, a mesma de ‘Detective Conan’, os quadrinhos de ‘Uzumaki’ foram divididos em apenas três volumes que compilam um total de 20 capítulos.

O mangá também teve sua publicação em terras canarinhas. No ano de 2006, a Conrad Editora trouxe o trabalho para cá em três edições totalmente traduzidas. Os fãs do terror contemporâneo puderam conferir 700 páginas de puro horror psicológico e se deliciar com a perturbadora imaginação e a mente de Junji Ito.

HISTÓRIA

O enredo promissor da trama se desenvolve na tradicional, pacata e fictícia cidade de Kurozu-cho, no Japão. Tudo começa quando alguns moradores do local começam a apresentar uma estranha obsessão por formatos em espiral, seja um vaso, corrente de água ou um caramujo, qualquer forma que lembre a curva plana que gira em torno de um polo torna-se motivo de fascínio. Amaldiçoados por uma série de eventos, as pessoas se tornam paranoicas, e a história se desenrola em um horror psicológico que se utiliza de vários joguinhos mentais e sádicos.

Kirie é a protagonista da história que mistura horror psicológico e paranoia.

Assim, algumas mortes horríveis e grotescas estão presentes e os frutos de acontecimentos apocalípticos dão um ar polêmico à série. As transformações de personagens são um dos pontos fortes do mangá e a insanidade e seus devaneios são os principais tópicos abordados na obra. Neste trabalho, Junji Ito confirma sua fama, pois consegue descrever com maestria a instauração do terror em ambientes calmos e, aparentemente, livres do mal.

CINEMA

Em 2000, ´Uzumaki´ ganhou uma adaptação cinematográfica dirigida pelo diretor japonês Higuchinsky de ´Nagai Yume´ (Long Dream). A protagonista, Kirie, é interpretada pela atriz Eriko Hatsune e o longa-metragem foi filmado abusando de pesados tons de verde, imitando as placas de cores usadas nos quadrinhos originais.

Uma das curiosidades é que seu principal trailer é uma homenagem direta ao clássico trailer de ´À bout de souffle´, do badalado cineasta francês Jean-Luc Godard. A versão cinematográfica possui um final diferente dos quadrinhos, o que enfureceu boa parte dos fãs, mas apesar de tudo disso, o trabalho ainda conseguiu agradar.

´Uzumaki´ é uma ótima pedida para quem gosta de mistério, suspense e um terror tipo desafiante.

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09/08/2012 - Categoria: Animação - Autor(a): Caio Túlio Costa

Criada pelo ilustrador britânico David Firth em 2004, Salad Fingers é uma Web Série animada que tornou-se mundialmente conhecida pela sua abordagem diferenciada dentro do gênero terror psicológico.

A série se passa em um mundo isolado e pós-apocalíptico retratado em bizarras animações em Flash. Viralizando de maneira estrondosa no ano de 2005, Salad Fingers nos apresenta um protagonista homônimo e seu cotidiano depressivo e repugnante. Magro, verde, bipolar e mentalmente perturbado são apenas algumas das características da criatura.

Apesar de todo o seu conteúdo “nonsense“, Salad Fingers conseguiu prender boa parte do seu público, o que o fez ser eleito pelo aclamado jornal The San Francisco Chronicle, integrante do Top 10 da Cultura Pop em 2005.

Salad Fingers continuou fidelizando e conquistando muitos adeptos ao longo dos anos, inclusive ganhando mérito ao ser exibido em grandes festivais de horror e filmes independentes, como foi o caso do Sydney Underground Film Festival, em 2007.

Sua trilha sonora sombria e atordoante é um dos pontos mais fortes da obra de David Firth. Trabalhos como os de Boards of Canada, Brian Eno e o grande Aphex Twin, dão um certo “up” à série, deixando o clima bem mais pesado e impactante.

Até hoje, os fãs e apreciadores da série bolam e comentam em fóruns as diversas teorias da animação. Possíveis explicações para o humor negro, o comportamento dos personagens e o ambiente são os mais profundos temas discutidos. Rodeado de perguntas sem respostas, Salad Fingers cumpre o seu propósito (pelo menos em muitas pessoas)… Permanecer um bom tempo nas mentes de quem procura desvendá-lo.

Confiram os três primeiros episódios legendados:

Site Oficial de Salad Fingers e outros projetos de David Firth: link

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